China critica nova travessia de navio de guerra dos EUA pelo Estreito de Taiwan

PEQUIM/TAIPÉ (Reuters) - A China acusou os Estados Unidos nesta quarta-feira de serem os maiores "criadores de risco" de segurança da região depois que um navio de guerra norte-americano atravessou a rota marítima sensível que separa Taiwan da China.
A Sétima Frota da Marinha dos EUA disse que o USS Curtis Wilbur, contratorpedeiro antimísseis teleguiados da classe Arleigh Burke, realizou uma "travessia de rotina pelo Estreito de Taiwan" de acordo com a lei internacional na terça-feira.
"O trânsito do navio pelo Estreito de Taiwan demonstra o compromisso dos EUA com um Indo-Pacífico livre e aberto."
O Comando do Teatro Leste do Exército de Libertação Popular disse que suas forças monitoraram a embarcação durante sua passagem e a alertaram.
"O lado dos EUA está usando os mesmo truques de sempre intencionalmente e criando confusão e transtornando as coisas no Estreito de Taiwan", disse.
Isto "demonstra plenamente que os Estados Unidos são os maiores criadores de risco para a segurança regional, e nos opomos resolutamente a isto".
O Ministério da Defesa de Taiwan disse que o navio rumou para o norte pelo estreito e que a "situação está normal".
O mesmo navio cruzou o estreito um mês atrás, levando a China a acusar os EUA de ameaçarem a paz e a estabilidade.
A missão mais recente ocorre cerca de uma semana depois de Taiwan dizer que 28 aeronaves da Força Aérea chinesa entraram em sua zona de identificação de defesa aérea, a maior incursão já relatada.
(Por Ben Blanchard e redação de Pequim)
0 comentário
Wall Street sobe com extensão do cessar-fogo no Irã e lucros sólidos
Ibovespa fecha em queda com ajustes e bancos entre maiores pressões
Dólar fecha estável ante o real com guerra no Oriente Médio no foco
Taxas dos DIs sobem ajustando-se a Treasuries e petróleo após feriado no Brasil
EUA esperam obter acordo mais amplo de compras de produtos agrícolas pela China na viagem de Trump
Cessar-fogo completo só faz sentido se não for violado por bloqueio naval dos EUA, diz negociador do Irã