EUA: FDA aprovou uso de cloroquina para coronavírus; China sai do isolamento

Publicado em 24/03/2020 15:40 1899 exibições
O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, afirmou nesta terça-feira, 24, que a Administração de Alimentos e Medicamentos aprovou o uso do medicamento cloroquina, utilizado contra a malária, para o tratamento do coronavírus, embora a agência não tenha informado a aprovação. "Estamos trabalhando com a FDA para aprovar uso de remédios existentes contra covid-19", afirmou, durante entrevista à Fox News.

Segundo Pence, já há vários estudos para o desenvolvimento de uma vacina contra a doença, que, de acordo com ele, deve ficar pronta em cerca de um ano e meio.

O vice-presidente revelou ainda que o pacote discutido no Congresso inclui US$ 100 bilhões para hospitais, que deverão cancelar cirurgias eletivas. Pence disse ainda que o governo está expandindo o uso de testes para exame da enfermidade e que 250 mil americanos já foram testados.

 

Com exceção de Wuhan, província de Hubei vai atenuar quarentena em massa

As autoridades chinesas estão planejando atenuar a quarentena em massa na província central de Hubei, onde emergiu originalmente a pandemia do novo coronavírus. A medida faz parte de esforços em todo o país para revitalizar uma economia levada quase à paralisação pelo contágio.

De acordo com um comunicado emitido pelo governo de Hubei, autoridades vão encerrar as restrições ao tráfego de dentro para fora da província a partir desta quarta-feira, 25, com exceção da capital Wuhan, onde partidas ainda ficarão bloqueadas por mais duas semanas.

Ainda assim, apenas as pessoas atestadas como livres do risco de provocar contágio poderão partir. Aqueles saindo de Hubei terão de portar um "código verde" emitido pelas autoridades da província para certificar o seu estado de saúde, diz o comunicado.

Com 11 milhões de habitantes, a cidade de Wuhan encerrará os seus controles sobre o tráfego a partir de 8 de abril, de acordo com o governo, e aqueles partindo também terão de portar o código verde atestando a sua saúde.

A cidade também começará a estimular a retomada das operações de empresas, sempre de acordo com avaliações de risco à saúde, diz o comunicado.

Há pouco mais de dois meses, em 23 de janeiro, a China começou a cercar Wuhan em uma tentativa de conter a propagação do novo coronavírus, detectado inicialmente na cidade. Medidas similares foram estendidas a toda a província de Hubei naquele mês, enquanto quarentenas parciais foram impostas em boa parte do resto do país, afetando centenas de milhões de pessoas.

Autoridades chinesas começaram, nas últimas semanas, a diminuir gradualmente essas restrições, permitindo a trabalhadores retornar a seus locais de trabalho e encorajando empresas a retomar operações, em um esforço para restaurar a atividade econômica regular.

 

Britânicos "covidiotas" correm para regiões isoladas para fugir do coronavírus

"Fujam para as montanhas". Muitos britânicos têm seguido à risca um conselho dos tempos bíblicos para escapar do coronavírus. O local escolhido parece ser as Terras Altas, território isolado no norte da Escócia, que tem recebido viajantes que fogem de Londres e de outras cidades infestadas pela pandemia. Os tabloides já batizaram os fujões de "covidiotas".

Só que eles não são bem-vindos. A mensagem dos moradores é simples: "Vão embora". Angus MacNeil, deputado de Hebrides, arquipélago no extremo norte escocês, publicou fotos que mostram um hospital vazio. "Isso não está longe do terceiro mundo", tuitou. "Sem respiradores, sem oxigênio, sem testes. Ilhas como esta podem ser gravemente afetadas. Não venham de férias, por favor."

Na segunda-feira, 23, os deputados britânicos criticaram as "férias de autoisolamento". Ian Blackford, líder do Partido Nacional Escocês, reclamou. "Recebi mais de mil e-mails no fim de semana de eleitores apavorados com o que está acontecendo", disse. "Os turistas devem voltar e ficar em casa."

Com mais de 6 mil casos registrados e mais de 300 mortos, o governo britânico pede que "as pessoas evitem todas as viagens domésticas, a menos que sejam essenciais". No domingo, 21, o Departamento de Saúde esclareceu que as "viagens essenciais" não incluem "visitas a outras propriedades, parques ou caravanas para isolamento ou férias".

As montanhas do Parque Nacional Snowdonia, no País de Gales, registraram engarrafamentos no domingo, com estacionamentos abarrotados de carros. O movimento foi tão assustador que fez o governo galês tuitar a seguinte mensagem: "Visite o País de Gales. Mais tarde."

Enquanto isso, carros, vans e trailers continuam chegando às regiões mais isoladas do Reino Unido. "Por favor, não usem as Terras Altas como local de autoisolamento", pediu Kate Forbes, secretária de Finanças da Escócia. Resta saber se os "covidiotas" vão entender a mensagem. (Com agências internacionais)

 

 

Fonte:
Estadão Conteúdo

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