Ibovespa segue piora em NY e fecha em queda; Linx dispara mais de 30%

Publicado em 11/08/2020 17:06 e atualizado em 11/08/2020 17:53 111 exibições

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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira, seguindo a piora em Nova York diante da falta de avanços nas negociações para novos estímulos fiscais nos Estados Unidos, enquanto o ânimo com o anúncio da vacina contra a Covid-19 pela Rússia perdeu fôlego diante de incertezas sobre seu processo de desenvolvimento.

A cena corporativa também ocupou as atenções na bolsa paulista, com destaque para a divulgação pela Linx de que negocia uma possível fusão com a StoneCo, o que fez as ações de ambas dispararem. Da temporada de balanços, Cosan figurou na ponta negativa após prejuízo trimestral.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 1,23%, a 102.174,40 pontos, quase na mínima do dia. O giro financeiro somou 28,6 bilhões de reais na sessão marcada ainda por operações tendo em vista o vencimento de contrato futuro do Ibovespa, na quarta-feira.

Em Wall Street, o S&P 500 flertou com nova máxima história, mas fechou com queda de 0,8%, após o líder republicano no Senado dos EUA, Mitch McConnell, afirmar que negociadores da Casa Branca não conversaram com lideranças do partido Democrata no Congresso sobre estímulos fiscais.

Mais cedo, as apostas de mais ajuda à economia encontraram suporte em comentários do presidente Donald Trump, de que os principais democratas do Congresso queriam se reunir com ele para discutir estímulos econômicos.

Na máxima da sessão, o Ibovespa chegou a 104.408,92 pontos, tendo como pano de fundo declaração do presidente da Rússia, Vladimir Putin, de que o país tornou-se o primeiro do mundo a dar aval regulatório para vacina contra Covid-19.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que está discutindo com autoridades de saúde da Rússia o processo para uma possível pré-qualificação da vacina.

Na visão do gestor Ricardo Campos, sócio na Reach Capital, após uma reação positiva no começo do dia ao anúncio da vacina, vieram incertezas em razão das poucas informações médicas oficiais e o fato de não ter sido feio um teste mais amplo com milhares de voluntários (Fase 3 de ensaio clínico).

"Ainda assim, a notícia ajudou as chamadas ações de 'sair, de viajar', como Gol, Azul e CVC. Mas esses papéis tem peso pequeno no Ibovespa", ressaltou.

DESTAQUES

- LINX ON, fora do Ibovespa, disparou 31,5%, liderando o índice Small Caps, após a produtora de software para o varejo divulgar que está em tratativas finais para possível combinação de negócios com a empresa de meio de pagamentos StoneCo, anúncio feito durante a sessão. Em Nova York, STONECO saltou 11%, a 52,39 dólares, máxima histórica para fechamento. No setor, CIELO ON caiu 1,75% e PAGSEGURO cedeu 1,3%.

- COSAN ON recuou 3,43%, após reportar na véspera prejuízo líquido de 174,4 milhões de reais no segundo trimestre, ante lucro de 418,3 milhões de reais um ano antes, sob os efeitos da pandemia do coronavírus e do câmbio.

- GOL PN e AZUL PN avançaram 8,45% e 7,07%, respectivamente, entre as maiores altas do Ibovespa, na esteira do noticiário sobre vacina contra a Covid-19. CVC BRASIL ON avançou 6,54%. No ano, esses papéis ainda acumulam desvalorização de cerca de 47%, 60% e 51%, respectivamente.

- BRASKEM PNA cedeu 3,25%, em sessão de ajustes, após disparar mais de 9% na segunda-feira.

- BTG PACTUAL UNIT caiu 1,77%, após ter subido no começo do dia, na esteira do resultado do segundo trimestre, com alta de receitas apoiado no crescimento de empréstimos, gestão de fortunas e comissões. Na visão de analistas do Safra, os resultados foram bons, com todas as principais linhas de receita ficando acima das expectativas.

- ITAÚ UNIBANCO PN fechou em queda de 1,16% e BRADESCO PN recuou 0,82%.

- VALE ON perdeu 3,09%, após forte valorização na véspera, mesmo com a alta dos futuros do minério de ferro na China, em sessão de correção no setor de mineração e siderurgia, com USIMINAS PN recuando 2,3%.

- PETROBRAS PN e PETROBRAS ON recuaram 1,58% e 1,7%, respectivamente, conforme os preços do petróleo no exterior também mudaram de sinal. O Brent fechou em queda de 1,09%.

Fonte:
Reuters

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