Bolsonaro diz que estudará separar Ministério da Segurança e deixar Moro só com Justiça

Publicado em 23/01/2020 12:42
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Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) - Depois de receber pedido de secretários estaduais para recriar o Ministério da Segurança Pública, o presidente Jair Bolsonaro confirmou nesta quinta-feira que a possibilidade será estudada pelo governo, mas ressaltou que o ministro Sergio Moro, que atualmente comanda a área juntamente com a pasta da Justiça, deve ser contra a mudança.

"Isso tem que ser estudado. Estudado com o Moro. Lógico que o Moro deve ser contra, mas estudado com os demais ministros. O Rodrigo Maia é favorável à criação da Segurança. Acredito que a Comissão de Segurança Pública (da Câmara) também seja favorável. Temos que ver como se comporta esse setor da sociedade para melhor decidir", disse o presidente a jornalistas ao deixar o Palácio da Alvorada para viagem à Índia, de onde retorna apenas na próxima terça-feira.

Bolsonaro disse ainda que se a mudança de fato ocorrer, os ministérios da Justiça e Segurança Pública irão retomar os perfis que possuíam no governo de Michel Temer, e que Moro ficaria com a Justiça.

"Se for criado, aí ele fica na Justiça. É o que era inicialmente. Tanto é que, quando ele foi convidado, não existia ainda essa modulação de fundir com o Ministério da Segurança", afirmou.

Na verdade, ao deixar o cargo de juiz federal no Paraná para aceitar o cargo de ministro do governo Bolsonaro, uma das condições de Moro foi a ampliação dos poderes do Ministério da Justiça para abarcar novamente a área de segurança pública. O então juiz tinha a intenção de fazer avançar o pacote anticrime e as chamadas 10 medidas contra a corrupção, propostas pelo Ministério Público.

Moro queria, inclusive, mais do que reunificar os dois ministérios e tentou levar para sua pasta o Ministério da Transparência, que incluía a Corregedoria-Geral da União, e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) -- o que não conseguiu.

No governo Temer, o Ministério da Justiça tinha apenas as secretarias de Justiça, do Consumidor, Antidrogas e a Fundação Nacional do Índio (Funai). Dos departamentos vistos por Moro como essenciais no combate à corrupção, o MJ contava apenas com o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), que faz a intermediação de investigações no âmbito internacional, mas não tem poder de polícia.

Ministro à época, Torquato Jardim terminou relegado ao ostracismo, enquanto Raul Jungmann, que assumiu a Segurança Pública, se transformou em figura central do governo.

Uma reestruturação do tipo tiraria de Moro todo o poder de influencia no combate à corrupção, foco do ministro ao aceitar o cargo, já que não poderia contar com a Polícia Federal, por exemplo, e nem caberia a ele negociar medidas anticrime no Congresso.

Também tiraria de Moro a área que o ministro mais tem usado para enumerar seus feitos. Sucessos no combate ao tráfico de drogas e armas e a redução no índice de homicídios são hoje seus principais temas, inclusive nas redes sociais.

Fonte: Reuters

2 comentários

  • Mariza Beck Alegrete - RS

    Não alimentem essa rede de intrigas! Desestabilizar e desacreditar o governo Bolsonaro é a intenção da esquerda. Confiem na postura e propósitos do presidente! Estamos no caminho certo!

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  • Vladimir zacharias Indaiatuba - SP

    O BRASIL NÃO É PARA AMADORES ... No momento em que os ventos mudam as coisas para melhor é inacreditável essa notícia ...

    O Bolsonaro vem fazendo um governo bom, que poderá se converter em ótimo na medida em que áreas importantes vão se acertando ...

    Ainda ontem foi divulgada pesquisa indicando melhora na popularidade do governo, especialmente na economia, segurança e combate à corrupção ... Dar ouvidos para esse bando de escroques da esquerda, que querem enfraquecer o grande ministro Sérgio Moro será um tiro no pé ... Pense nisso, Presidente .

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    • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

      https://renovamidia.com.br/heleno-esclarece-boatos-sobre-o-ministerio-da-seguranca-publica/

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