Ibovespa perde fôlego e renova mínimas da sessão; BRF despenca 8%

Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - A bolsa paulista perdia fôlego na tarde desta quinta-feira, com o tombo de 8% das ações da BRF entre as maiores pressões de baixa do Ibovespa, em meio a uma agenda forte de resultados trimestrais no Brasil e um cenário sem direção comum no exterior.
Às 14:37, o Ibovespa caía 0,24%, a 101.872,64 pontos. Na máxima, mais cedo, subiu a 103.236,93 pontos. O volume financeiro era de 17,5 bilhões de reais.
No caso de BRF, em baixa de 8%, números do segundo trimestre ocupavam as atenções, mostrando aumento de custos e queda nas receitas com exportações.
Além disso, nesta quinta-feira o governo da cidade chinesa de Shenzhen identificou uma fábrica da brasileira Aurora Alimentos como origem de asas de frango que testaram positivo para o novo coronavírus, levantando preocupações sobre as exportações do setor.
Em entrevista a jornalistas mais cedo, executivos da BRF afirmaram que testar produtos de carne e embalagens para possível contaminação por coronavírus antes que as cargas sejam enviadas para a China é "extremamente complexo".
Ações de empresas de shopping centers também figuravam entre as maiores quedas do Ibovespa, com brMalls ON à frente e recuando 5,85% antes da divulgação do balanço nesta quinta-feira, após o fechamento do mercado.
Via Varejo ON era destaque positivo, em alta de 6,8%, após divulgar lucro de 65 milhões de reais no segundo trimestre, com forte desempenho do ecommerce. O papel também foi incluído no MSCI Global Standard.
MRV ON avançava 2,5%, também tendo resultado trimestral no radar, mas principalmente indicação de normalização recente e aceleração dos lançamentos na segunda metade do ano.
Wall Street não mostrava um viés único, com ações de tecnologia ajudando o Nasdaq Composite, enquanto o Dow Jones e o S&P 500 mostravam alguma fraqueza sem novidades sobre mais estímulos fiscais nos Estados Unidos.
Entre as commodities, o petróleo ampliou as perdas, o que contaminava os papéis da Petrobras, com as preferenciais recuando 1,8%. Vale ON também acelerou o declínio para 1%, pesando no Ibovespa.
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