Na Veja: “Vamos privatizar tudo; temos R$ 1 trilhão em ativos a receber”, diz Paulo Guedes

Publicado em 27/08/2018 08:08 e atualizado em 28/08/2018 22:15
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Entrevista com o economista Paulo Guedes (da equipe de Bolsonaro) à revista VEJA

O senhor é um economista renomado, banqueiro, Ph.D. por uma das melhores universidades do mundo. Jair Bolsonaro é um candidato vindo de um círculo no qual o senhor nunca transitou. Como ocorreu esse encontro?

- Ele me chamou para conversar depois de ter lido um artigo em que eu dizia que o Ciro Gomes era o legítimo candidato da esquerda e ele, Bolsonaro, o legítimo representante da direita. Foi o Winston Ling (empresário e presidente do conselho de administração da Petropar) que comentou esse artigo com ele. E, de repente, quatro ou cinco pessoas me ligaram ao mesmo tempo pedindo que eu fosse conversar com Bolsonaro. Isso foi no fim de 2017, quando eu ainda estava auxiliando Luciano Huck. Avisei o Huck que iria falar com Bolsonaro, e ele não viu problema algum. E, quando falei com ele, saí da bolha.

O que significa sair da bolha?
- A bolha é São Paulo, Rio, Florianópolis. Somos nós, a Folha de S.Paulo, a Globo, a VEJA. A bolha diz assim: “Ah, esse cara é chato, disgusting (repugnante, em inglês), tosco”. A bolha pensa em direitos humanos, que são demandas legítimas, corretas e sofisticadas da sociedade. Só que o povo está lá fora gritando socorro porque não sabe se levará um tiro hoje ou amanhã. Então, quando falei com ele, tudo ficou muito claro para mim. O que ele representa? A ordem, que é a função básica de qualquer governo. É isso que as pessoas querem. E é isso que ele defende quando fala de segurança. O que Bolsonaro fala remete aos preceitos liberais mais genuínos, que são a preservação de vidas e de propriedades, e que nortearam todo o pensamento dos constitucionalistas britânicos do século XVII.

Em sua trajetória parlamentar, Bolsonaro já demonstrou claramente que é um estatista e não tem simpatia por medidas de ajuste. O senhor acha que ele se tornou um liberal?

- É o que eu digo a ele: “Se você não gosta do que a esquerda fez, gosta de uma economia mais aberta, então você quer uma economia liberal de mercado”. E ele não gosta do que a esquerda fez. A reforma da Previdência, por exemplo, não é ponto pacífico ainda no nosso programa. Ele me diz: “Paulo, você quer atropelar o Congresso? Os caras não conseguem aprovar nada, e você quer matar no peito? Você quer pegar o dinheiro dos velhinhos? E os 9 bilhões que deram ao Joesley?”. Aí eu explico a ele que as coisas não são bem assim, sou enfático quando digo que precisa haver reforma e que o presidente precisa encaminhá-la. É uma conversa respeitosa que temos. Às vezes é mais tranquila, às vezes, antagônica, mas sempre franca, porque ele é um cara de princípios.

Bolsonaro já demonstrou claramente sua admiração pela ditadura militar. O senhor também acha que ele se tornou um democrata? 
- Bolsonaro faz parte de um enredo que está sendo escrito pela sociedade. Passamos por trinta anos de social-democracia e agora o povo dá sinais de que quer mudar. E ele é o agente da mudança. Sobre a questão da ditadura, acredita que os militares foram chamados pela sociedade porque a esquerda queria dar um golpe. Bolsonaro vê os militares como defensores da ordem. Mas ele mesmo diz que é preciso virar a página sobre esse assunto. A verdade é que, em vez de ameaça à democracia, Bolsonaro pode ser o primeiro presidente a amputar os próprios poderes presidenciais, retirando dinheiro do governo central e transferindo-o a estados e municípios. Isso é precisamente o contrário do que ocorre em um regime antidemocrático, porque regimes totalitários tendem a concentrar o dinheiro e o poder no topo. Bolsonaro está disposto a fazer o contrário, a descentralização de recursos que os constituintes tanto pediam. E ele fala que não quer ser reeleito porque quer dar o exemplo de como se faz política. Quem, além dele, disse isso?

Bolsonaro não conseguiu reunir o apoio de outros partidos para sua candidatura, mesmo sendo líder nas pesquisas sem Lula. Se eleito, como teria uma base forte para aprovar as reformas que o senhor considera imprescindíveis?
- Já contabilizamos mais de 110 parlamentares que nos apoiam em questões temáticas. Nada de toma lá dá cá, nada de ministérios. Vamos ter de dez a quinze ministérios, menos da metade do que temos hoje. É um novo eixo que se forma. Porque, ainda que um dirigente partidário não entenda a mudança, ele vai ver que sua bancada vai aderir a alianças temáticas porque o próprio povo vai pressionar para isso.

Se os deputados votarão por princípios e com base em alianças temáticas, também o fariam num governo Alckmin, Marina, Ciro ou Haddad. Não votarão por princípios apenas no governo Bolsonaro, certo?
- Votarão por princípios em governos de candidatos que têm agendas temáticas. Esse é o caso de Bolsonaro e Marina, com sua agenda ambiental.

O fato de ter uma agenda temática não impediu Bolsonaro de negociar o apoio do PR, do notório Valdemar Costa Neto...
- Os evangélicos estão com Bolsonaro, e por isso ele queria o Magno Malta como vice. O PR não quis dar essa garantia, então Bolsonaro rejeitou. Não foi Valdemar Costa Neto que disse não. Foi Bolsonaro. E toda a imprensa criticou essa aproximação, mas aplaudiu quando o Centrão se alinhou ao Alckmin.

Se Bolsonaro ganhar, a Fazenda será um superministério e o senhor, um superministro?
- A decisão dele é ter apenas um interlocutor em cada área. Na defesa, por exemplo, é o general Augusto Heleno. Na economia, sou eu. Não se trata de superministro, mas de tornar a gestão mais eficiente.

E como seria um programa Paulo Guedes de ajuste fiscal?
- Venho trabalhando nisso nos últimos trinta, quarenta anos. Não é algo que surgiu do nada. Mas tem algumas premissas. Começa com um programa de privatizações. Calculamos que temos cerca de 1 trilhão de reais em ativos a ser privatizados, incluindo as ações do Tesouro na Petrobras.

Privatizaria o quê?
- Bolsonaro já disse que não quer privatizar tudo. Que não quer privatizar Itaipu, Nuclebrás etc. Mas eu defendo privatizar tudo mesmo. O meu papel é sugerir tudo. Mas a decisão é dele. A história recente mostra que não há mais defesa para a manutenção dessa quantidade de estatais. Os grandes escândalos de corrupção aconteceram dentro delas. Petrobras, Caixa, Banco do Brasil. São empresas que perderam a capacidade de investimento, não conseguem se modernizar, competir. Por que os Correios são uma estatal? Não faz o menor sentido. Essa seria a primeira medida. Temos ainda mais de 700 000 imóveis da União que podem ser vendidos. Com isso, calculamos mais cerca de 800 bilhões a 1 trilhão de reais. Somadas essas duas medidas, já são 2 trilhões de reais que poderíamos usar para reduzir a dívida, que hoje é de 4 trilhões. Depois, faríamos concessões de tudo relacionado à infraestrutura.

Tudo? Qual seria o limite?
- Não há limites. A questão das concessões ainda está sendo estudada, e não conseguimos avaliar quanto arrecadaríamos, porque é incalculável. Há estradas, hidrovias, reservas para exploração do turismo. As possibilidades são enormes. Temos duas consultorias especializadas em infraestrutura e logística que estão montando um plano.

Um plano dessa magnitude exigiria a participação de investidores estrangeiros...
- É claro. China, Canadá, Estados Unidos. Todos querem investir. Os juros estão muito baixos no mundo todo e há uma enorme liquidez circulando. O Brasil perdeu grandes oportunidades de atrair o investidor privado nos últimos anos.

Bolsonaro já revelou ter restrições ao investimento chinês, sobretudo nos setores mineral e agrícola. O senhor concorda?
- Ele mantém seu ponto de vista. Mas eu digo sempre a ele que a força de um país hoje vem de sua capacidade tecnológica, de sua potência comercial e de suas Forças Armadas. Nada disso está associado à exploração de minério. Vamos trabalhar para destravar setores que têm limite de capital estrangeiro. Também precisamos discutir a desvinculação das receitas. E desvincular significa habilitar a classe política a fazer o que ela é paga para fazer: aprovar verba no lugar certo.

Como assim?
- Em vez de haver um ministro do Planejamento dizendo para onde vai o dinheiro, os deputados terão de aprender a votar o direcionamento dos recursos para onde eles são necessários.

Mas isso implica mudança constitucional...
- Precisaríamos de uma emenda constitucional, sim, mas não logo de cara.

Os deputados seriam responsáveis por todos esses recursos?
- Os próprios constituintes defendiam a descentralização de recursos na esfera federal. Sempre que recursos foram centralizados, o Estado corrompeu a classe política. Todos os heróis da redemocratização foram aniquilados pelo Estado. Olhe onde o Lula está. O gasto público é o grande vilão. Foi esse sistema centralizado que permitiu que Lula mandasse fazer um estádio de futebol para o time dele, que desse dinheiro a ditadores simpáticos a seu governo, que comprasse apoio de governadores, como Sérgio Cabral. É esse poder absoluto, que chega a ponto de um grupo político desenhar os vencedores do setor privado, que mina a democracia. A democracia não delega tantos poderes a um indivíduo. É por isso que esse “Estado-máquina” precisa ser desmontado. Porque, quando você descentraliza o poder, você resolve. O mote do nosso programa é “mais Brasil, menos Brasília”. Vamos simplificar a estrutura tributária e injetar na veia de estados e municípios, para que as pessoas vejam o dinheiro irrigando o seu cotidiano.

O senhor considera que irrigar estados e municípios e garantir apoio de alianças temáticas seria suficiente para assegurar governabilidade, em caso de vitória?
- Tenho feito alguns movimentos para me antecipar. Eu tive, há cerca de dois meses, uma conversa com o DEM, em que falamos justamente sobre uma reforma política para que as alianças sejam em torno de programas partidários a partir do ano que vem. Por exemplo: se um partido fecha questão para apoiar a reforma que descentraliza recursos, quem votar contra está expulso. O próprio DEM deu a isso o nome de “fidelidade programática”, e eu achei lindo. Quando o partido foi criado, deixando de ser PFL, suas lideranças me pediram que redigisse um programa liberal para o partido. Ou seja, ainda que elas não estejam com Bolsonaro, eu acredito que defendam ideias de centro-direita, como nós. O PSD de Guilherme Afif Domingos também. O Afif é um liberal, desenhei o programa dele quando ele concorreu à Presidência, em 1989. Ou seja, é um parceiro natural que pode trazer organicamente um PSD limpo para essa aliança de centro-direita. O que prevemos, para governar, é uma aliança de centro-direita conservadora nos costumes e liberal na economia. E repito: Bolsonaro já disse que, se eleito, não governará mirando reeleição. Ele mesmo diz: “Eu quero um mandato só para dar o exemplo, porque a reeleição faz mal ao país”. O FHC errou lá atrás ao usar isso porque, a partir de então, todos os presidentes passaram a governar para se perpetuar no poder.

O senhor tem todo um governo na cabeça. Bolsonaro, não. Se o senhor sai do governo, acaba o governo Bolsonaro?
- Não acho. Ele tem sido muito generoso ao dizer que não tem plano B. Ele fala isso para me prestigiar. Agora, se ele quiser um governo liberal, é só levantar a mão que muita gente vem para ajudar. Affonso Celso Pastore, Carlos Langoni, Gustavo Franco. Tem uma porção de gente que se atrai pela economia de mercado. Para a bolha, eu posso ser importante. Mas 99% de quem vota em Bolsonaro não está nem aí para mim. Querem ordem. Eu não me atribuo grande importância porque ele já existia quando eu cheguei.

O senhor precisa explicar as coisas de modo muito didático para Bolsonaro?
- Eu acho que a bolha trata Bolsonaro com muito desrespeito, como se fosse um cachorro vadio. Lula era melhor do que ele do ponto de vista intelectual? Não era, era um operário malandro. Ah, mas sabia negociar política, né? Agora, esse tipo de negociação nos levou aonde estamos hoje. Não acho que a inabilidade do Bolsonaro em pensar nesse tipo de acordo o descredencia para se tornar um presidente.

O que o faria não estar num possível governo Bolsonaro?
- Eu acredito num cenário de um sujeito chegando para acabar com a velha política, que foi condenada à morte pela Lava-Jato. Esse sujeito representa a ordem. Então, eu não vou me negar a dar a ele o progresso das ideias liberais para ajudar esse governo a acontecer. Estou com ele 100%. Agora, se a mídia detonar o cara, nenhum partido der governabilidade e ele mesmo não quiser fazer as reformas, o que eu vou fazer? Não sou suicida nem idiota. Estou lutando por uma grande visão. Se ninguém entender, como já aconteceu antes, paciência. No Plano Cruzado, quando eu dizia que tudo ia dar errado, me chamavam de Beato Salu (referência ao místico personagem da novela Roque Santeiro). Eu estou seguro da história que vislumbro. Tive a visão do Luciano Huck muito antes de Fernando Henrique, que chegou atrasado. Saí da bolha e vi o Bolsonaro subindo. Acho que estou no caminho certo. O Bolsonaro não está fazendo nada de errado. São os políticos que têm de se reinventar. Escutei algo parecido do Eduardo Campos pouco antes de sua morte. Perguntei por que ele não estava com Lula, como sempre esteve. Ele me disse: “Não sou santo, fiz política do jeito que todo mundo sempre fez. Só que não dá mais, isso vai acabar mal”. O cara era sagaz. Morreu.

Fonte: Veja

8 comentários

  • Marcelle Gomes Porto Alegre - RS

    Para quem diz saber de economia, não sabe muito... O Banco do Brasil da muito lucro... vender algo que da lucro? é burrice... Ainda mais que o Banco do Brasil é melhor do que muito banco privado... Se nao o melhor... Segundo as faculdades federais sao melhores que qualquer faculdade privada.... E isso e fato, quem se forma na UFRGS, USP, ITA, é melhor preparado que outros... Entao meu amigo esse cara vai destruir o Brasil

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    • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

      Srª. Marcele, cuidado com a profundidade do pires... Comentários simplificados, levam a erros grosseiros... ... No caso do Banco do Brasil... É um banco público ou privado? ... Qual é a sua identidade fiscal? ... Não é Banco do Brasil S.A.? ... Se é uma S.A. ele não é um Banco público, mas uma empresa que tem como objetivo final, pagar dividendos aos seus acionistas. Se o governo federal é o seu maior acionista, isso não o torna público e, sim uma ferramenta de governantes maus intencionados em privilegiar a instituição. Enfim é isso que "enxergo" ....

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  • Euclides de Oliveira Pinto Neto Duque de Caxias - RJ

    Segundo fontes da AEPET, as reservas brasileiras de petróleo do pré-sal devem conter 300 bilhões de barris de petróleo... Com o preço do mesmo cotado brevemente em US$ 100 o barril, deixaremos as multinacionais abocanharem em torno de 30 TRILHÕES DE DÓLARES (preço do petróleo bruto)... no caso das vendas de derivados, este valor no mínimo vai dobrar... esperteza dos brasileiros...

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    • Rafael Antonio Tauffer Passo Fundo - RS

      No preço que está o barril de petróleo hoje no mercado internacional a maior parte do pré-sal é inviável. Mas como a Petrobrás já construiu refinaria no meio do nada e comprou refinaria que não presta para nada, isso sim é.....esperteza dos BRASILEIROS.

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  • Fernando Souza

    Projeto vende-se o Brasil já foi feito e foi um desastre. Patrimônio liquidado a preço de banana e o dinheiro sumiu.

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    • erico jose pereira da veiga cruz alta - RS

      Foi feito não, Fernando. Algumas a "preço de banana" é bom negócio pra nós, pagadores de impostos, que cobrimos seu prejuízo cada 6 meses. O projeto de governo de Paulo Guedes acrescenta muito ao capitão candidato.

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    • Fernando Souza

      Vale foi doada a iniciativa privada por 4 meses do seu faturamento. Bb, CEF e Petrobrás dão num mês de dividendos mais do que um contribuinte recolhe em sua vida de impostos. Esse Paulo Guedes é só um oportunista que trocou de cavalo durante o páreo.

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    • Gilberto Rossetto Lucas do Rio Verde - MT

      Fernando, o dinheiro das "privatizações" na época de FHC serviu para estabilizar o "real", a inflação era de 50, 60, 89% ao mês.

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    • Isaias Instrumentação Sumaré - SP

      Veja e tire suas conclusões do liberalismo e de quem voce acha que esta certo: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/04/160405_panama_papers_america_latina_lab

      Mais: https://www.opovo.com.br/noticias/politica/2018/03/entenda-o-que-foi-o-caso-do-banestado-narrado-em-o-mecanismo.html

      Como voce deve ter lido FHC, Arminio Fraga, Josse Serra e Gustavo Franco foram os grandes destruidores (bandidos) que faliram todas as estatais desviando dinheiro destas empresas, (Gustavo franco era o Diretor do Banco Central e Arminio Fraga diretor internacional). Levaram tudo embora para paraisos fiscais e depois com o mesmo dinheiro arremataram a Vale, Embraer. através dos fundos que criaram la fora com dinheiro roubado. Esses ahi, com o novo representante: Paulo Guedes( era sócio do Daniel Dantas). iso mesmo esa corja junto com Malan Andre esteves, Geoge Soros quebaram o Brasil. Agora estão voltando pra fazer a mesma coisa do que resta. Povo...acorda!!

      https://www.brasil247.com/pt/247/economia/92259/Banqueiro-quebrado-na-Era-FHC-alivia-BTG-Banqueiro-quebrado-Era-FHC-alivia-BTG.htm

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  • Henrique Lima Do Carmo Ibiraiaras - RS

    proposta muito interessante, acho que a privatização é a grande solução ... o governo precisa mesmo e cuidar de saúde , educação e segurança. a descentralização de Brasilia e redução de ministérios tb são muito importantes.

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  • Decio Barbosa Freire Belo Horizonte - MG

    Com todo respeito ao eminente economista, lembro que a desestatizacao como instrumento de superacao da crise brasileira ja foi empreendida no governo FHC, quando tinhamos muito mais empresas estatais que hoje. Restaram apenas empresas icones da nacionalidade como Petrobras e BB. Apesar da enorme captacao de recursos resultantes deste processo, a divida do pais e as despesas continuaram crescendo, chegando a atual situacao falimentar. Antes de tentar outra rodada de privatizacoes é prudente verificar porque nao funcionou a primeira muito maior

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    • carlo meloni sao paulo - SP

      Sr DECIO, se a medida nao e' a soluçao total do problema nao devemos arranjar argumentos para descartala----Ela FAZ PARTE da soluçao--

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    • Antenor Greco São Paulo - SP

      Meus caros, somente lembrando: todos os desvios de dinheiro ocorreram nas empresas Estatais. Todas as demais privatizadas, de fato e de direito, passaram a fornecer serviços e produtos infinitamente melhores, dividendos reais aos acionistas, etc. As privadas envolvidas em falcatruas, todas eram fornecedores do Governo, ou foram criadas para benefício de esquemas de governo ou de pessoas envolvidas no governo... As despesas do país cresceram devido ao literal roubo do dinheiro público, através das empresas estatais ou com o estado relacionado... Tudo tem que ser privatizado, não pela grandiosidade patriótica, mas para garantir a finalidade das empresas: gerar produtos e serviços de interesse da sociedade e lucrar com isso. O Governo só precisa de dinheiro para garantir que o mercado entregue o melhor à sociedade....

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    • PAULO ROBERTO BRAZ FIORESE São Domingos - SC

      É bom lembrar que o governo é sócio de todos: pessoa física e jurídica. Nós, querendo ou não, o governo é sócio em todos empreendimentos. Sem correr nenhum risco, 1/3 do faturamento vai para os cofres governamentais. O risco e o prejuízo ficam com o empreendedor. O governo só arrecada. Mesmo que privatize, ele continua sócio. Qual a finalidade de muitas estatais senão ser um cabide de empregos indicados por partidos políticos e corrupção??!!!.

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    • elcio sakai vianópolis - GO

      excelente comentário, Paulo.

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    • Eduardo Sanches Barra do Bugres - MT

      Pois é Décio, desestatizaram e nada resolveram, as estatais continuam sendo a origem dos maiores corruptos do planeta, assim como também são inviáveis para gerarem riqueza para o país, dado que a dívida só aumenta..., o plano precisa ser mudado e isso inclui levantar cerca de R$ 2 tri para reduzir a dívida..., pode ser, sim, um caminho interessante...

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  • anderson bernabe durans Cascavel - PR

    Muito boa proposta! Agora só vai faltar o balanço financeiro de todos envolvidos em corrupção, fazendo o repatriamento do montante que deve dar mais um trilhão..., assim pagamos quase toda a dívida brasileira, pois os brasileiros honestos não podem arcar com uma dívida que não é dele, e sim da má gestão do Estado!

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    • carlo meloni sao paulo - SP

      ANDERSON, trançou as pernas???? Ate' agora a policia federal recuperou 1,6 bilhao (9 zeros)... Um trilhao tem 12 zeros e a divida brasileira esta' perto de 3 trilhoes....

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    • anderson bernabe durans Cascavel - PR

      Até a hora em que Bolsonaro entrar e apoiar a lava jato, fazendo um balanço de Sarney ate o momento. Ai vamos ver o quanto foi desviado e o que será repatriado!

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    • Israel Ferreira Marques

      Lava jato (com cor partidária), repatriação de ativos. Tudo isto não foi suficiente para que os trilhões da corrupção ou desviados ilegalmente retornasse ao Brasil.

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    • Antenor Greco São Paulo - SP

      Meus caríssimos, foram recuperados bilhões.. mas a lava jato estima que foram roubados trilhões!!! É só arrumar um jeito de cobrar tudo que saiu do Brasil via BNDES.. que nem sabemos ainda tudo.. Estão sendo recuperados só as gorjetas da corrupção...

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  • Joao pereira Campo Grande - MS

    Bom demais!

    Avante BRASIL.

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  • Odilo Antonio Ferst Santiago - RS

    Gostei muito das propostas do Dr. Paulo Guedes... seria um sonho para um Brasil novo, com um futuro brilhante..., temos de ser responsáveis pela "coisa pública", portanto, o que falta para o Brasil é um governo que assuma a responsabilidade com a ordem e deixe o povo trabalhar com regras claras.

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    • EDMILSON JOSE ZABOTT PALOTINA - PR

      O duro Sr. Odilo é que temos pessoas dentro deste espaço NA que não aceitam está nova forma de administração... Bolsonaro é o único que até agora apresentou o seu Ministro das Finanças e este apresentou sua forma de trabalho , sem medo e falando com transparência , de forma simples ..

      Este deve ser o caminho a ser seguido . É preciso ações de choque , redução máquina pública , e as estatais precisam ser produtivas e com mais eficiência .

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    • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

      Que tal, se começássemos com UM PRIMEIRO CHOQUE... ... EXTINGUIR A ESTABILIDADE NO EMPREGO DO SETOR PÚBLICO ...

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    • Odilo Antonio Ferst Santiago - RS

      Bom Sr.Paulo Rensi, a estabilidade deveria ser a capacidade e o amor pelo serviço publico e não o cabide emprego que existe. Nós estamos vivendo hoje no Brasil um saque moral e monetário, pelos políticos e servidores públicos corruptos. Tem gente que diz que tem medo do Bolsonaro, eu não tenho. Devem ser esses corruptos e ladrões que estão com medo.

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    • Jorge Alberto Silva Silva Maceió - AL

      Tem que estatizar tudo nesse país. Um governo forte, e não marionete na mão do mercado

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    • Antenor Greco São Paulo - SP

      O mercado que virou marionete nas mãos dos governantes corruptos....e criou um "mercado" próprio de meia dúzia de fornecedores corruptos.. Se tudo for estatizado, governo forte será aquele que melhor atende à sociedade.. Aliás, capitalismo é o ato de atender à sociedade com o melhor que ela queira e obter lucro fazendo isso!!!!!! Governo tem que se sustentar do dinheiro girando nesse capitalismo.....e só serve para garantir que o capitalismo esteja equilibrado e atenda a toda sociedade....

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    • Lucas Cutrim São Luís - MA

      https://economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2018/08/09/lucro-liquido-ajustado-do-bb-tem-alta-de-223-no-2-trimestre.htm

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    • Marcelle Gomes Porto Alegre - RS

      Dr Odilo... funcinario publico nao é cabide de emprego, mas merito por concurso publico...Segunda cabide é os CCS isso sim... E a estabelidade dos empregos publicos e devida a não serem manipulados pelos governo que sai e entra... Imagina um delegado de policia sem direito a estabilidade, seria facilmente manipulado... Ou mesmo um policial Federal, um juiz.. OQue tem que acabar e com funcionario ruim.. IMplementa uma avaliação a cada 6 meses 3 ruins, pé na bunda...

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