OMS: chegaremos a 1 milhão de casos e 50 mil mortes nos próximos dias

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, expressou preocupação com o rápido avanço global do coronavírus. Em entrevista coletiva em Genebra, na Suíça, o líder da entidade afirmou que, nos próximos dias, o número de casos da doença deve chegar à marca de 1 milhão, com 50 mil mortes.
"Nas últimas cinco semanas, vimos um crescimento quase exponencial no volume de novos casos, alcançando quase todos os países, territórios e áreas", destacou.
Tedros salientou que, por ser a primeira pandemia de coronavírus da história, o comportamento da covid-19 ainda é desconhecido. "Estamos trabalhando duro com pesquisadores em todo o mundo para gerar evidências sobre quais medicamentos são mais efetivos no tratamento da doença", disse.
O médico etíope revelou que há estudos também sobre a eficácia do uso de máscaras. A OMS recomenda a utilização do item apenas para pessoas infectadas ou as que estejam cuidando de pacientes. "No entanto, as máscaras só são eficientes se combinadas com outras medidas de proteção", ressaltou.
O diretor-executivo da Organização, Michael Ryan, lembrou que ainda não há terapia comprovada contra a doença e que, por isso, é preciso ter cuidado no uso de medicamentos que ainda não foram estudados. Ele também pediu que os países adotem políticas abrangentes de contenção, para que não precisem ficar mudando as orientações todos os dias. Segundo Ryan, a quarentena não pode ser a única ação contra o vírus.
0 comentário
Alckmin diz que etanol foi único tema explícito em negociação com EUA
Ibovespa fecha quase estável com Petrobras atenuando pressão de bancos
Exterior conduz alta do dólar ante o real em dia de busca por segurança
Lula diz que só falará de tarifaço após manifestação de Trump e que ninguém vencerá o Brasil mentindo
Tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros amplia incertezas para exportadores e reforça necessidade de diversificação de mercados
Durigan diz que não cabe falar em retaliação aos EUA por tarifas, mas governo avalia reciprocidade