Bolsonaro sobrevoa Sta. Catarina e promete ajuda a áreas atingidas por ciclone

Publicado em 04/07/2020 18:01 113 exibições

(Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro disse que o governo federal vai se colocar à disposição de prefeitos e do governador de Santa Catarina para ajudar na recuperação de áreas atingidas por um ciclone bomba que deixou pelo menos dez mortos no sul do país nesta semana e acrescentou que o governo tem "dificuldades" porque passou a trabalhar de forma diferente de anteriores.

Bolsonaro sobrevoou áreas do Estado catarinense neste sábado e em seguida deu entrevista a um TV local. Ao comentar sobre danos causados pelo ciclone, o presidente disse que o governo está trabalhando "mais agora, de forma mais integrada".

Bolsonaro falou ainda sobre a pandemia e voltou a defender o uso da hidroxicloroquina como tratamento ao Covid-19, a doença causada pelo coronavírus, dizendo que cada vez mais no Brasil e no mundo o uso "precoce" do medicamento tem surtido efeito.

"Então nós apelamos àqueles que ainda resistem, né, no tocante a esse protocolo, e como é protocolo é algo oficial, que realmente entendam que o único, a única prevenção no momento, o único tratamento que temos é a hidroxicloroquina enquanto não chega a vacina", disse, adicionando que o Brasil se aliou "muito bem" à Inglaterra e a outros países na busca pela vacina.

"Então o governo federal continua trabalhando incessantemente para minorar o sofrimento, não só físico, né, evitando mortes e também evitando que o desemprego assole o nosso país."

Na sexta-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o novo teste para potencial vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac.

O Brasil é segundo país no mundo com mais casos oficiais de Covid-19, atrás apenas dos EUA. Na véspera, o Ministério da Saúde divulgou 42.223 novas infecções diárias pelo novo coronavírus, o que elevou o total a 1.539.081. A pasta relatou ainda 1.290 novas mortes pelo vírus, com o total indo a 63.174.

"DIFICULDADES"

Comentando sobre o setor de turismo, um dos mais afetados pela crise atual, Bolsonaro disse que "enquanto essa pandemia não for dissipada, não temos boas notícias para o turismo". "Mas tão logo nós fiquemos livres dela, pode ter certeza que esse trabalho (no turismo), que continua no momento, chegará mais forte para que o Brasil mostre ao mundo o seu potencial, que é enorme nessa área."

Segundo Bolsonaro, o governo respeita a liberdade de expressão, chamada por ele de "um dos pilares da democracia", a Constituição "acima de tudo" e também os Poderes.

"Agora, temos dificuldades, sim, porque o governo passou a trabalhar de forma diferente de anteriores", afirmou, sem detalhar.

"Nós temos um grupo de 23 ministros, todos técnicos, que trabalham realmente com o coração para que o Brasil ocupe o lugar de destaque que ele merece, tendo em vista o seu grande potencial que existe."

Anvisa autoriza teste para vacina contra coronavírus desenvolvida pela chinesa Sinovac

SÃO PAULO (Reuters) - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o novo teste para potencial vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac, conforme nota divulgada no site da agência na noite de sexta-feira.

O pedido foi realizado pelo Instituto Butantan, vinculado ao governo do Estado de São Paulo e que liderará os testes com a potencial vacina no Brasil. O acordo do Butantan com a Sinovac prevê transferência de tecnologia para produção da candidata a vacina pelo instituto paulista caso os estudos mostrarem que ela é eficaz contra o coronavírus.

A ideia é testar 9 mil pessoas nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná, além do Distrito Federal.

Mais cedo na sexta, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), havia afirmado que não existia nenhuma razão para a Anvisa não conceder autorização para testes da potencial vacina e que aguardava aprovação a qualquer momento.

Além do agora autorizado teste com a vacina da Sinovac, já está sendo testada no Brasil uma potencial vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca. Esse estudo está sendo liderado no Brasil pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e o Ministério da Saúde já anunciou acordo para produzi-la localmente, caso se mostre eficaz.

Segundo país mais afetado no mundo, atrás apenas dos EUA, o Brasil registrou na sexta-feira 42.223 novas infecções pelo novo coronavírus, o que elevou o total a 1.539.081, informou o Ministério da Saúde na sexta. A pasta relatou ainda 1.290 novas mortes diárias pelo vírus, com o total indo a 63.174.

Trump aprova extensão de 5 semanas de programa para pequenas empresas afetadas por pandemia

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou neste sábado a prorrogação para 8 de agosto do prazo para pequenas empresas solicitarem empréstimos de socorro sob um programa de ajuda federal para auxiliar companhias afetadas pela pandemia do Covid-19, informou a Casa Branca.

A extensão do Programa de Proteção da Folha de Pagamento (PPP, na sigla em inglês) --lançado em abril para manter os norte-americanos empregados e sem precisarem receber auxílio-desemprego-- concede aos proprietários de empresas mais cinco semanas para solicitarem assistência financeira.

Estima-se que 130 bilhões de dólares dos 659 bilhões de dólares autorizados pelo Congresso ainda estejam disponíveis. Críticos temem que o escritório do Administrador de Pequenas Empresas dos EUA, que administra o empréstimo, possa continuar enfrentando desafios na distribuição justa dos fundos.

Desde o início, o programa tem enfrentado dificuldades decorrentes de problemas de tecnologia e papelada que levaram algumas empresas a perder prazos, enquanto algumas companhias abastadas obtiveram os recursos.

Bolsonaro almoça com embaixador para comemorar independência dos EUA

O presidente Jair Bolsonaro repetiu o gesto feito no ano anterior e participa, neste sábado, 4, de uma comemoração pelo aniversário da independência dos Estados Unidos.

Bolsonaro foi recebido pelo embaixador americano no Brasil, Todd Chapman, na residência do diplomata, no Lago Sul, em Brasília. O chefe do Planalto estava acompanhado de outros ministros palacianos.

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, alvo de pressão no Palácio do Planalto para sua substituição, conforme o Estadão/Broadcast Político revelou, também confirmou presença no almoço.

No ano passado, Bolsonaro participou de um coquetel na sede da embaixada dos EUA para comemorar o aniversário da independência americana. Desta vez, porém, em meio à pandemia de covid-19, o evento é mais restrito.

A ida de presidente brasileiro à comemoração do feriado americano era incomum até Bolsonaro assumir o Executivo. Em 2019, ele chegou a se comparar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no evento, e convidou o norte-americano para uma visita ao Brasil, o que não ocorreu desde então.

O almoço deverá durar uma hora, com discursos do embaixador e do presidente. O compromisso ocorre após Bolsonaro ter sobrevoado, pela manhã, cidades atingidas pelo ciclone bomba em Santa Catarina.

Fonte:
Reuters

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