Wall St estende quedas, Dow Jones anula ganhos da era Trump
NOVA YORK (Reuters) - As ações dos Estados Unidos estenderam suas perdas nesta quarta-feira, e o Dow Jones apagou virtualmente o restante do ganho que havia acumulado desde a posse do presidente Donald Trump em 2017, conforme a pandemia do coronavírus ameaça a atividade econômica dos EUA.
O índice S&P 500 terminou o dia acima das mínimas da sessão, mas ainda assim com queda de 5,2%, ampliando o mergulho recente que encerrou o maior período de mercado em alta de Wall Street. O S&P 500 está agora cerca de 29% abaixo do seu recorde de fechamento de 19 de fevereiro.
Com aeroportos e hotéis se esvaziando e companhias aéreas propondo afastamento temporário sem vencimentos dos seus funcionários para conter as perdas, o índice S&P 1500 de companhias aéreas desabou 20,8%. Ações dos hotéis Hilton, Marriott e Hyatt caíram cerca de 12% a 19%.
"O mercado está realmente reagindo ao medo e a incerteza e não achamos que isso acabe até que ele encontre um piso nos preços das ações. O piso terá que ser encontrado na contenção da propagação viral e na limitação do pedágio econômico do vírus", afirmou Nela Richardson, estrategista de investimento do Edward Jones.
Em uma das projeções mais duras já divulgadas sobre o impacto potencial da epidemia do coronavírus, um economista da JP Morgan disse que a economia dos EUA pode encolher 4% neste trimestre e 14% no próximo e no ano pode sofrer queda de 1,5%.
O Dow Jones caiu 1.338,46 pontos, ou 6,3%, para 19.898,92 pontos. O S&P 500 perdeu 131,09 pontos, ou 5,18%, para 2.398,1 pontos. E o Nasdaq Composite caiu 344,94 pontos, ou 4,7%, para 6.989,84 pontos.
Senado dos EUA aprova pacote de ajuda contra coronavírus enquanto trabalha em outro
WASHINGTON (Reuters) - O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira de forma esmagadora projeto de lei que concede bilhões de dólares para limitar os danos da pandemia de coronavírus por meio de testes gratuitos, licença médica remunerada e aumento dos gastos com rede de segurança.
O projeto apoiado pelo presidente Donald Trump agora segue para sanção. Congresso e Casa Branca discutem medidas adicionais de estímulo que podem custar mais de 1 trilhão de dólares.
Parlamentares do Senado, comandado pelos republicanos, abriram mão de suas divergências ideológicas ao aprovarem o texto por um voto bipartidário de 90 a 8, com todos os votos "não" vindos dos republicanos. A Câmara dos Deputados, controlada pelos democratas, também aprovou o projeto por uma margem bipartidária esmagadora no último sábado.
O custo exato não foi calculado, mas o Comitê Conjunto de Tributação do Congresso estima que apenas as licenças médicas e as licenças familiares custariam 105 bilhões de dólares.
Os parlamentares estão tentando criar outro pacote de emergência que pode custar 1,3 trilhão de dólares --muito mais do que os pacotes gigantescos de combate à recessão que o Congresso aprovou em 2008 e 2009 durante a crise financeira.
Esse pacote pode incluir duas rodadas de pagamentos diretos aos norte-americanos, de 250 bilhões de dólares cada, segundo uma proposta do Departamento do Tesouro vista pela Reuters.
Trump sugeriu na terça-feira que esses cheques podem chegar a mil dólares cada. Os pagamentos seriam especificados com base na renda e no tamanho da família.
O plano também forneceria 300 bilhões de dólares a pequenas empresas, 50 bilhões de dólares em empréstimos para companhias aéreas sem dinheiro e 150 bilhões de dólares em garantias de empréstimos a outros setores econômicos em dificuldades.
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