Dados recentes apontam melhorias da atividade, mas o horizonte é incidente, a direção do BC

Os indicadores de maio e junho apontam uma melhora na atividade e confiança no país, mas o horizonte ainda é extremamente incerteza, disse nesta sexta-feira a diretora de Assuntos Internacionais e Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central, Fernanda Nechio.
No webinar da Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil, Nechio afirmou que o primeiro choque de saúde ainda não se esgotou, ou que pode gerar reversões nos processos de abertura da economia.
"A gente vai ver uma melhora da economia, a gente já está vendo essa melhoria dos indicadores, mas como isso vai acontecer daqui para frente acho que tem uma incerteza bastante grande", disse.
"É natural que, quando relacionado à economia, você tiver um 'rebote' bastante expressivo. A dúvida fica sobre a recuperação decorrente do quão monotônica ela será o longo tempo, uma pessoa que não sabe exatamente se o V vai continuar por completo ou se tornar um período mais longo. "
A diretora reiterou ainda os riscos apontados pelo Comitê de Política Monetária (Copom) para uma trajetória de inflação. Do lado baixista, há um nível alto de ociosidade e possibilidade de prolongamento da pandemia, com aumento de incertezas e economia de precaução.
Como riscos que podem elevar a inflação no horizonte relevante para a política monetária, ela citou políticas que pioram a trajetória fiscal de forma prolongada, frustrações com reformas e efeitos de programas de estímulo.
0 comentário
Dólar fecha no maior valor do ano e acumula alta de 9,15% na semana pós-eleição
Ibovespa tem pior semana desde a pandemia com ajustes pós-eleição
Taxas dos DIs encerram semana com altas acumuladas de mais de 250 pontos-base após vitória de Lula
Debate sobre ajuste fiscal esbarra em resistências de aliados de Lula na largada
Ações europeias recuam por preocupações com IA ao fim de melhor mês desde junho
Ibovespa recua com exterior reforçando ajuste negativo pós-eleição