Bolsonaro estima queda de 3% em exportações brasileiras com coronavírus

Brasília - O presidente Jair Bolsonaro estimou nesta sexta-feira, 31, após se reunir com ministros no Palácio da Alvorada, que as exportações brasileiros sofram um impacto negativo de 3% por causa da epidemia de coronavírus na China. O presidente reforçou que a economia terá "em parte algum problema", mas que a questão é debatida pelo governo.
"Nossas exportações, no momento, pode ser que afetarão 3%. Isso pesa para nós. Afinal de contas, a China é o nosso maior mercado exportador (importador)", declarou. O presidente exemplificou dizendo que a China já perdeu "1% de seu crescimento".
"Tenho conversado com o Paulo Guedes (ministro da Economia), conversado com o Roberto Campo (Neto, presidente do Banco Central). Hoje de manhã conversei com o Roberto Campos sobre a questão econômica. Está todo mundo envolvido e preocupado em dar uma pronta resposta para a população. Se tivermos algum problema, a gente vai anunciar o problema. Nada será escondido", disse.
Até agora, exportação brasileira não foi afetada pelo coronavírus, diz secretário Troyo
O governo está monitorando os efeitos do coronavírus na economia brasileira, mas, até agora, não houve prejuízo aos exportadores, afirmou o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo. Em evento no Rio, ele disse ainda que o cenário global é desafiador, além das questões da saúde, uma vez que o mundo ainda vive os efeitos da guerra comercial entre Estados Unidos e China.
"Há muita incerteza de ajuste estrutural nas relações comerciais entre os Estados Unidos e a China", comentou Troyjo. "Em alguns momentos, a incerteza externa é uma oportunidade para o Brasil, como é o caso da soja", acrescentou.
Troyjo acredita que vai haver um deslocamento mundial da demanda agrícola, com vantagens competitivas para o Brasil. "A determinação é continuar a integração. Queremos incrementar o comércio com a China e Estados Unidos. No governo Lula, o intercâmbio ficou aquém do potencial. Estamos em busca do tempo perdido", destacou.
O efeito colateral do ajuste entre os Estados Unidos e a China é que os investidores desaceleram projetos enquanto aguardam a estabilidade mundial.
Segundo o secretário, existe atualmente no mundo um "gigantesco" estoque de poupança e, ao mesmo tempo, raras oportunidades de investimento que seja viável e lucrativo. "Podemos desobstruir o túnel que conecta a liquidez à necessidade de infraestrutura no Brasil", acrescentou.
0 comentário
Alckmin e Fonteles são principais apostas para comando da Fazenda, dizem fontes
Ibovespa segue fragilizado com investidor atento a sinal fiscal após tombo com reeleição de Lula
Argentina não registrou entrada de Flávio Bolsonaro no país
S&P 500 e Nasdaq abrem em alta enquanto petróleo recua antes da decisão do Fed
Taxas têm perdas firmes com mercado ajustando posições antes de leilão do Tesouro
Ibovespa sinaliza acomodação na abertura após tombo com desfecho eleitoral