Onyx sobre estender auxílio emergencial: está em estudo; Caixa paga 2,1 mi de beneficiados

Publicado em 23/05/2020 19:32 e atualizado em 25/05/2020 07:46 123 exibições

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O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, afirmou neste domingo, 24, que uma possível ampliação do auxílio emergencial de R$ 600 "está em estudo". Onyx não respondeu, contudo, o valor do auxílio que seria estendido à população. O ministro participou hoje ao lado do presidente Jair Bolsonaro de manifestação pró-governo em frente ao Palácio do Planalto e na saída do local respondeu rapidamente jornalistas.

Na sexta-feira, 22, Bolsonaro disse em entrevista à rádio Jovem Pan que seria possível ter uma quarta e quinta parcela do auxílio extra "para ver se a economia pega". Pelo cronograma atual, são previstas três parcelas do auxílio.

"Conversei com o Paulo Guedes (ministro da Economia) que vamos ter que dar uma amortecida nisso daí. Vai ter a quarta parcela, mas não de R$ 600. Não sei quanto vai ser, R$ 300, R$ 400, e talvez tenha a quinta (parcela). Talvez seja R$ 200 ou R$ 300. Até para ver se a economia pega", afirmou o presidente na entrevista.

Como mostrado pelo Estadão nesta semana, o governo estuda pagar mais uma parcela dividida em três meses. O custo adicional da extensão do auxílio emergência ficaria em torno de R$ 35 bilhões a R$ 40 bilhões, diluído em três meses. Sem a ampliação, o benefício já terá impacto de R$ 124 bilhões aos cofres públicos.
 

O pagamento do auxílio é uma forma de garantir renda para a população durante a pandemia do novo coronavírus. Ele é direcionado para pessoas de baixa renda entre trabalhadores informais, autônomos, desempregados e microempreendedores individuais. O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, informou em coletiva que já foram pagos R$ 60 bilhões a beneficiários do programa, referentes a primeira e segunda parcela do benefício.

São 2,1 milhões de beneficiados por programa de preservação de emprego, diz Caixa

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse neste sábado, 23, durante entrevista coletiva virtual, que 2,1 milhões de pessoas já foram beneficiadas com R$ 2,1 bilhões de reais disponibilizados pelo programa de preservação de empregos. A iniciativa, lançada pelo governo federal, visa frear demissões, em meio à crise trazida pelo novo coronavírus.

Guimarães fez questão de ressaltar que o dinheiro fica disponível para saque ou transferência. "O dinheiro pode ser utilizado da forma que o cidadão quiser", declarou.

CSN conclui negociação de vencimento de dívida de R$ 1,4 bi com BB

SÃO PAULO (Reuters) - A CSN anunciou nesta sexta-feira que concluiu negociação para adiar vencimentos de dívida de 1,4 bilhão de reais junto ao Banco do Brasil de entre maio deste ano e março de 2021 para 2022.

A companhia, porém, não informou as condições pelas quais a renegociações foi acertada com o banco.

Na semana passada, executivos da CSN já tinham informado em teleconferência com analistas do setor siderúrgico que a empresa estava próxima de concluir negociação de dívida com bancos públicos e privados, enquanto enfrenta os impactos da epidemia de Covid-19 sobre a demanda por aço.

Segundo a CSN, o acerto com o BB inclui mecanismo que permitirá nova extensão de prazo no vencimento "por meio de operações no mercado de capitais".

Caixa deve anunciar esta semana pagamento de auxílio emergencial por adquirentes

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A Caixa deve anunciar, esta semana, a liberação do pagamento do auxílio emergencial por meio de adquirentes. Isto é, quem vendeu para alguém que recebeu ou receberá o coronavaucher poderá ser pago diretamente pelo banco. Indagado ontem pela coluna, Pedro Guimarães, presidente do banco, se limitou a dizer que “a medida está em testes”. Sobre sua fala durante a gravação da reunião de Bolsonaro com sua equipe – realizada em 22 de abril e liberada pela Justiça – o economista, com mestrado na FGV do Rio e PhD em Rochester, nos EUA, afirma quer não tem mais nada a dizer além da nota que soltou por meio de sua assessoria na Caixa. Lá, explicou que “me encontrava sob forte emoção” e que em nenhum momento “pretendi desabonar pessoas ou instituições”.

É fato que Guimarães, ano passado, teve que garantir o saque do FGTS para 60 milhões de brasileiros – o que exigiu dois meses de trabalho interno para começar a ser concretizado. Desafio parecido voltou à sua mesa, semanas atrás, quando o governo anunciou, por meio do Ministério da Cidadania, a distribuição da ajuda emergencial de R$ 600. “Nosso prazo foi de cinco dias para começarmos a pagar”, explica. Em parceria com a Dataprev contratada para montar toda base para evitar duplicidade ou fraudes no pagamento, a Caixa recebeu do ministério o papel de desenvolver aplicativo para credenciamento e pagamento. Calculou-se o número de pessoas: não ultrapassaria 50 milhões. No fim das contas, revela Guimarães nesta entrevista – a primeira exclusiva que dá em tempos de pandemia – se cadastraram “cerca de 100 milhões de brasileiros, quase metade da população”. As filas foram históricas, houve dificuldades no acesso ao sistema digital montado. Para o futuro, ele espera que a lição tenha servido: “Já temos a operação organizada, sabemos quem vai receber, onde eles estão e decidimos pagar por data de nascimento”.

Como a Caixa reagiu ao receber a tarefa de distribuir R$ 600 para milhões de brasileiros, tudo de uma vez? 
Tivemos no ano passado o maior programa, até então, da Caixa, o saque do FGTS para 60 milhões de brasileiros. Foram dois meses para nos preparar. Nessa distribuição emergencial, a lei foi promulgada em 2 de abril e no dia 7 já estávamos com o aplicativo de milhões de pessoas. No dia 9, já estávamos pagando a 2,5 milhões. Essa questão é importante no momento atual, porque revela, de um lado, a agonia, o auxílio urgente a dezenas de milhões de pessoas e, de outro, a urgência da vida, evitar-se a aglomeração. Ficou a Caixa toda em função desse pagamento. Cerca de 8 milhões num só dia. O que aconteceu? Filas.

Mas vocês não aproveitaram alguma base do FGTS que pagaram no ano passado? 
Foi muito difícil. Pegamos somente os 19 milhões de inscritos no Bolsa Família, grupo que não se alterou. De outros 30 milhões a gente não tinha nenhuma informação. Existia um grupo do Cadastro Único, mas a base de dados teve de ser refeita, pois a maioria não tinha a ponta digital. Olha, a Caixa está acostumada a pagar grandes benefícios, mas nada se compara ao que a gente pagou agora.

Teve reclamação de filas em tempos de pandemia. Como foi isso? 
Claro que a fila estava muito grande. A gente teve que resolver e com foco. Nessa questão, eu acho as críticas da imprensa fundamentais. Mas não havia grande base de dados. Ninguém podia imaginar que 50 ou 70 milhões de pessoas fossem se cadastrar. No final, sabe quantos se cadastraram? Uns 100 milhões de brasileiros. Metade da população.

O recebimento da segunda parcela também vai ter filas?  
Não, organizamos por mês de nascimento. Nesta semana (a passada) e na próxima (a de agora) mais de 30 milhões vão receber sem fila. Nos outros dez dias, mais 30 milhões.

Os que não têm conta têm de ir ao banco, não? 
Há três semanas atrás ia todo mundo. Ia quem tinha direito, quem não tinha, quem estava sob análise, quem não havia conseguido… Mas como 50 milhões já receberam, deu uma acalmada, as pessoas já têm certeza de que vão receber. Enfim, a maior parte de pessoas não tinha noção se podia ou não receber. Mas nos últimos dez dias as filas foram bem menores, eu diria que normais. O que a gente quer reforçar agora é que ninguém precisa ir de madrugada. Já temos a base de dados, organizada por mês de nascimento, separamos os grupos de Bolsa Família, de quem não tinha conta digital.

Pode explicar melhor as tarefas da operação, quem fez o quê, por que aconteceram pagamentos indevidos? 
No caso do auxílio emergencial, a portaria do Ministério da Cidadania contratou a Caixa e a Dataprev. O papel da Caixa foi desenvolver um aplicativo para credenciamento e fazer o pagamento. Cabia à Dataprev aplicar a elegibilidade. Eles pegaram critérios da lei, “conversam” com o sistema do INSS, com o da Receita Federal. Mas não “conversaram” com a Defesa, apesar de militares terem recebido. Enfim, a relação entre as bases não foi a ideal. No cruzamento com a Receita, por exemplo, não olharam direito os dependentes, gente da classe média que está desempregada e recebeu, mesmo sendo filho de quem tinha renda.

Faltou uma campanha prévia de esclarecimento geral? 
Há uma coisa em vias de ser fechada: parceria do Ministério da Cidadania com os Correios. Vai facilitar muito porque Correio tem em qualquer lugar. E a gente está com carros de som nas periferias, contratou outdoor social – no qual você paga pra pessoa pra usar o muro dela e dar o aviso.

Há outros benefícios que a Caixa vem dando, para micro e pequenas empresas. Dias atrás, a Luiza Trajano, do Magazine Luiza, me disse que para esses casos a Caixa tem de se alinhar com o Banco do Brasil. Os pequenos precisam de liquidez, os micro estão desesperados, dizendo que o dinheiro não chega? 
Olha, no auxílio emergencial, mais 52 bancos estão participando. No caso, é preciso entender o foco de cada banco. O foco da Caixa nesta gestão é o crédito imobiliário, auxílio social, com microcrédito e obras de infraestrutura ligadas ao saneamento. Temos total interesse nessa questão das pequenas empresas. O que precisa ficar entendido, porém, é que isso não é uma doação. Sabemos que muita gente já tinha problema antes da crise.

No caso dos recursos do BNDES ao micro e pequeno empreendedor, como é esse repasse? 
Há uma lei, ainda a ser promulgada, esses detalhes precisam ser operacionalizados. Ainda não temos essa linha operacional fechada. Provavelmente, no BNDES, quem pegará esse recurso serão as fintechs, os bancos médios. No auxílio emergencial há mais de mil sites que aceitam o Caixa Tem.

No início do ano passado, quando você assumiu a Caixa, o que esperava? E o que acha hoje? 
A Caixa mudou a minha vida. Digo isso de coração. Comecei a viajar junto com a equipe pelo Brasil inteiro. Nunca tive facilidade na vida, perdi meus pais há muito tempo, nunca tive dinheiro. Ao entrar na Caixa já era clara, pra mim, essa necessidade de equilibrar a maximização do resultado com a ajuda social. Foi o que fizemos.

Quando você assumiu, talvez tenha pensado: o Brasil já tem o Banco do Brasil, pra que a Caixa? Como você vê isso? 
Tenho total liberdade para tocar o banco. Não há nenhum tipo de indicação. E posso dizer que tiramos a Caixa de uma situação inaceitável, ela não tinha nem balanço, desde 2016, porque nenhuma auditoria aceitaria assinar um balanço que tivesse um montão de maluquices. Fizemos uma série de coisas ano passado, como vender ações da Petrobrás, só aí foram R$ 8,5 bilhões. O que precisamos fazer mais? Abrir o capital das operações de seguridade, cartões, assets, loterias. Isso é um passo grande para a questão da governança corporativa. Para dialogar com mais brasileiros e investidores estrangeiros.

Com o mapeamento desses novos brasileiros que não têm conta, para quem vocês pagaram R$ 600,00 a perspectiva é de conseguir mais clientes? 
Certamente, para o microcrédito. Gente que, quando tinha acesso a crédito, tinha de pagar 20% ao mês. Praticamente ninguém tinha microsseguro. Estamos focando o digital e queremos manter esse público. O Caixa Tem exige uma memória 15 vezes menor que a média, pode ser acessado num simples celular pré-pago.

Nessa inclusão toda, a Caixa corre risco de ter prejuízo? 
Não, ela é um banco da matemática. Nunca tivemos tanto lucro, o do ano passado foi recorde. Não posso adiantar aqui, mas em um ou dois dias vamos anunciar o balanço do primeiro trimestre, muito sólido. Não fazemos nada que seja para perder dinheiro. Porque, se não for assim, o governo vai ter de capitalizar a Caixa, como já fez no passado. Foram colocados R$ 40 bilhões numa coisa de nome esquisito, Instrumento Híbrido de Capital e Dívida – porque há dez anos atrás a Caixa distribuiu muito dinheiro barato e mal dado.

Qual o índice de inadimplência? 
É a menor inadimplência do mercado. E por quê? Porque temos uma grande carteira imobiliária, que é a mais sólida, pois tem uma garantia real. Isso faz parte do nosso legado, daqui a dois anos e meio, ou seis anos e meio, quando eu sair, a Caixa estará defendida.

Mansueto vê risco "muito alto" em financiar dívida por emissão de moeda

BRASÍLIA (Reuters) - O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou nesta sexta-feira que o risco, na conjuntura doméstica, de financiar a dívida por emissão de moeda é "muito alto", ao comparar a situação fiscal do Brasil a de outras economias.

"Essa possibilidade de financiar dívida, com emissão de moeda, ao meu ver, isso não funciona no caso brasileiro, e o risco é muito alto", afirmou a empresários em videoconferência promovida pelo LIDE Pernambuco.

Ele comparou o status do dólar norte-americano, como moeda de segurança, ante o real. "As pessoas, no Brasil, não olham para a moeda brasileira da mesma forma como olham para o dólar, moeda internacional", explicou.

"Em outros países, você chegou em um nível no qual, mesmo que os juros vão para 0%, as pessoas continuam acreditando na moeda. Não é o caso do Brasil. O Brasil ainda não tem juros a 0%, e ninguém sabe, ao certo, se as taxas de juros fossem para 0%, o que ia acontecer."

Ao ser questionado sobre a promulgação da Emenda Constitucional conhecida como "orçamento de guerra", que prevê, dentre outras atribuições, a ampliação de poderes do Banco Central, incluindo a compra de títulos públicos no mercado secundário, Mansueto disse não esperar que a autarquia terá papel "muito ativo" no uso dessa ferramenta.

"Isso foi aprovado, mas não é algo que o BC pense em usar fortemente. Isso é uma permissão para, eventualmente, o Banco Central poder usar alguma intervenção no mercado secundário. Mas, novamente, pelo que tenho conversado com Banco Central, não é algo que se vislumbra que o Banco Central seja muito ativo em mercado de títulos", relatou.

Mais cedo, em videoconferência promovida pelo UBS, o diretor de Política Econômica do BC, Fábio Kanczuk, afirmou que a autarquia não tem afrouxamento quantitativo --ou quantitative easing (QE)-- como política monetária na cabeça.

VENDA DE TÍTULOS

De acordo com Mansueto, a estratégia do Tesouro Nacional, no atual momento, consiste na venda de títulos de curto prazo. Ele destacou que não há, no momento, demanda significativa por papéis longos, até pela características de investidores desse título, fundos de pensão e estrangeiros, segmentos que, segundo o secretário, já haviam diminuído o volume de compras antes da crise.

"O prazo médio da dívida pública brasileira é um pouco acima de quatro anos, então, na verdade, o que a gente está fazendo não vai alterar muito, já que esse título, que é o carro-chefe de financiamento do Tesouro, que é um título que rende Selic, é um título de prazo de seis anos", ponderou.

Ainda de acordo com ele, o Tesouro realizou, na última quinta-feira, o maior leilão de títulos públicos no ano, levemente superior a 18 bilhões de reais.

 

 

Fonte:
Estadão Conteúdo

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