Harker, do Fed, diz que está na hora de "pensar sobre" redução de estímulos

Por Jonnelle Marte
(Reuters) - Com a economia e o mercado de trabalho dos Estados Unidos se recuperando da crise do coronavírus, talvez seja hora de as autoridades do Federal Reserve começarem a pensar na melhor maneira de desacelerar o ritmo de suas compras de ativos, disse nesta quarta-feira o presidente do Fed de Filadélfia, Patrick Harker.
"Estamos planejando manter a taxa de juros baixa por muito tempo", disse Harker em declarações preparadas para um evento virtual. "Mas talvez seja hora de pelo menos pensarmos em reduzir nossas compras mensais de 120 bilhões de dólares mensais em títulos do Tesouro e títulos lastreados em hipotecas."
Harker disse que o Fed não agirá repentinamente quando for começar a reduzir o ritmo das compras, que foram aceleradas no ano passado em um esforço para estabilizar os mercados e apoiar a economia depois do golpe da pandemia.
"Removeremos o estímulo com cuidado e metodicamente, à medida que a economia continua se fortalecendo", disse ele. "Nosso objetivo aqui é ser tedioso."
As autoridades do Fed concordaram em sua última reunião em manter a compra de títulos no ritmo atual até que haja um progresso substancial em direção às metas do banco central para a inflação e pleno emprego. Várias autoridades reconheceram recentemente que estão mais perto de discutir sobre qual momento reduzir algumas dessas compras.
Harker disse esperar que a economia dos EUA cresça 7% este ano e, a um ritmo mais lento, cerca de 3% em 2022. Ele disse esperar que a criação de empregos aumente nos próximos meses e que o mercado de trabalho possa voltar às tendências pré-pandemia até o próximo verão do hemisfério norte.
O Fed informou que não planeja elevar os juros até que a economia volte ao pleno emprego e a inflação atinja sua meta de 2%.
Comentando sobre o aumento dos preços, Harker disse durante o evento virtual que os salários podem se estabilizar nos próximos meses, à medida que mais pessoas voltam ao trabalho, e que os picos inflacionários causados por problemas de oferta serão temporários.
E, se a inflação chegar a subir acima da meta do Fed, o banco central terá as ferramentas para lidar com isso, afirmou. "Se isso acontecer, sabemos como responder", disse Harker. "E eu argumento que responderíamos apropriadamente."
(Por Jonnelle Marte)
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