Preços do etanol em SP avançam em maio diante de retomada gradual, diz Cepea

Publicado em 02/06/2020 00:11 74 exibições

SÃO PAULO (Reuters) - Os preços do etanol subiram no Estado de São Paulo em maio, apoiados por uma retomada gradual da economia do maior mercado consumidor do país, disse nesta segunda-feira o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Apesar disso, a alta do mês passado recupera apenas uma parcela das fortes perdas registradas em março e abril, quando as medidas de isolamento impostas para contenção da pandemia de coronavírus impactaram fortemente o consumo do biocombustível.

Segundo o indicador Cepea/Esalq, o preço médio do etanol hidratado nas usinas foi de 1,4352 real por litro em maio, alta de 5,75% em relação a abril, enquanto o valor médio do etanol anidro atingiu 1,5803 real/litro, leve alta de 0,4%.

O Cepea registra alta nas cotações do etanol hidratado desde 24 de abril. Para o anidro, a sequência é menor, com a última queda sendo registrada na semana terminada em 30 de abril.

"Mesmo em meio à pandemia do coronavírus, a boa vantagem do etanol hidratado nos postos paulistas favoreceu a demanda e fez com que distribuidoras tivessem necessidade de reposição dos estoques", disse a instituição da Esalq/USP, ainda citando os impactos da crise sanitária.

Além disso, o Cepea mencionou a postura firme dos vendedores durante o mês de maio, embora o centro-sul do país ainda esteja em início de temporada.

Em termos de volume, houve alta de 6,93% na captação de etanol hidratado em relação ao mês anterior. Na comparação anual, entretanto, há queda de 53,6%.

"No caso do etanol anidro, destaca-se o crescimento do número de negócios no mercado spot (à vista)", acrescentou o relatório.

Vendas de combustíveis no Brasil aprofundam queda em abril, aponta ANP

SÃO PAULO (Reuters) - As vendas de combustíveis no Brasil aprofundaram quedas em abril, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com pressão da pandemia de coronavírus sobre o consumo dos produtos.

Segundo a ANP, as vendas totais de combustíveis no país somaram 8,8 bilhões de litros em abril, mês em que as medidas de isolamento para contenção da Covid-19 se intensificaram.

A cifra representa queda de 23,3% na comparação com mesmo mês do ano passado e fez com que o acumulado de 2020 atingisse variação negativa de 6,5% em relação a 2019 --no acumulado do primeiro trimestre, a redução ano a ano era de 0,8%.

As vendas de diesel, combustível mais utilizado no país, somaram 3,97 bilhões de litros em abril, queda de quase 15% em relação a igual período do ano passado. No acumulado do ano, há um recuo de 2,1%, versus alta de 2,2% ao final de março.

Segundo pesquisa da NTC&Logística, abril foi o mês em que a demanda por transportes rodoviários de cargas no Brasil atingiu seu menor nível desde o início da pandemia, chegando a apresentar retração de quase 45% na reta final do mês, em comparação com os níveis pré-coronavírus.

Outro derivado de petróleo, a gasolina registrou em abril queda de 28,8% nas vendas em comparação com igual período do ano passado, a 2,27 bilhões de litros. No acumulado do ano, a variação negativa se aprofundou em cerca de 7 pontos percentuais, para -9,5%.

O etanol hidratado sofreu uma queda ainda mais expressiva em abril, de 33,3% no ano a ano, com vendas de 1,2 bilhão de litros. A variação do acumulado de 2020 atingiu baixa de 11,3% em relação a 2019, ante -3,7% no acumulado do primeiro trimestre.

"A comprovação da forte retração na demanda sentida pelas unidades produtoras evidencia a necessidade de soluções estruturadas para o enfrentamento da crise", disse em nota o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Antonio de Padua Rodrigues.

O cenário em abril só não foi negativo para o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o gás de cozinha, cujas vendas tiveram alta de 4,6% em abril, novamente em comparação anual, a 1,13 bilhão de litros. Na variação do acumulado em 2020, o GLP tem alta de 4,8% em relação a 2019.

Fonte:
Reuters

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