Congresso só deve ter nova sessão para análise de vetos e projetos em novembro

O Congresso Nacional só deve ter nova sessão para a análise de vetos presidenciais e projetos no dia 4 novembro, segundo previsão combinada em reunião de líderes de bancada na manhã desta terça-feira com o presidente do Legislativo, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).
Algumas polêmicas cercam a análise de algumas negativas presidenciais a decisões do Congresso, caso da que prorrogou por mais um ano a desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia e também de vetos à atualização da legislação sobre o saneamento básico no país.
A manutenção do veto às desonerações é considerada impopular pelos parlamentares, já no clima das eleições municipais de novembro. Argumentam que uma retirada dos incentivos já a partir do próximo ano pode implicar no aumento do desemprego.
Mas sua derrubada, e a consequente prorrogação até o fim de 2021, teria impacto nas contas públicas. Caso o veto seja rejeitado, será mantida a substituição, pelos empregadores, do pagamento da contribuição previdenciária de 20% sobre os salários por uma alíquota de 1% a 4,5% da receita bruta, beneficiando especialmente setores intensivos em mão de obra.
A discussão sobre as desonerações estava atrelada às negociações do governo sobre a reforma tributária. O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), chegou a declarar em entrevista que o Executivo estudava uma desoneração mais ampla, e que para isso, seria necessária a criação de um novo imposto, semelhante à extinta CPMF.
As sugestões do governo para a reforma tributária esbarraram, no entanto, na falta de votos entre aliados, e seguem em discussão.
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