Sábado de protestos em Taipé, Zurique e Londres. Em Paris policia joga bombas

Publicado em 13/06/2020 13:57 207 exibições

 

Milhares vão às ruas de Paris em protesto antirracismo; polícia usa bombas de gás

PARIS (Reuters) - Milhares de manifestantes antirracismo reuniram-se no centro de Paris, neste sábado, para denunciar a violência da polícia, mantendo a onda de indignação que tomou o mundo após a morte do homem negro de 46 anos George Floyd nos Estados Unidos.

A polícia francesa usou bombas de gás para impedir que os manifestantes marchassem pelo centro de Paris.

A questão racial despertada pela morte de Floyd sob custódia da polícia ressoou na França, especialmente nos vulneráveis subúrbios da cidade, onde grupos de direitos humanos afirmam que acusações de tratamento violento da polícia francesa contra moradores, frequentemente com raízes imigrantes, permanecem amplamente sem serem endereçados.

Um cartaz carregado pela multidão na Praça da República dizia: “Espero que não seja morto por ser negro hoje”. Outro carregava uma mensagem para o governo: “Se você semear injustiça, colherá revolta”.

Assa Traoré, irmã de Adama Traoré, 24 anos, que morreu perto de Paris, em 2016, após a polícia detê-lo, discursou à multidão.

“A morte de George Floyd ecoa com força na morte do meu irmãozinho na França”, disse. “O que está acontecendo nos Estados Unidos acontece na França. Nossos irmãos estão morrendo”.

A família de Traoré afirma que ele foi asfixiado quando três policiais prenderam-no no chão com o peso dos seus corpos. As autoridades afirmam que a causa da morte não está clara.

O ministro do Interior, Christophe Castaner, disse anteriormente nesta semana que reconhece que há “suspeitas comprovadas de racismo” nas agências policiais da França.

Protestos também ocorreram em outros países neste sábado, incluindo em diversas cidades australianas, Taipé, Zurique e Londres.

Manifestantes antirracismo e ativistas de direita entram em confronto em Londres

LONDRES (Reuters) - Manifestantes antirracismo reuniram-se novamente em diversas cidades do Reino Unido para protestar nesta sábado, e houve registros de brigas em Londres quando ativistas de direita apareceram para proteger monumentos que viraram alvos dos protestos raciais pelos laços com a história colonial do país.

Estátuas de figuras históricas, incluindo Winston Churchill --líder britânico na Segunda Guerra Mundial que os manifestantes chamam de xenófobo-- foram protegidas para tentar minimizar os tumultos.

Na Trafalgar Square, a polícia separou dois grupos de aproximadamente 100 pessoas cada, um cantando “Black Lives Matter” e o outro ofensas racistas. Alguns grupos empurraram, jogara garrafas e latas e dispararam fogos de artifício, enquanto a polícia, com cachorro e cavalos, alinhava-se.

Manifestações têm ocorrido ao redor do mundo depois da morte de George Floyd em Mineápolis, um homem negro de 46 anos, após um policial branco ajoelhar-se em seu pescoço durante quase nove minutos.

No Reino Unido, o debate está forte em relação a monumentos de pessoas envolvidas no passado imperialista do país, especialmente depois que a estátua do comerciante de escravos Edward Colston foi derrubada e atirada do porto de Bristol, no fim de semana passado.

A polícia afirmou, neste sábado, que algumas pessoas estavam levando armas aos protestos de Londres. Eles impuseram restrições de rotas aos dois grupos e disseram que as manifestações precisavam terminar até as 17h (horário local).

Fonte:
Reuters

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