Trump diz que toma hidroxicloroquina, apesar de alertas de especialistas
WASHINGTON (Reuters) - Em um anúncio surpreendente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou nesta segunda-feira que está tomando hidroxicloroquina como medida de prevenção contra o coronavírus, apesar de alertas de especialistas sobre o uso do medicamento para combate à malária.
"Estou tomando hidroxicloroquina", disse Trump a repórteres. "Estou tomando há uma semana e meia. Um comprimido por dia."
Trump fez a revelação de forma voluntária durante uma entrevista coletiva após se reunir com empresários do setor de restaurantes, que estão sofrendo os impactos da pandemia.
Há algumas semanas, Trump promoveu a droga como um potencial tratamento para a Covid-19, tendo como base um relatório positivo quanto a seu uso no combate ao vírus, mas estudos subsequentes mostraram que o medicamento não é eficaz.
A Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) emitiu um alerta sobre o uso do remédio.
Em um comunicado divulgado em 24 de abril, a FDA disse que está "ciente de relatos de sérios problemas de arritmia cardíaca" em pacientes da Covid-19 tratados com a hidroxicloroquina ou com cloroquina, um medicamento mais antigo.
Trump, de 73 anos, que é submetido frequentemente a testes para o vírus, disse que perguntou ao médico da Casa Branca se era "OK" tomar o medicamento, e que o médico respondeu que "bem, se você quiser."
O presidente, no entanto, se recusa a utilizar uma máscara de proteção na Casa Branca.
Imediatamente após os comentários de Trump, a Fox News entrevistou o médico Bob Lahita, professor de Medicina da Rutgers University, que alertou as pessoas para que não tomem hidroxicloroquina.
"Não há efeitos que tenhamos visto, e tratamos diversos pacientes com isso", afirmou.
Trump disse que também tomou uma dose única de azitromicina, um antibiótico que visa evitar infecções. Em conjunto com a hidroxicloroquina, Trump disse que está tomando zinco.
"Tudo que posso dizer é que, até aqui, pareço estar OK", concluiu o presidente.
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Jerson Carvalho Pinto Cuiabá - MT
Ontem recebi um vídeo pelo Whatsapp de um senhor que é piloto e voou muitos anos na Amazonia, para locais remotos e com alta incidencia de malaria. Não sei se é fake, mas o que ele disse é que pegou 18 malárias e se tratou com a cloroquina e se curou em todas os contágios. Para continuar voando, tem que fazer exames médicos periódicos e segundo ele até agora não teve problemas e ele deve ter mais de 60 anos. O que digo é que nunca li nada ou ouvi comentários contrários a cloroquina, condenando o remedio e não recomendando seu uso para a malária. Se os infectados pela que tiverem problemas cardíacos e semelhantes, porque nunca se destacou que não se podia fazer uso desse remédio? Parece que tem alguma coisa errada aí, já faz mais de 50 anos que se usa esse medicamento.