OMS: risco de coronavírus se tornar mais disseminado mundialmente continua alto
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou na tarde desta terça-feira, 4, que o risco do coronavírus se tornar mais disseminado mundialmente continua alto. Analisando o atual estágio da doença, já considerada uma emergência global de saúde pública, a entidade estimou que a comunidade internacional terá de investir, entre fevereiro e abril deste ano, aproximadamente US$ 675,680 milhões em políticas públicas para ajudar países a conter o surto de coronavírus.
Em painel da organização, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, fez um chamado aos Estados-membros para o desenvolvimento de diagnósticos, remédios e vacinas que possam manter o surto "sob controle". "Também estamos aprimorando nossa comunicação para conter a disseminação de rumores e desinformação", ressaltou.
A cúpula da OMS também destacou que os casos fatais de contaminados estão associados a pessoas com mais de 60 anos - ou seja, que integram um grupo de risco - e que medidas para evitar impactos socioeconômicos da doença não estão no escopo da instituição.
De acordo com a entidade, ainda não está claro qual animal deu origem ao coronavírus.
Coronavírus: Sobe para 490 número de mortos na China; navio no Japão tem 10 casos
Subiu para 490 o número de mortes pelo novo coronavírus na China, segundo boletim divulgado pelo governo chinês na noite desta terça-feira, 4. O total de infectados chegou a 24.324, incluindo 3.129 casos graves.
No resto do mundo, segue sendo 23 os países que já confirmaram casos da doença, com 159 registros e uma morte (nas Filipinas), de acordo com balanço mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Nesta terça-feira, o ministério da Saúde do Japão informou que dez passageiros de um navio japonês testaram positivo para a doença. O cruzeiro Diamond Princess havia chegado à baía de Yokohama, perto de Tóquio, na segunda-feira.
Após as autoridades serem informadas que passou pelo navio um cidadão de Hong Kong diagnosticado com a doença, todos os 3.700 passageiros do navio estão em quarentena e sendo submetidos a exames para verificar se foram infectados pelo coronavírus.
No Brasil, o Ministério da Saúde investiga 13 casos suspeitos da doença, sem nenhuma confirmação. O governo brasileiro se prepara para enviar nesta quarta-feira, 5, os aviões que resgatarão os brasileiros que vivem em Wuhan, epicentro do surto. (Com agências internacionais)
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