Itália registra menor número de mortes diárias por coronavírus desde 19 de março

Publicado em 12/04/2020 17:43 173 exibições

ROMA (Reuters) - A Itália registrou 431 novas mortes pela epidemia de Covid-19 neste domingo, em comparação com 619 contabilizadas no dia anterior, e o número de novos casos diminuiu para 4.092 em relação aos 4.694 anteriores.

A contagem de mortes teve o menor aumento diário desde 19 de março.

O número total de mortos desde o início do surto em 21 de fevereiro chegou a 19.899, informou a Agência de Proteção Civil, a segunda maior quantia do mundo depois da registrada pelos Estados Unidos.

O número de casos oficialmente confirmados subiu para 156.363, o terceiro maior globalmente, somente atrás de Estados Unidos e Espanha.

Foram contabilizadas 3.343 pessoas em unidades de terapia intensiva neste domingo contra 3.381 no sábado --nono declínio diário consecutivo. Dos infectados, 34.211 foram declarados recuperados contra 32.424 anunciados no dia anterior.

Mortes por coronavírus na Espanha aumentam enquanto empresas se preparam para reabrir

MADRI (Reuters) - O número de mortes por coronavírus na Espanha aumentou neste domingo pela primeira vez em três dias, enquanto algumas empresas se preparam para reabrir após o relaxamento das rigorosas medidas para contenção do Covid-19 no país.

O número de mortes por coronavírus na Espanha subiu para 16.972 neste domingo, ante 16.353 no dia anterior, um aumento de 3,79% segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde.

Um total de 619 pessoas morreram da doença, acima dos 510 óbitos registrados no dia anterior. O aumento ocorreu neste domingo após uma série de quedas.

Já o número total de casos registrados subiu para 166.019, frente a 161.852 no sábado, um crescimento de 2,57%, inferior à elevação de 3,08% no sábado.

Medidas rigorosas de contenção ajudaram a reduzir a taxa de mortalidade que atingiu o pico no início de abril, e o número de mortos registrado no sábado foi o mais baixo em 19 dias, enquanto o aumento nos casos caiu aproximadamente pela metade na comparação com a semana anterior.

Todos os trabalhadores não essenciais foram instruídos a ficar em casa, mas o governo planeja voltar na segunda-feira às medidas menos rigorosas que estavam em vigor até 27 de março, permitindo que algumas empresas retomem suas atividades.

A medida suscitou preocupações sobre um possível retorno do surto da epidemia, que causou mais mortes na Espanha do que em qualquer outro lugar, com exceção dos Estados Unidos e Itália.

O presidente da Catalunha, Quim Torra, disse em uma publicação no Twitter que o governo estava ignorando os conselhos científicos a favor de "manter o confinamento total".

Com 20.500 mortes por coronavírus, EUA passam domingo de Páscoa em confinamento

(Reuters) - Os norte-americanos passaram o domingo em confinamento, com o número de vítimas da nova pandemia de coronavírus nos Estados Unidos ultrapassando 20.500 mortes e mais de meio milhão de casos confirmados no fim de semana da Páscoa.

Com quase todo o país sob ordens de ficar em casa para conter a propagação da doença, muitos se voltaram para os cultos online no dia mais sagrado do calendário cristão.

"As gerações futuras olharão para isso como a longa Quaresma de 2020, uma época em que doenças e morte de repente escureceram toda a Terra", escreveu o arcebispo Jose Gomez, de Los Angeles, a padres e paroquianos de todo o país, pedindo-lhes que se mantivessem firmes.

"Nossas igrejas podem estar fechadas, mas Cristo não está em quarentena e seu Evangelho não está acorrentado."

Os Estados Unidos registraram o maior número de mortes até hoje causadas pelo Covid-19, com aproximadamente 2.000 óbitos por dia nos últimos quatro dias consecutivos e a maior parte dos casos ocorrendo na cidade de Nova York e seus arredores.

Mesmo esse número é considerado subestimado, pois Nova York ainda está descobrindo a melhor maneira de incluir um aumento nas mortes em casa em suas estatísticas oficiais.

À medida que o número de mortos aumenta, o presidente Donald Trump tem ponderado quando o país poderá começar a ver um retorno à normalidade.

As abrangentes restrições a movimentos não essenciais que foram impostas nas últimas semanas em 42 Estados causaram um impacto enorme no comércio e levantaram questões sobre quanto tempo os fechamentos de negócios e as restrições a viagens podem ser mantidos.

O número de norte-americanos que procuraram auxílio-desemprego nas últimas três semanas ultrapassou 16 milhões.

A administração Trump vê o dia 1º de maio como uma data-alvo para relaxar as restrições de confinamento, disse neste domingo o comissário da Administração de Alimentos e Medicamentos, Stephen Hahn. Mas ele alertou que ainda é muito cedo para dizer se esse objetivo será alcançado.

"Vemos luz no fim do túnel", afirmou Hahn ao programa da ABC "This Week", acrescentando que "a segurança pública e o bem-estar do povo americano têm que vir em primeiro lugar. Isso deve conduzir essas decisões".

O principal especialista em doenças infecciosas dos EUA disse que estava cautelosamente otimista de que parte do país está começando a ver uma reviravolta na luta contra o surto.

O dr. Anthony Fauci fez neste domingo considerações sobre a área metropolitana de Nova York, que teve seu maior número de mortes diárias na semana passada, juntamente com uma diminuição nas hospitalizações, internações em terapia intensiva e necessidade de entubar pacientes críticos.

"Depois de virar essa esquina, esperamos ver um declínio muito acentuado e começar a pensar em como podemos mantê-lo assim", disse Fauci à CNN.

China reforça restrições na fronteira com Rússia conforme casos importados atingem recorde

SUIFENHE, China (Reuters) - As cidades chinesas próximas à fronteira com a Rússia disseram neste domingo que reforçariam os controles fronteiriços e as medidas de quarentena para chegadas do exterior depois que o número de casos importados de Covid-19 atingiu um recorde.

Novos casos confirmados diariamente na China continental atingiram 99 em 11 de abril, de 46 no dia anterior, para o patamar mais alto em um mês. Com exceção de dois dos novos casos registrados, todos envolviam pessoas que viajavam do exterior, muitos deles cidadãos chineses retornando da Rússia.

No centro comercial de Xangai, 51 cidadãos chineses que estavam no mesmo voo da Rússia apresentaram resultados positivos, enquanto 21 casos envolveram cidadãos chineses que viajavam da Rússia para a província de Heilongjiang, no nordeste.

A cidade fronteiriça de Suifenhe e Harbin, capital de Heilongjiang, disse que exigiria que todas as chegadas do exterior passassem 28 dias em quarentena, com aplicação de testes de ácido nucleico e anticorpos.

Harbin acrescentou que iria colocar em lockdown por 14 dias unidades residenciais onde casos confirmados e assintomáticos de coronavírus sejam encontrados.

Bloqueios rigorosos vinham contendo a doença na China, onde o Covid-19 matou um total de 3.339 pessoas desde que surgiu na cidade de Wuhan no final do ano passado e depois se espalhou pelo mundo.

A Rússia havia interrompido todos os voos para a China e fechou sua fronteira terrestre para o tráfego de entrada da China, deixando a rota pela remota Suifenhe como uma das poucas opções para os muitos chineses que tentam voltar para casa.

Fonte:
Reuters

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