Inflação na Argentina bate 53,8% em 2019, a mais alta em 28 anos
BUENOS AIRES (Reuters) - Os preços ao consumidor na Argentina subiram 53,8% em 2019, o maior aumento em 28 anos, impondo um grande desafio para o novo governo do presidente Alberto Fernández na terceira maior economia da América Latina.
A taxa de inflação de 2019, divulgada pela agência de estatísticas Indec, ficou ligeiramente abaixo dos 54,6% previstos por economistas em uma pesquisa do banco central local em dezembro.
Os preços ao consumidor subiram 3,7% em dezembro, informou a agência. Essa taxa também ficou ligeiramente abaixo das expectativas dos economistas, de 4,1%, de acordo com uma pesquisa do banco central divulgada em janeiro. Na mesma sondagem, os economistas previram que a inflação diminuiria em 2020 para um nível ainda alto de 42,2%.
Controlar a inflação, que tem aumentado desenfreadamente desde que o país sul-americano entrou em crise econômica em 2018, será um grande desafio para Fernández, que definiu o crescimento econômico como uma prioridade.
A crise econômica da Argentina, que enfraqueceu a moeda local, o peso, e aumentou a pobreza e o desemprego, ajudou a tirar o ex-presidente conservador Mauricio Macri do cargo nas eleições presidenciais de 27 de outubro.
O peronista de centro-esquerda Fernández, empossado em 10 de dezembro, herdou cerca de 100 bilhões de dólares em dívida soberana que exigirá negociações com os credores da Argentina, incluindo o Fundo Monetário Internacional (FMI), que mantém um pacote de financiamento de 57 bilhões de dólares ao país.
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