Governo poderá processar quem descumprir medidas de controle do coronavírus

BRASÍLIA (Reuters) - O governo federal poderá processar criminalmente pessoas que não cumprirem medidas de isolamento que eventualmente sejam determinadas pelas autoridades no combate à pandemia de coronavírus, e usar a polícia para obrigar o cumprimento, de acordo com portaria editada nesta terça-feira pelos Ministérios da Saúde e da Justiça.
A portaria determina que no caso da determinação das medidas previstas em lei aprovada no início de fevereiro, as pessoas deverão se submeter voluntariamente. O descumprimento das normas, no entanto, levará à responsabilização civil, administrativa e penal dos infratores.
No caso de servidores públicos que colaborarem para o não cumprimento de medidas, serão também processados por improbidade administrativa.
A lei de fevereiro trata de medidas a serem tomadas no caso de emergência de saúde pública. Entre elas estão isolamento, quarentena e a obrigação de realização compulsória de exames médicos, testes de laboratório, vacinação, tratamentos médicos, restrição temporária de entrada e saída do país, entre outras.
A lei atribuiu ao ministro da Saúde e aos gestores locais de saúde o poder de determinar essas medidas.
A portaria editada nesta terça-feira diz ainda que gestores do Sistema Único de Saúde (SUS), profissionais da área, administradores de hospitais e agentes de vigilância epidemiológica poderão requisitar auxílio das forças policiais para obrigar o cumprimento das medidas, quando necessário.
(Por Lisandra Paraguassu)
0 comentário
Alckmin diz que etanol foi único tema explícito em negociação com EUA
Ibovespa fecha quase estável com Petrobras atenuando pressão de bancos
Exterior conduz alta do dólar ante o real em dia de busca por segurança
Lula diz que só falará de tarifaço após manifestação de Trump e que ninguém vencerá o Brasil mentindo
Tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros amplia incertezas para exportadores e reforça necessidade de diversificação de mercados
Durigan diz que não cabe falar em retaliação aos EUA por tarifas, mas governo avalia reciprocidade