Países com vacina obrigatória para tuberculose têm menos mortes por covid-19

Publicado em 01/08/2020 09:41 e atualizado em 01/08/2020 18:11 328 exibições

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A revista Science Advances publicou um estudo nesta sexta-feira, 31, que mostra que países com vacina obrigatória para o bacilo Calmette-Guérin (BCG), que protege contra tuberculose, exibiram, em sua maioria, taxas mais baixas de infecção e morte por covid-19 durante o primeiro mês da pandemia em seus territórios. A pesquisa analisou a taxa diária de casos do novo coronavírus em 135 países e de óbitos em 134 ao longo dos primeiros 30 dias da pandemia em cada nação.

O levantamento foi desenvolvido por cientistas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. O estudo testou se a taxa de crescimento seria significativamente mais lenta nos países que continuaram a exigir a vacinação contra BCG pelo menos até o ano de 2000, em comparação com os países que atualmente não a exigem

Pesquisas sugerem que o BCG tem efeitos benéficos na imunidade contra uma variedade de infecções relacionadas ao pulmão que vão além da tuberculose, o que o torna o BCG um candidato para prevenção contra a covid-19.

De acordo com a pesquisa, se a vacina fosse implementada nos Estados Unidos, onde a imunização não é obrigatória, cerca de 460 pessoas teriam morrido por covid-19 no dia 29 de março de 2020 - o que equivale a apenas 19% do total de óbitos constatados naquela data (2.467).

Os pesquisadores consideraram a disponibilidade de testes para coronavírus, média de idade dos pacientes, densidade populacional e sua taxa de migração - um critério que forneceria detalhes sobre a disseminação da doença -, que poderiam interferir na quantidade de mortes pela doença. Os pesquisadores, porém, ressaltam que são necessários mais estudos para comprovar os resultados positivos da vacina BCG no combate à covid-19.

Entre os países que adotaram políticas universais de vacinação obrigatória ao BCG para combater a tuberculose, estão: China, Irlanda, Finlândia e França. Alguns outros países encerraram as políticas porque a tuberculose deixou de ser uma ameaça, entre eles, Austrália, Espanha, Equador. Outros países nunca exigiram a vacinação contra BCG, são eles EUA, Itália e Líbano.

A imunização, nos países onde ela foi adotada, é normalmente administrada no nascimento ou durante a infância para a prevenção contra a tuberculose.

Banho de mar volta a ser permitido no Rio de Janeiro

A partir deste sábado, 1.º, o banho de mar, proibido no município do Rio de Janeiro desde março em função da pandemia de covid-19, volta a ser autorizado. Mas a permanência dos banhistas na areia segue proibida. A regra foi anunciada pelo prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) e faz parte da fase 5 de flexibilização das regras de isolamento social em função da pandemia.

Também foi confirmada a liberação para que escolas particulares reabram, de forma voluntária, e os bares, restaurantes e lanchonetes, que até então tinham que fechar às 23h, estão autorizados a funcionar até a 1h.

Os shoppings centers retomam o horário de funcionamento habitual, das 10h às 22h, e as lojas de rua podem abrir às 9h aos sábados e domingos, com horário de fechamento liberado. De segunda a sexta-feira, a abertura continua autorizada só a partir das 11h, com horário de fechamento livre. Também foi permitido o retorno das atividades de massagem, maquiagem e sauna.

"A curva de óbitos caiu. Temos a esperança de não ter uma segunda onda da doença no Rio. À medida que olhamos os indicadores, nossa convicção e fé é de que não teremos uma segunda onda", afirmou Crivella.

40,5 milhões não têm trabalho em consequencia da Covid, diz IBGE

Em meio à crise causada pela covid-19, o mercado de trabalho voltou a cortar vagas na segunda semana de julho, pela terceira vez seguida, enquanto o contingente de brasileiros sem emprego chegou a 40,5 milhões, na soma dos desempregados com as pessoas que estão fora da força de trabalho, mas gostariam de trabalhar. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Covid (Pnad Covid), divulgada na sexta-feira, 31, pelo IBGE, a redução da população ocupada sinaliza para o fechamento de 2,813 milhões de postos, formais e informais, desde a primeira semana de maio, quando começou a nova pesquisa.

Na semana de 5 a 11 julho, eram 12,234 milhões de desempregados, levando a taxa de desemprego a 13,1%, ante 10,5% na primeira semana de maio. De lá para cá, são 2,417 milhões de desempregados a mais - o número é inferior ao de vagas cortadas porque parte dos trabalhadores que perdeu o emprego pode ter desistido de procurar uma ocupação, saindo da força de trabalho

Na segunda semana de julho, eram 28,265 milhões fora da força de trabalho, mas que gostariam de trabalhar, 1,212 milhão a mais do que na primeira semana de maio. Na soma dessa massa com o total de desempregados, se chega ao total de 40,5 milhões de trabalhadores sem empregos no País.

Na semana de 21 a 27 de junho, a Pnad Covid apontou o primeiro corte significativo de vagas, de 1,4 milhão de postos ante uma semana antes, após sete semanas de estabilidade. Da primeira semana de maio até meados de junho, a estabilidade no total de ocupados (em torno de 84 milhões) apontava para uma freada nas perdas de empregos formais e informais, mas os dados divulgados ontem confirmaram o movimento de piora.

Os cortes vistos na terceira semana de junho se repetiram na semana de 28 de junho a 4 julho (menos 752 mil postos) e na semana de 5 a 11 de julho (663 mil a menos). Quase a totalidade dos 2,8 milhões de postos de trabalho cortados na comparação com o início de maio foi perdida entre meados de junho e a segunda semana de julho, mostram os dados do IBGE.

"Os sinais de que o mercado de trabalho poderia estar começando a se recuperar, observados em semanas anteriores, não se confirmaram nas últimas duas semanas", diz um relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado no fim da tarde de sexta.

Adequação

s novas rodadas de demissões podem estar associadas à adequação das empresas a um cenário de demanda menor após o início da retomada das atividades, com a flexibilização das medidas de distanciamento social. Anteontem, o IBGE mostrou que, da primeira para a segunda quinzena de junho, 411 mil empresas reduziram o número de empregados.

Rodolpho Tobler, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), cita o exemplo de bares e restaurantes que, num primeiro momento, demitiram parte dos funcionários e passaram a funcionar só com entregas. Autorizados a reabrir, perceberam que o fraco movimento exigia número ainda menor de empregados.

"Algumas empresas estão voltando e podem estar percebendo que não dá para manter o negócio como era antes", afirmou Tobler.

Parte dos demitidos pode estar no grupo dos afastados por causa da pandemia, em empresas que adotaram medidas emergenciais autorizadas pelo governo, como suspensão do contrato e redução da jornada. Na semana de 5 a 11 de julho, 7 milhões estavam nessa situação. No início de maio, eram 16,589 milhões. Enquanto o total de ocupados oscilava em torno da estabilidade, semana após semana, a queda nesse grupo sinalizava apenas para a reabertura das atividades, mas a ocupação passou a cair.

O corte de vagas está atingindo principalmente os trabalhadores informais, seja pela dispensa dos que trabalham sem carteira assinada seja pela desistência por parte dos que trabalham por conta própria. Dos 2,8 milhões que perderam o emprego entre o início de maio e a segunda semana de julho, 2,381 milhões estão em ocupações consideradas informais pelo IBGE. Essa redução é atípica, pois, na maioria das crises, cresce o contingente de informais, já que, no Brasil, os "bicos" são uma alternativa ao desemprego.

"Talvez esteja mais difícil para o trabalhador dispensado conseguir arrumar outra coisa de forma informal", afirmou a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Maria Lúcia Vieira.

Economistas já vinham alertando que, em vez de explodir de uma vez, o total de desempregados crescerá aos poucos. O IBGE, conforme padrões internacionais, só considera desempregado quem está sem uma vaga e tomou alguma atitude para conseguir trabalho

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Brasil registra mais 1.212 mortes por Covid-19 e total atinge 92.475

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil registrou nesta sexta-feira 1.212 novos óbitos em decorrência da Covid-19, o que eleva o total de mortes no país devido à doença respiratória causada pelo coronavírus a 92.475, informou o Ministério da Saúde.

Além disso, também foram notificadas mais 52.383 infecções pelo vírus no país, que atingiu a contagem total de 2.662.485 casos, de acordo com o ministério.

Essa é a segunda sexta-feira consecutiva em que o país verifica mais de 50 mil novos casos da doença, além de terceiro dia seguido em que a marca é superada. Nesta semana, o Brasil registrou um recorde de cerca de 69 mil infecções na quarta-feira, quando testes atrasados da véspera foram computados.

A contagem diária de óbitos, por sua vez, segue próxima das médias vistas nas últimas semanas epidemiológicas, quando as mortes giraram em torno de 1.100 por dia.

O Ministério da Saúde afirma com frequência que, apesar da disparada recente no número de casos, há uma estabilização na contagem de óbitos, vista em um platô elevado.

O grande aumento no número de casos, especialmente a partir da semana passada, tem sido justificado pela pasta como resultado de um avanço da doença pelo centro-sul do país, aliado às questões sazonais representadas pela chegada do inverno.

O Brasil é o segundo país do mundo mais afetado pela Covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos.

Em termos estaduais, São Paulo é o Estado mais atingido pela doença, com 542.304 casos e 22.997 óbitos.

Depois de registrar recordes de 26,5 mil infecções e 713 mortes na quarta-feira, quando foi impacto por um atraso na notificação de testes, o Estado computou 13.298 casos e 287 mortes nesta sexta, números levemente inferiores aos vistos no dia anterior.

O governo paulista estimava que o Estado chegaria ao final de julho com entre 510 mil e 600 mil casos, enquanto o número total de mortes no fim do mês era projetado entre 21 mil e 26 mil.

Na sequência da lista por Estados aparece o Ceará, que possui 173.882 casos e 7.668 mortes. A Bahia assumiu nesta sexta o terceiro lugar, com 166.154 infecções e 3.463 óbitos, superando pela primeira vez o Rio de Janeiro no número de casos confirmados.

No entanto, o Rio -- que possui 165.495 casos -- registrou mais mortes que ambos os Estados nordestinos até o momento, atingindo nesta sexta a marca de 13.477 óbitos em decorrência da Covid-19.

Pará, Minas Gerais, Maranhão, Distrito Federal e Amazonas são os demais Estados brasileiros com mais de 100 mil casos confirmados da doença.

O Brasil possui 1.844.051 pessoas recuperadas da doença, além de 725.959 pacientes em acompanhamento, segundo o Ministério da Saúde.

A taxa de letalidade da doença no país é de 3,5%.

 

 

 

Fonte:
Estadão Conteúdo

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