Trump diz que Covid-19 está sendo controlada nos EUA; e defende bandeira confederada

Publicado em 19/07/2020 18:38 152 exibições

(Reuters) - O Estado norte-americano da Flórida informou mais de 12 mil novos casos de Covid-19 neste domingo, o quinto dia seguido com mais de 10 mil novas infecções, mesmo após promessas do presidente, Donald Trump, de que o vírus estava começando a ficar sob controle.

A pandemia já causou a morte de mais de 140 mil pessoas no país. Neste momento, a Flórida, a Califórnia, o Texas e outros Estados do sul e oeste estão batendo recordes diariamente.

Apesar do recorde de novos casos nacionalmente, a administração Trump está pressionando pela reabertura de escolas em algumas semanas e combatendo uma norma federal para o uso de máscaras em público.

Trump defendeu sua gestão na crise do coronavírus em uma entrevista neste domingo, dizendo que há apenas focos do vírus ocorrendo ao redor do país.

"Temos brasas e temos chamas. A Flórida está como uma chama, mas... mas que será controlada", afirmou.

O presidente norte-americano repetiu à emissora Fox News seu mantra de que o vírus vai sumir em algum momento.

"Eu estarei certo, eventualmente. Ele vai desaparecer e eu estarei certo", disse.

Especialistas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças alertaram que os casos e mortes podem aumentar no outono e inverno no país, que correspondem à primavera e verão no Brasil.

Quase todos os 20 modelos preditivos usados pelo CDC projetam aumento de mortes nas próximas semanas.

Em todo os EUA, cada métrica usada para medir a pandemia está indo na pior direção: a de aumento de casos, mortes, internações e taxas de testes positivos.

Pelo menos 14 Estados informaram ter recordes de internação por coronavírus em julho, incluindo Alabama, Arizona, Geórgia, Flórida, Carolina do Norte, Nevada e Texas.

Trump diz que bandeira confederada é símbolo de orgulho para o Sul dos EUA

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou-se a dizer neste domingo que a bandeira dos estados confederados era um símbolo ofensivo. Durante uma entrevista, ele afirmou que ela era motivo de orgulho para aqueles que amam o Sul do país.

O presidente foi perguntado, em programa da emissora Fox News, se a bandeira, considerada por muitos norte-americanos como um símbolo da escravidão e da opressão, era ofensivo.

"Depende sobre quem você está falando e quando está falando. Quando as pessoas ostentam orgulhosamente a bandeira confederada, não estão falando sobre racismo. Eles amam aquela bandeira, representa o Sul. Elas gostam do Sul. Eu acho que isso é liberdade de muitas formas, mas como liberdade de expressão", afirmou.

No passado, Trump já demonstrou aparente simpatia à bandeira e aos símbolos da Confederação da Guerra Civil Americana, ocorrida entre 1861 e 1865. Em 2017, ele criticou a retirada de monumentos da Confederação, culpando “ambos os lados” em Charlottesville, Virgínia, após protestos contra a remoção da estátua de Robert E. Lee, um general confederado.

Neste mês, ele criticou o banimento da bandeira confederada das corridas da NASCAR. Ele prometeu vetar, em desacordo com muitos republicanos do Congresso, uma emenda do National Defense Authorization Act que retira o nome de generais confederados de bases militares em até um ano.

"Vencemos duas Guerras Mundiais com essas bases militares. Não vou mudar. Não vou mudar", disse ele em uma entrevista que foi gravada na sexta-feira.

Twitter desativa tuíte de Trump por queixa sobre direitos autorais

WASHINGTON (Reuters) - O Twitter Inc desativou um vídeo relacionado à campanha do presidente Donald Trump, retuitado por ele no sábado, alegando uma queixa de direitos autorais.

O vídeo, que incluía músicas do grupo Linkin Park, desapareceu do Twitter do presidente no final do sábadocom o texto: "Esta mensagem foi desativada em resposta aum relato do proprietário dos direitos autorais".

O Twitter retirou o vídeo, que Trump retuitou do diretor de Mídias Sociais da Casa Branca, Dan Scavino, após receber aviso da Machine Shop Entertainment, publicado no Lumen Database, que coleta solicitações de eliminação de materiais online.

Machine Shop é uma empresa de propriedade da banda de rockLinkin Park, de acordo com sua página no LinkedIn.

A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido.de comentários.

O Twitter começou a desafiar os tuítes de Trump em maio e tem colidido repetidamente com ele desde então.

Empresas dos EUA perdem esperança de retomada rápida e reavaliam planos

Por Dow Jones Newswires

Grandes empresas dos EUA estão chegando à conclusão de que as iniciativas tomadas em março e abril não foram o suficiente, e que a ressurgência de casos de Covid-19 no país resulta em mudança de estratégia, após a expectativa de que a recuperação econômica pudesse ser rápida. Executivos que antes lidavam com a disrupção em termos de meses agora estão pensando em anos. Assim, afastamentos temporários de funcionários estão se transformando em permanentes, enquanto as empresas reavaliam o cerne de suas operações e reduzem a produção em horizonte indefinido.

A Delta Airlines e a United Airlines reconsideraram os planos de elevar a disponibilidade de voos no verão (do hemisfério norte), na medida em que não se espera mais que a demanda retorne logo aos níveis anteriores aos da pandemia. A Delta informou que cortará pela metade, a 500, o número de voos extras que costuma acrescentar em agosto e que a capacidade no trimestre até setembro será, na melhor das hipóteses, 25% do observado no mesmo período do ano passado.

"Há uma estagnação da demanda no ponto atual", disse o executivo-chefe da Delta, Ed Bastian, em entrevista a The Wall Street Journal.

Por sua vez, a American Airlines informou que 25 mil trabalhadores correm o risco de perder o emprego quando a ajuda federal chegar ao fim, em 1º de outubro. A United disse estar examinando a possibilidade de cortar 36 mil empregos, o equivalente a quase metade de sua força de trabalho nos EUA - ambas as companhias aéreas consideram que levará anos para que a demanda se reaproxime de níveis considerados normais.

A rede de restaurantes Chipotle Mexican Grill está se adaptando a pedidos para viagem, ainda que tenha acrescentado funcionários A Vox Media, do ramo de publicações impressas e de informações pela web, informou que pode afastar 6% de sua força de trabalho, ante prolongada seca no lucrativo ramo de eventos.

Na sexta-feira, o executivo-chefe da rede de lanches Pret a Manger, Pano Christou, reportou queda de 87% nas vendas nos EUA e anunciou planos para fechar cerca de 20 lojas.

"Não podemos desafiar a gravidade e continuar com o plano de negócios que tínhamos antes da pandemia", disse o executivo.

"O jogo será diferente", diz Bill George, ex-CEO da companhia de equipamentos médicos Medtronic e pesquisador-sênior na Harvard Business School. Segundo ele, muitas companhias precisarão explorar estratégicas consideradas impensáveis no passado, de redes de hospitais embarcando em uma guinada de longo prazo em direção à telemedicina a fabricantes de utensílios domésticos tendo de elaborar uma forma de vender seus produtos levando em conta que muitas lojas não irão reabrir.

Há alguns sinais de que os gastos em consumo estão em recuperação, mas parte dos economistas aponta que os dados obscurecem uma nova realidade, de consumidores cada vez mais temerosos quanto ao impacto econômico de uma nova onda de Covid-19 na maior parte dos EUA.

"O risco de uma recaída da demanda está crescendo", diz Gregory Daco, economista da consultoria Oxford Economics, que aponta que, em base semanal, houve desaceleração do consumo em 14 estados americanos e declínio em 15, com aumento confirmado das contaminações pelo novo coronavírus em 39 estados que, juntos, respondem por 90% da economia dos EUA.

 

Fonte:
Reuters/Estadão Conteúdo

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