Exército chinês manifesta oposição a relatório dos EUA sobre China (Xinhua)

Publicado em 30/05/2020 06:45 e atualizado em 30/05/2020 17:50 921 exibições

Beijing, 30 mai (Xinhua) -- O porta-voz do Ministério da Defesa Nacional da China Ren Guoqiang criticou nesta sexta-feira um relatório recém-divulgado pela Casa Branca sobre sua abordagem estratégica para a China.

"Estamos fortemente insatisfeitos com o relatório e nos opomos firmemente", disse o oficial em uma entrevista coletiva em resposta a uma pergunta da mídia, observando que o relatório está cheio de suposições, julgamentos e conclusões erradas.

O texto dos EUA ignora os fatos, distorce deliberadamente o sistema político e a intenção estratégica da China, transforma em espetáculo a chamada teoria da "ameaça da China" e propõe uma política rígida em todas as dimensões contra o país, disse Ren.

Predominam no relatório as mentalidades hegemônicas da Guerra Fria, acrescentou.

Ao falar da situação do Mar do Sul da China, Ren disse que os Estados Unidos são os verdadeiros promotores da militarização da região, observando que o lado norte-americano enviou navios e aeronaves militares à área para reconhecimento e exercícios militares.

Ren pediu ao lado dos EUA que respeite os esforços dos países da região para manter a paz e a estabilidade no Mar do Sul da China.

China tomará todas as medidas necessárias para retaliar se EUA insistirem em prejudicar interesses chineses, diz porta-voz

Beijing, 30 mai (Xinhua) -- A China exigiu nesta sexta-feira que os Estados Unidos parem de interferir nos assuntos de Hong Kong e nos assuntos internos da China, dizendo que tomará todas as medidas necessárias para contra-atacar se o lado norte-americano se obstinar em prejudicar os interesses do país.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores Zhao Lijian fez as observações em uma entrevista coletiva ao comentar as reportagens de que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que anunciará medidas contra a China por sua legislação de segurança nacional para Hong Kong.

Na quinta-feira, os legisladores chineses na terceira sessão da 13ª Assembleia Popular Nacional (APN), o mais alto órgão legislativo, votaram predominantemente pela aprovação da Decisão da APN de Estabelecer e Melhorar o Sistema Legal e os Mecanismos de Aplicação da Região Administrativa Especial de Hong Kong (RAEHK) para Salvaguardar a Segurança Nacional.

A decisão da APN é uma questão completamente interna da China, na qual nenhum país estrangeiro tem o direito de interferir, enfatizou Zhao. "Tomaremos medidas necessárias para combater resolutamente os atos errados de forças externas que interferem nos assuntos de Hong Kong.

Zhao apontou que Hong Kong é uma área importante para investimento e operação dos círculos comerciais dos EUA.

Ele observou que os Estados Unidos têm 85.000 cidadãos, mais de 1.300 empresas, quase 300 sedes regionais e mais de 400 escritórios regionais em Hong Kong. Quase todas as principais empresas financeiras norte-americanas operam em Hong Kong. O superávit comercial dos EUA com Hong Kong acumulou US$297 bilhões na última década, ocupando o primeiro lugar entre os parceiros comerciais globais dos EUA.

"Uma Hong Kong segura, estável e próspera é do interesse dos Estados Unidos", destacou Zhao.

"Saudamos todas as partes dos EUA a continuarem o desenvolvimento e alcançarem maior sucesso em Hong Kong."

Os Estados Unidos têm interesses importantes em Hong Kong, disse o porta-voz, pedindo que o lado norte-americano compreenda claramente a situação e pare de interferir nos assuntos de Hong Kong e nos assuntos internos da China.

"A China tomará todas as medidas necessárias para retaliar se o lado norte-americano se obstinar em prejudicar os interesses da China", declarou Zhao.

Chefe do Legislativo da China destaca resoluta oposição à "independência de Taiwan"

Beijing, 29 mai (Xinhua) -- O presidente do Comitê Permanente da Assembleia Popular Nacional, Li Zhanshu, sublinhou na sexta-feira o total reconhecimento da importância da Lei Anti-Secessão, e pediu pela forte oposição à "independência de Taiwan" e firme progresso rumo à reunificação da China.

Li, que também é membro do Comitê Permanente do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China (PCC), fez a declaração ao discursar em um simpósio no Grande Palácio do Povo para marcar o 15º aniversário da implementação da Lei Anti-Secessão.

Ele considerou a lei como uma importante parte dos sistemas e instituições destinados a defender "um país, dois sistemas" e promover a reunificação pacífica da China. Li explicou que a lei é uma regra importante que apoia os esforços para cumprir a responsabilidade política e a missão de se opor à "independência de Taiwan" e promover a reunificação.

Desde sua implementação há 15 anos, a Lei Anti-Secessão vem oferecendo uma sólida garantia legal para salvaguardar a paz e a estabilidade através do Estreito de Taiwan e promover os laços através do Estreito, acrescentou Li.

Por algum tempo, as forças separatistas que defendiam a "independência de Taiwan" julgaram mal a situação e continuaram com suas provocações, disse Li.

Eles ameaçaram severamente os interesses vitais dos compatriotas de ambos os lados do Estreito de Taiwan e os interesses fundamentais da nação chinesa, prejudicaram gravemente a paz e a estabilidade através do Estreito e desafiaram seriamente o limite para proteger a soberania e a integridade territorial da China, assinalou ele, enfatizando determinadas etapas para conter e combater esses atos.

"O fato histórico e jurídico de que Taiwan faz parte da China nunca pode ser mudado, não importa como eles e as forças estrangeiras conspirem e apresentem seu show", disse Li. "'A Independência de Taiwan' é um caminho que leva a lugar nenhum", acrescentou.

O chefe do Legislativo pediu às pessoas de ambos os lados que se unam em oposição à "independência de Taiwan" e busquem a reunificação da China.

Sempre preocupados com os interesses e o bem-estar dos compatriotas de Taiwan, o Partido Comunista da China e o Estado estão trabalhando para criar condições para os intercâmbios e a cooperação através do Estreito, continuou.

Rejeitando a interferência estrangeira, Li disse que resolver a questão de Taiwan e alcançar a reunificação nacional fazem parte dos assuntos internos da China.

"O conceito de 'reunificação pacífica e um país, dois sistemas' é a melhor abordagem para a realização da reunificação nacional", enfatizou Li, acrescentando que a adesão ao princípio de Uma Só China é a base para alcançar a reunificação pacífica da China.

"Estamos dispostos a criar um vasto espaço para a reunificação pacífica, mas definitivamente não deixaremos nenhum espaço para atividades separatistas em prol da 'independência de Taiwan' de qualquer forma", disse ele.

China se opõe firmemente à aprovação de projeto relacionado a Xinjiang pela Câmara dos EUA

Beijing, 30 mai (Xinhua) -- O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China Zhao Lijian expressou nesta sexta-feira a forte insatisfação e firme oposição do país à aprovação de um projeto de lei sobre assuntos relacionados a Xinjiang pela Câmara dos Deputados dos EUA.

A chamada "Lei de Política de Direitos Humanos Uigur de 2020" difama e critica a situação dos direitos humanos na Região Autônoma Uigur de Xinjiang e nas políticas chinesas em relação a Xinjiang, caluniando os esforços chineses no combate ao terrorismo e desradicalização, interferindo flagrantemente nos assuntos internos da China. A China lamenta e se opõe firmemente a isso, afirmou Zhao.

"Assuntos relacionados a Xinjiang não são sobre direitos humanos, etnia ou religião, mas sobre o combate à violência, terrorismo e separatismo", destacou o porta-voz.

Ele disse que uma série de medidas tomadas em Xinjiang pelo governo chinês foram endossadas por moradores de várias etnias locais e elogiadas pela comunidade internacional.

As acusações dos EUA sobre assuntos relacionados a Xinjiang vão inteiramente contra fatos objetivos e normas básicas que regem as relações internacionais, e revelam ainda mais os padrões duplos do país norte-americano no combate ao terrorismo e expõem suas intenções maliciosas de interferir nos assuntos internos da China, de acordo com o porta-voz.

Zhao disse que os assuntos de Xinjiang são puramente assuntos domésticos da China que não permitem interferência estrangeira. "Pedimos aos Estados Unidos que corrijam seus erros imediatamente, parem de usar assuntos relacionados a Xinjiang para interferir nos assuntos internos da China e não sigam o caminho errado".

"Ataques de políticos ocidentais à legislação de segurança nacional para Hong Kong expõe intenções maliciosas" (editorial da Xinhua)

Beijing, 29 mai (Xinhua) -- Enquanto o povo chinês está acolhendo bem a decisão adotada pela legislatura nacional da China na quinta-feira sobre a legislação de segurança nacional para a Região Administrativa Especial de Hong Kong (RAEHK), alguns políticos ocidentais estão espalhando rumores e fazendo ameaças.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, ameaçou mais uma vez a revogação do status especial de Hong Kong.

Enquanto isso, Chris Patten, conhecido por ser o "último governador britânico de Hong Kong", hipocritamente propagou velhos clichês pela "liberdade de Hong Kong" e instou o Reino Unido a "liderar o caminho e defender Hong Kong".

Será que ele ainda está fantasiando reviver a "glória" durante a Guerra do Ópio, depois da qual Hong Kong foi ocupada pelo Reino Unido?

Desde os distúrbios que se seguiram às emendas ao decreto, agora retiradas, em 2019 em Hong Kong, alguns políticos americanos e britânicos saíram dos bastidores, para proteger as forças e extremistas que incitam violência, vandalismo e caos em Hong Kong.

Não demonstrando nenhuma preocupação com a escalada das atividades violentas e terroristas em Hong Kong desde o ano passado, Pompeo e outros se estressaram quando perceberam que as autoridades centrais da China estão se esforçando para restaurar a ordem e estabilidade em Hong Kong, tapando as brechas no sistema legal para salvaguardar a segurança nacional.

Quão ridícula é a lógica deles!

A verdadeira razão para o ruído que fizeram é que as forças externas não poderão semear inescrupulosamente problemas e o caos na RAEHK novamente quando o sistema legal e os mecanismos de aplicação de segurança nacional forem implementados.

É óbvio que essas figuras anti-China nunca se importaram ou esperavam um futuro promissor para Hong Kong, e deveriam parar de insultar a sabedoria das pessoas com seus truques desgraciosos.

Fonte:
Xinhua (estatal chinesa)

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