França: governo avalia medidas para flexibilizar isolamento a partir do dia 11

Publicado em 26/04/2020 16:40 49 exibições

PARIS (Reuters) - O número de mortos por coronavírus na França aumentou em 242, para 22.856, informou o Ministério da Saúde neste domingo, enquanto o governo se prepara para analisar como pode flexibilizar um isolamento nacional que está em vigor desde meados de março.

A taxa de novas mortes vem caindo nas últimas duas semanas, encorajando aqueles que desejam que a França comece a suspender as medidas de confinamento.

O número de pacientes com alta de unidades de terapia intensiva (UTIs) também superou o número de pessoas que entram nessas unidades.

O isolamento ordenado pelo presidente Emmanuel Macron para conter a propagação do vírus está em vigor desde 17 de março e deve ser retirado em 11 de maio.

Macron pretende afrouxar algumas das medidas em 11 de maio, reabrindo inicialmente as escolas, embora o governo ainda não tenha finalizado como isso pode funcionar na prática.

A França também ofereceu algum alívio aos varejistas, dizendo que pretende determinar que eles reabram em 11 de maio, mas algumas restrições podem permanecer em certas áreas para conter possível nova onda do vírus.

O primeiro-ministro Edouard Philippe deve apresentar o plano do governo de flexibilizar o isolamento em 28 de abril ao Parlamento, que então votará as medidas.

Philippe escreveu em sua conta no Twitter no domingo que o plano do governo se concentrará em algumas áreas principais - saúde pública, escolas, empresas, transporte público e reuniões públicas.

O comitê científico que aconselha o governo sobre a pandemia escreveu no fim de semana que crianças em idade escolar de 11 a 18 anos deveriam usar máscaras.

Os políticos também estão discutindo se devem ou não prosseguir com um aplicativo de software e telefone celular para rastrear o coronavírus, com algumas pessoas expressando preocupações sobre o potencial de violações de privacidade.

Alemanha adota abordagem “descentralizada” no rastreamento de infecções

Por Douglas Busvine e Andreas Rinke

BERLIM (Reuters) - A Alemanha alterou o rumo no domingo sobre qual tipo de tecnologia de smartphone quer usar para rastrear infecções por coronavírus, defendendo uma abordagem apoiada por Apple e Google, além de um número crescente de outros países europeus.

Os países estão buscando desenvolver aplicativos para fornecer uma imagem detalhada do risco de pegar o coronavírus devido à dificuldade de quebrar a cadeia de infecção, uma vez que pode ser disseminada por quem não apresenta sintomas.

O chefe da Chancelaria, Helge Braun, e o ministro da Saúde, Jens Spahn, disseram em um comunicado conjunto que Berlim adotará uma abordagem "descentralizada" no rastreamento de contatos digitais, abandonando assim uma alternativa doméstica que daria às autoridades de saúde controle central sobre os dados de rastreamento.

Na Europa, a maioria dos países escolheu Bluetooth "handshakes" de curto alcance entre dispositivos móveis como a melhor maneira de registrar um contato em potencial, mesmo que não forneça dados de localização.

Mas eles têm discordado sobre o registro desses contatos em dispositivos individuais ou em um servidor central - o que seria mais diretamente útil para as equipes de rastreamento de contatos existentes que trabalham com telefones e batem nas portas para avisar aqueles que podem estar em risco.

Sob a abordagem descentralizada, os usuários podem optar por compartilhar seu número de telefone ou detalhes de seus sintomas - tornando mais fácil para as autoridades de saúde entrar em contato e dar conselhos sobre o melhor curso de ação no caso de serem considerados em risco.

Esse consentimento, no entanto, seria fornecido no aplicativo, e não faria parte da arquitetura central do sistema.

A Alemanha apoiou na sexta-feira um padrão centralizado chamado rastreamento de proximidade de preservação de privacidade pan-europeu (PEPP-PT), que precisaria da Apple, em particular, para alterar as configurações de seus iPhones.

Quando a Apple se recusou a ceder, não havia outra alternativa a não ser mudar de rumo, disse uma fonte sênior do governo.

Fonte:
Reuters

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