Japão entra em recessão no 1º tri e caminha para pior contração pós-guerra por coronavírus

Por Leika Kihara e Tetsushi Kajimoto
TÓQUIO (Reuters) - A economia do Japão caiu em recessão pela primeira vez em quatro anos e meio no primeiro trimestre, deixando o país a caminho de sua maior contração pós-guerra conforme a crise do coronavírus afeta empresas e consumidores.
Os dados do Produto Interno Bruto destacaram o impacto do surto, com as exportações registrando a maior queda desde o terremoto de março de 2011 diante das paralisações e problemas nas cadeias de ofertas globais.
A terceira maior economia do mundo contraiu 3,4% em termos anualizados no primeiro trimestre, mostraram dados preliminares do Produto Interno Bruto, contra expectativa do mercado de queda de 4,6%.
No quarto trimestre, a economia já havia sofrido uma queda de 7,3%, com trimestres consecutivos de contração atendendo à definição técnica de recessão. A última vez que o Japão sofreu uma recessão foi no segundo semestre de 2015.
Analistas alertam para um cenário ainda pior no segundo trimestre já que o consumo caiu depois de o governo ter pedido aos cidadãos em abril que permanecessem em casa.
"É quase certeza que a economia sofreu um declínio ainda mais profundo no atual trimestre", disse Yuichi Kodama, econmista-chefe do Instituto de Pesquisa Meiji Yasuda.
As consequências do vírus sobre as empresas japonesas levaram a uma queda de 6,0% nas exportações no primeiro trimestre, maior declínio desde o segundo trimestre de 2011.
"As exportações para a China começaram a cair em fevereiro, seguido de uma onda de queda nos embarques para a Europa e os Estados Unidos", disse Takeshi Minami, economista-chefe do Instituto de Pesquisa Norinchukin.
Analistas consultados pela Reuters estimam que a economia do Japão vai encolher 22% em termos anualizados neste trimestre, o que seria um recorde.
0 comentário
Dólar fecha no maior valor do ano e acumula alta de 9,15% na semana pós-eleição
Ibovespa tem pior semana desde a pandemia com ajustes pós-eleição
Taxas dos DIs encerram semana com altas acumuladas de mais de 250 pontos-base após vitória de Lula
Debate sobre ajuste fiscal esbarra em resistências de aliados de Lula na largada
Ações europeias recuam por preocupações com IA ao fim de melhor mês desde junho
Ibovespa recua com exterior reforçando ajuste negativo pós-eleição