Wall St tem forte alta conforme ação chinesa alivia preocupações com vírus
NOVA YORK (Reuters) - O índice Nasdaq bateu novo recorde nesta terça-feira, e o S&P 500 teve o maior ganho diário em quase seis meses, conforme temores de um forte impacto econômico do surto de coronavírus amenizaram depois que o banco central da China interveio no mercado.
O Dow Jones marcou sua maior alta diária em mais de cinco meses, à medida que o mercado de ações se recuperou das fortes perdas da semana passada.
O banco central da China injetou um total de 1,7 trilhão de iuanes (242,74 bilhões de dólares) em operações compromissadas na segunda e terça-feira e disse que buscava estabilizar as expectativas do mercado financeiro e restaurar a confiança.
O estímulo melhorou o sentimento dos investidores, mesmo com a expectativa de que o surto do coronavírus vai abalar a atividade econômica chinesa e global no primeiro trimestre.
"O mercado está olhando para além do coronavírus e está vibrando" com as medidas financeiras da China, disse Lindsey Bell, estrategista-chefe de investimentos da Ally Invest.
O índice Dow Jones subiu 1,44%, a 28.808 pontos, enquanto o S&P 500 ganhou 1,498036%, a 3.298 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 2,1%, a 9.468 pontos.
Dados mostraram que os novos pedidos de produtos fabricados nos EUA aumentaram à maior taxa em quase um ano e meio em dezembro, alavancados pela forte demanda por aeronaves de defesa.
As ações de tecnologia lideraram ganhos entre os setores da S&P 500, com alta de 2,6%. As ações de empresas de semicondutores, que estão particularmente expostas à China, subiram, com o índice Philadelphia avançando 3,1%.
Os papéis da Alphabet caíram 2,5%, depois que a controladora do Google divulgou sua primeira perda de receita para o quarto trimestre em cinco anos.
A temporada de balanços do quarto trimestre está aproximadamente na metade do caminho, com a expectativa de que as empresas do S&P 500 tenham tido um aumento de 1,6% nos resultados, de acordo com dados do Refinitiv do IBES. Mas os lucros em 2020 deverão aumentar 8,7%.
OMS: risco de coronavírus se tornar mais disseminado mundialmente continua alto
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou na tarde desta terça-feira, 4, que o risco do coronavírus se tornar mais disseminado mundialmente continua alto. Analisando o atual estágio da doença, já considerada uma emergência global de saúde pública, a entidade estimou que a comunidade internacional terá de investir, entre fevereiro e abril deste ano, aproximadamente US$ 675,680 milhões em políticas públicas para ajudar países a conter o surto de coronavírus.
Em painel da organização, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, fez um chamado aos Estados-membros para o desenvolvimento de diagnósticos, remédios e vacinas que possam manter o surto "sob controle". "Também estamos aprimorando nossa comunicação para conter a disseminação de rumores e desinformação", ressaltou.
A cúpula da OMS também destacou que os casos fatais de contaminados estão associados a pessoas com mais de 60 anos - ou seja, que integram um grupo de risco - e que medidas para evitar impactos socioeconômicos da doença não estão no escopo da instituição.
De acordo com a entidade, ainda não está claro qual animal deu origem ao coronavírus.
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