Ibovespa recua em dia cheio de balanços; Qualicorp desaba 8%
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Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa recuava nesta quarta-feira, em meio a uma nova bateria de resultados corporativos, com Qualicorp desabando 8% após queda no lucro do segundo trimestre, enquanto agentes financeiros também repercutem números de inflação nos Estados Unidos e vendas no varejo no Brasil.
Às 10:55, o Ibovespa caía 0,77 %, a 121.262,56 pontos. O volume financeiro somava 4,7 bilhões de reais.
Investidores ainda estão atentos à análise da reforma do Imposto de Renda pela Câmara dos Deputados após o plenário da Casa rejeitar a PEC do voto impresso na noite de terça-feira. Isso sem tirar do radar os desdobramentos relacionados à PEC dos Precatórios.
Já a pauta macroeconômica brasileira mostrou mais cedo que o setor varejista do Brasil encerrou o segundo trimestre com queda inesperada das vendas em junho e a mais forte do ano depois de dois meses de ganhos, mas ainda assim segue acima do patamar pré-pandemia.
Em Wall Street, o S&P 500 e o Dow Jones renovaram máximas nos primeiros negócios, com a pauta do dia mostrando que o crescimento da inflação parece ter atingido o pico em julho. [nL1N2PI1C2]
"O Ibovespa segue em tendência de baixa e segue ainda próximo da região de suporte em 121.500 pontos", afirma análise técnica do Itaú BBA, destacando que se o Ibovespa perder essa nível abrirá caminho para seguir em direção a 119.400 e 117.600 pontos. "Momento de cautela no mercado continua."
DESTAQUES
- QUALICORP ON recuava 8,1%, tendo de pano de fundo resultado do segundo trimestre da empresa planos de saúde com queda no lucro, refletindo maiores despesas financeiras e com campanhas de vendas.
- BR DISTRIBUIDORA ON perdia 3,95%, mesmo após dobrar o lucro no segundo trimestre. Também no radar está MP sobre venda direta de etanol e nova regra para postos. No setor de distribuição de combustíveis, ULTRAPAR ON e COSAN ON caíam 1,6% cada.
- RD ON cedia 4,4%, apesar da forte alta do lucro no segundo trimestre, refletindo forte alta das receitas sobre uma baixa base de comparação e efeitos extraordinários.
- NORTE DAME INTERMÉDICA ON caía 1,3%, após a empresa de saúde reportar prejuízo no segundo trimestre, refletindo forte alta das despesas com procedimentos médicos, que haviam sido represados durante os períodos de isolamento para conter a pandemia.
- MARFRIG ON caía 0,15%, afastando-se das máximas, mesmo após reportar lucro líquido recorde de 1,738 bilhão de reais no segundo trimestre, alta de 9% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado pelo bom desempenho da operação norte-americana da empresa.
- VALE ON rondava a estabilidade, em sessão de alta dos contratos futuros do minério de ferro na China, bem como dos futuros do aço em meio a temores relacionados à oferta. No setor, CSN ON subia 2% e USIMINAS PNA avançava 0,7%.
- PETROBRAS PN cedia 0,35%, contaminada pelo declínio dos preços do petróleo no exterior.
- ITAÚ UNIBANCO PN registrava declínio de 0,8% e BRADESCO PN perdia 0,4%, corroborando a fraqueza do Ibovespa. BANCO INTER UNIT, que divulga balanço após o fechamento do mercado, caía 2%.
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