China impõe sanções a parlamentares republicanos dos EUA por Hong Kong

PEQUIM (Reuters) - A China aplicou nesta segunda-feira sanções a 11 cidadãos dos Estados Unidos, incluindo parlamentares do Partido Republicano do presidente Donald Trump, em resposta à imposição de sanções por Washington a autoridades chinesas e de Hong Kong acusadas de restringir as liberdades políticas na ex-colônia britânica.
Os alvos foram seis legisladores republicanos - senadores Ted Cruz, Marco Rubio, Tom Cotton, Josh Hawley e Pat Toomey e o deputado Chris Smith – além de indivíduos de grupos sem fins lucrativos e de direitos humanos.
"Em resposta a esse comportamento errado dos EUA, a China decidiu impor sanções a indivíduos que se comportaram de forma grave em questões relacionadas a Hong Kong", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês Zhao Lijian em uma coletiva de imprensa na segunda-feira.
Ele não especificou as implicações das sanções.
A relação entre os dois países se deteriorou drasticamente nos últimos meses devido a questões que vão desde comércio até Hong Kong e o modo como a China reagiu ao novo coronavírus.
Trump fez do discurso duro contra a China, uma marca de sua campanha pela reeleição.
As sanções chinesas ocorrem após medidas retaliatórias recentes entre China e EUA sobre acusações de abusos de direitos e interferência.
Na sexta-feira, os Estados Unidos impuseram sanções contra a líder do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, e os atuais e antigos chefes de polícia da cidade.
Os parlamentares dos EUA punidos pela China na segunda-feira estão entre os críticos da nova lei de segurança nacional que Pequim impôs a Hong Kong no final de junho.
A porta-voz da Casa Branca Kayleigh McEnany disse que as sanções chinesas são "simbólicas e ineficazes", mas se recusou a dizer se o governo dos EUA reagiria.
(Por Yew Lun Tian e Cate Cadell, reportagem adicional de Patricia Zengerle em Washington)
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