Argentina não pagará FMI enquanto durar recessão, diz Cristina Kirchner em Cuba
HAVANA (Reuters) - A vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, disse no sábado que o governo do país não pagará "sequer meio centavo" de sua dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI) enquanto o país não sair da recessão.
"A primeira coisa que temos que fazer para poder pagar é sair da recessão", disse Cristina em uma apresentação de seu livro "Sinceramente" na feira internacional do livro em Havana.
"Se houver uma recessão, ninguém vai pagar sequer meio centavo e a forma de sair da recessão é por meio de muito investimento estatal."
A Argentina precisa reestruturar 100 bilhões de dólares em dívida soberana com credores, incluindo parte de um crédito de 57 bilhões de dólares que o FMI deu ao país em 2018.
As tratativas com o FMI são cruciais para as esperanças argentinas de evitar um calote em meio a uma crise cambial, alta inflação e economia em contração. Uma missão técnica do FMI deve chegar a Buenos Aires na semana que vem para discutir as obrigações da Argentina com o Fundo.
Cristina disse que a Argentina deve ter um "corte substancial" da dívida com o FMI.
0 comentário
Ações chinesas se recuperam com compras de ETFs; CSI300 registra sequência recorde de perdas semanais
Crescimento da zona do euro desacelera para menor nível em quatro meses, segundo PMI
Tesouro dos EUA retira Venezuela da lista de países sujeitos a restrições aos investimentos dos EUA no exterior
Dólar segue exterior e fecha em alta no Brasil antes de nova pesquisa eleitoral
Ibovespa fecha em queda com ajuste antes de eleição
Taxas dos DIs sobem com disputa eleitoral no Brasil e aversão global ao risco