RJ vai desmontar 3 hospitais de campanha que sequer abriram as portas na pandemia
RIO DE JANEIRO (Reuters) - Três hospitais de campanha voltados a tratar pacientes com Covid-19 no Rio de Janeiro que sequer foram efetivamente abertos ao público devem ser desmontados nos próximos dias, afirmou o secretário de Saúde do Estado, Alex Bousquet, nesta segunda-feira.
As três unidades foram anunciadas como parte de uma promessa do governo fluminense de ampliar a oferta de leitos hospitalares durante a pandemia, mas não chegaram a entrar em operação em meio a atrasos e investigações sobre irregularidades.
"Há uma forte tendência de, nos próximos dias, anunciarmos o fechamento dessas unidades. O planejamento já previa o início, meio e fim da necessidade dessas unidades de apoio”, afirmou o secretário estadual a jornalistas.
“Acompanhamos as curvas de controle diário e entendemos que a epidemia está estabilizada ou em queda. Caso haja uma segunda onda de contaminação, as redes municipais e estaduais estão preparadas. Também poderemos fazer convênios com a rede particular”, acrescentou.
O governo do Rio havia prometido erguer sete hospitais de campanha durante a pandemia, ao custo de 770 milhões de reais, mas apenas dois foram abertos ao público. Enquanto isso, o governador Wilson Witzel virou alvo de uma investigação sobre corrupção em contratos de saúde durante a pandemia e um ex-secretário de Saúde do Estado foi preso.
Witzel, que nega ter cometido irregularidades, também virou alvo de um processo de impeachment na Assembleia Legislativa do Estado.
O Rio de Janeiro é o terceiro Estado com maior número casos de Covid-19 no país, com mais de 156 mil infecções, e aparece em segundo no número de óbitos, com 12.835. São Paulo é Estado mais atingido pela Covid-19 no país.
- Construção de hospital de campanha no Rio de Janeiro durante pandemia de coronavírus 02/04/2020
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Governo de SP muda critério de ocupação de UTI em plano de reabertura; Capital entra na fase "amarela"

O governador paulista João Doria (PSDB) anunciou nesta segunda-feira, 27, mudanças no programa de reabertura econômica e flexibilização da quarentena, chamado Plano São Paulo. A principal alteração permite que regiões com taxa de ocupação abaixo dos 75% nos leitos de UTI para covid-19 entrem na fase 4 verde, enquanto o índice previsto anteriormente era de menos de 60%.
A alteração facilita que os municípios façam o remanejamento dos leitos exclusivos de covid-19 para outros pacientes sem mudarem de fase no plano.
A mudança é especialmente defendida pela Prefeitura de São Paulo, que pretende utilizar parte desses leitos para retomar a realização de cirurgias eletivas.
Estes fatores são indicadores utilizados mundialmente e o centro insistiu muito de ter essa trava, além das 4 semanas", destacou a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen.
-- "Esses leitos continuam disponíveis para covid. Os leitos não podem ficar parados se tem gente precisando."
O Plano São Paulo dividiu o Estado em 22 regiões e sub-regiões, reunindo grupos de municípios sujeitos às mesmas regras. As fases de restrições e flexibilizações do funcionamento de serviços, comércios e atividades variadas são divididas em 1 (vermelha), a mais grave, 2 (laranja), 3 (amarela), 4 (verde) e 5 (azul).
A fase amarela, em que está a cidade de São Paulo, permite o funcionamento de bares, restaurantes e salões de beleza em horário parcial, além de ampliar a taxa de ocupação de espaços liberados pela fase laranja, como shoppings centers.
"Na cidade de São Paulo, temos 333 mil pessoas que estão sendo monitoradas - 207 mil casos já confirmados, 225 mil altas e chegamos a 9.278 óbitos na cidade. Estamos com uma taxa de ocupação dos leitos de UTI administrados pela prefeitura de 55%. Estamos com 66,2% de ocupação de todos os leitos de UTI aqui somados, não apenas os dos municípios, mas os do governo do Estado e os privados", disse o prefeito Bruno Covas (PSDB).
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Brasil registra 614 novas mortes por Covid-19 e atinge total de 87.618 óbitos
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SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil registrou nesta segunda-feira 23.284 novos casos de coronavírus, o que eleva a contagem total de infecções no país a 2.442.375, e mais 614 mortes em decorrência da Covid-19, atingindo um total de 87.618, informou o Ministério da Saúde.
Os números diários da pandemia no Brasil costumam recuar às segundas-feiras, em função do atraso para o processamento de testes durante os finais de semana.
Na semana passada, depois de uma segunda-feira com 20.257 novos casos, o Brasil registrou o recorde diário de 67.860 infecções na quarta-feira e passou dos 50 mil novos casos por dia nos três dias seguintes.
Dessa forma, o país verificou na última semana seu maior número de casos semanais desde o início da pandemia, com 319.653 infecções. Além disso, a semana epidemiológica encerrada no domingo teve o maior número de óbitos, 7.677, uma média de 1.096 por dia.
O Ministério da Saúde tem indicado o avanço recente da doença nos Estados do Sul como a principal razão para o aumento no número de casos. As autoridades da pasta também afirmam que a chegada do inverno contribui para a alta contagem.
O Brasil é o segundo país do mundo com maior número de casos e óbitos por coronavírus, atrás apenas dos Estados Unidos.
São Paulo é o Estado mais afetado pela Covid-19 no Brasil, com 487.654 casos e 21.676 óbitos, mas o governo estadual disse ter verificado na semana de 19 a 25 de julho uma queda de 4% no número de óbitos em relação à semana anterior.
O governo paulista anunciou nesta segunda-feira uma alteração nos critérios para que as regiões do Estado passem da fase amarela para a verde no plano de retomada econômica. Agora, o percentual de ocupação de leitos de UTI nas regiões poderá variar de 70% a 75% para que a mudança de categoria ocorra -- antes, a alteração só poderia acontecer com menos de 60% dos leitos ocupados.
Na sequência da lista por Estados divulgada pelo Ministério da Saúde aparecem Ceará e Rio de Janeiro, que dividem o segundo lugar. O Estado nordestino possui maior número de casos (162.429 infecções, 7.509 óbitos), mas o Rio conta com contagem mais elevada de mortes (157.834 casos, 12.876 óbitos).
Bahia, Pará, Maranhão e Minas Gerais completam o grupo de sete Estados brasileiros com mais de 100 mil casos confirmados de Covid-19.
O Brasil tem ainda 1.667.667 pacientes recuperados da doença, além de 687.090 em acompanhamento, segundo o Ministério da Saúde.
A taxa de mortalidade da doença no país é de 3,6%.
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