Wuhan volta a ter caso de novo coronavírus depois de mais de um mês

Publicado em 10/05/2020 11:32 e atualizado em 10/05/2020 15:58 183 exibições

A cidade de Wuhan, onde começou a pandemia do novo coronavírus, voltou a registrar um caso de covid-19, segundo levantamento divulgado neste domingo pela Comissão de Saúde da Província de Hubei. O paciente está em estado grave, conforme o relatório. É o primeiro novo caso desde 3 de abril, segundo levantamento feito pela rede de TV CNN.

A cidade teve 50.334 casos e 3.869 mortes confirmados, conforme a comissão. Ainda segundo a CNN, o paciente mora em um bairro que registrou 20 casos confirmados, e o novo caso está sendo tratado como "infecção comunitária passada".

A China registrou 14 novos casos do novo coronavírus neste domingo, o primeiro aumento de dois dígitos em 10 dias. Onze dos 12 casos por contaminação doméstica ocorreram na província de Jilin, no nordeste, o que levou as autoridades a aumentar o nível de ameaça em um de seus municípios, Shulan, para alto risco, apenas alguns dias depois de rebaixar todas as regiões para baixo risco.

Autoridades chinesas disseram que o surto de Shulan teve origem em uma mulher de 45 anos que não tinha histórico recente de viagens, mas passou o vírus para o marido, três irmãs e outros membros da família. Os serviços de trem na região foram suspensos.

"O controle e a prevenção de epidemias são um assunto sério e complicado, e as autoridades locais nunca devem ser excessivamente otimistas, cansadas da guerra ou desprevenidas", disse o secretário do Partido Comunista de Jilin, Bayin Chaolu. Jilin também tem fronteira com a Coreia do Norte, que diz não ter casos de covid-19. Com informações da Associated Press.

Entre 14 novas infecções, China relata 1º caso de coronavírus em Wuhan desde 3 de abril

PEQUIM (Reuters) - A Comissão Nacional de Saúde da China registrou 14 novos casos confirmados de coronavírus em 9 de maio, o maior total desde 28 de abril, incluindo o primeiro em mais de um mês em Wuhan, cidade onde o surto foi inicialmente detectado no final do ano passado.

Enquanto a China oficialmente designou baixo risco para todas as áreas do país na última quinta-feira, os novos casos, segundo dados publicados neste domingo, representam um salto em relação ao único caso relatado no dia anterior. O número foi impulsionado por um grupo de 11 em Shulan, cidade no nordeste da província de Jilin.

Oficiais de Jilin, no domingo, aumentaram o nível de risco de Shulan de médio para alto, tendo colocado em médio no dia anterior, depois que uma mulher testou positivo em 7 de maio. Os 11 novos casos que vieram a público neste domingo são membros de sua família ou de pessoas que entraram em contato com ela ou com seus familiares.

O novo caso em Wuhan, o primeiro registrado no epicentro do surto na China desde 3 de abril, foi anteriormente assintomático, segundo a comissão.

Além dos casos de Shulan e de Wuhan, os outros dois novos casos confirmados foram infecções importadas.

O número total de casos de coronavírus confirmados na China continental chegou a 82.901 em 9 de maio, enquanto o total de mortes pelo vírus ficou em 4.633, segundo a comissão.

Parte continental da China relata 14 novos casos confirmados de COVID-19

Beijing, 10 mai (Xinhua) -- A autoridade de saúde da China anunciou neste domingo que 14 novos casos confirmados da doença de novo coronavírus (COVID-19) foram relatados no sábado na parte continental da China, dos quais dois foram casos importados registrados em Shanghai.

Doze casos foram domesticamente transmitidos, com 11 sendo relatados na Província de Jilin e o outro na Província de Hubei, disse a Comissão Nacional de Saúde.

No sábado, um caso de suspeita importado foi relatado na Região Autônoma da Mongólia Interior.

Nenhuma morte relacionada à doença foi relatada, de acordo com a entidade.

Ao todo, 74 pacientes tiveram alta hospitalar no sábado, enquanto o número de casos graves caiu dois, para 13.

Até sábado, os casos confirmados acumulados na parte continental da China haviam atingido 82.901, incluindo 148 pacientes que ainda estavam em tratamento e 78.120 pessoas que tiveram alta após a recuperação, informou a comissão. Além disso, 4.633 pessoas morreram da doença.

Até o mesmo dia, a parte continental da China havia notificado 1.683 casos importados. Destes, 1.568 já tiveram alta hospitalar e 115 estavam sendo tratados, com três em estado grave. Não foram reportados óbitos dos casos importados.

A comissão disse que quatro pessoas, todas vindas do exterior, ainda eram suspeitas de estarem infectadas com o vírus.

De acordo com a comissão, 5.840 contatos próximos ainda estavam sob observação médica depois que 427 pessoas foram liberadas do monitoramento no sábado.

Também no mesmo dia, 20 novos casos assintomáticos foram notificados na parte continental da China. Um caso foi recategorizado como confirmado, e 61 casos desse tipo, incluindo 16 vindos do exterior, foram liberados da observação médica, segundo a comissão.

A entidade revelou que 794 casos assintomáticos, incluindo 48 do exterior, ainda estavam sob observação médica.

Até sábado, 1.044 casos confirmados, incluindo quatro mortes, haviam sido registradas na Região Administrativa Especial de Hong Kong, 45 na Região Administrativa Especial de Macau e 440 em Taiwan, incluindo seis mortes.

Ao todo, 967 pacientes em Hong Kong, 40 em Macau e 361 em Taiwan tiveram alta hospitalar após a recuperação.

Operária verifica qualidade de lentes de óculos de proteção médica em uma fábrica de uma companhia em Helong, subrregião autônoma coreana de Yanbian, Província de Jilin, nordeste da China, em 6 de maio de 2020. (Xinhua/Xu Chang)

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Beijing, 10 mai (Xinhua) -- Uma autoridade de saúde chinesa disse no domingo que medidas eficazes de proteção pessoal devem ser mantidas para se proteger contra o novo coronavírus.

Um total de 14 novos casos confirmados da COVID-19 foram notificados no continente chinês no sábado, dos quais 12 foram transmitidos localmente, incluindo 11 na Província de Jilin, no nordeste da China.

Os casos de infecção por conglomerados são um lembrete de que as pessoas devem estar sempre alertas e intensificar a proteção pessoal contra o vírus, disse Mi Feng, porta-voz da Comissão Nacional de Saúde, em uma coletiva de imprensa.

Mi pediu que as pessoas devem evitar encontros sociais se possível e procurar aconselhamento médico ou testes em hospitais designados se eles apresentam sintomas como febre, tosse ou fadiga.

OMS nega ter ocultado informações sobre novo coronavírus após pressão da China

A Organização Mundial da Saúde (OMS) qualificou como "alegações falsas" uma reportagem da mídia alemã que diz que teria ocultado informações sobre o novo coronavírus após pressão da China. A OMS disse, em comunicado, que os relatos da revista alemã Der Spiegel sobre uma conversa telefônica entre o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, e o presidente da China, Xi Jinping, em 21 de janeiro são "infundados e falsos".

Segundo a Der Spiegel, Xi teria pedido a Tedros durante a ligação para segurar informações sobre a transmissão entre seres humanos do vírus e atrasar a declaração de pandemia. A revista citou a agência de inteligência alemã BND, que se recusou a comentar o assunto neste domingo. A Der Spiegel também afirmou que o BND concluiu que até seis semanas para combater o surto haviam sido perdidas devido à política de informação da China.

A agência da ONU disse que Tedros e Xi "nunca falaram por telefone" e acrescentou que "essas reportagens imprecisas distraem e prejudicam os esforços da OMS e do mundo para acabar com a pandemia de covid-19". A OMS informou que a China confirmou a transmissão entre seres humanos do novo coronavírus em 20 de janeiro.

Autoridades da OMS divulgaram um comunicado dois dias depois dizendo haver evidências de

transmissão entre seres humanos em Wuhan, mas que eram necessárias mais investigações. A organização declarou a covid-19 uma pandemia em 11 de fevereiro.

O presidente dos EUA, Donald Trump, está entre os críticos mais fortes da OMS no tratamento da pandemia, acusando-a de deferência à China e cessando pagamentos à agência. Fonte: Associated Press.

Fonte:
Estadão Conteúdo/Reuters

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