Decisão da China de não definir meta de 5 anos aumenta flexibilidade da política monetária, diz autoridade

A decisão da China de não definir uma meta de crescimento econômico para seu novo plano quinquenal dará às autoridades mais espaço para contabilizar as incertezas e responder a mudanças, disse um alto funcionário do planejamento estatal nesta segunda-feira.
Em seu plano econômico de 2021-2025, entregue à legislatura do país na sexta-feira, a China não incluiu nenhuma meta de crescimento anual médio, ao contrário do plano quinquenal anterior, emitido em 2016.
No entanto, a China prometeu manter o crescimento em uma faixa "razoável" ao longo do período de cinco anos e estabeleceu uma meta para o Produto Interno Bruto anual acima de 6% para o ano atual, depois de ter abandonado a meta para 2020 no ano passado em meio às incertezas globais causadas pela pandemia.
Hu Zucai, vice-diretor da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, disse nesta segunda-feira que prever o crescimento para um período anual dependente das circunstâncias seria mais fácil do que estabelecer metas para um período de cinco anos.
"Ao não definirmos uma meta de crescimento específica e quantitativa (para cinco anos), seremos mais proativos, ativos e ficaremos à vontade para lidar com todos os tipos de riscos, o que contribui para aumentar a flexibilidade de nosso desenvolvimento", disse Hu a uma coletiva de imprensa durante a reunião anual do Parlamento chinês.
Ele acrescentou que isso também ajudará a orientar as agências a se concentrarem na melhoria da qualidade da eficiência do crescimento, em vez de apenas no crescimento numérico.
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