China manterá mesma meta de inflação em 2020 apesar de alta de alimentos, dizem fontes

Por Kevin Yao
PEQUIM (Reuters) - A China decidiu manter sua meta de inflação este ano em torno de 3%, disseram fontes, sugerindo que as autoridades chinesas continuarão implementando mais medidas de apoio econômico, mas evitando estímulos agressivos.
Alguns analistas especulam que Pequim aumentará a meta de inflação para 3,5%, o que daria às autoridades mais espaço para sustentar a segunda maior economia do mundo, à medida que o crescimento desacelera para o ritmo mais lento em quase 30 anos.
Mas fontes disseram à Reuters que o governo espera que o aumento dos preços dos alimentos comece a diminuir no segundo semestre do ano, conforme o governo toma medidas para lidar com a escassez de carne suína.
A meta de inflação para 2020, a ser revelada na sessão parlamentar anual no início de março, foi endossada pelos principais líderes chineses na Conferência Central de Trabalho Econômico, a portas fechadas, no mês passado, segundo três fontes com conhecimento do resultado da reunião.
"A meta ainda será de cerca de 3%", disse uma das fontes. "Não podemos descartar a possibilidade de a inflação ultrapassar 5% nos próximos meses, mas isso pode durar pouco".
O Escritório de Informações do Conselho de Estado e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma - órgão de planejamento do Estado - não responderam imediatamente aos pedidos de comentários da Reuters.
A inflação dos preços ao consumidor da China acelerou para uma máxima em quase oito anos de 4,5% em novembro, com os preços da carne suína dobrando devido a um surto de febre suína africana, mas os preços ao produtor permaneceram em deflação por cinco meses seguidos.
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