Dólar supera R$5,57 com foco em juros nos EUA e riscos domésticos
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O dólar rondava as máximas da sessão na tarde desta quarta-feira, chegando a superar os 5,57 reais em meio à antecipação de apostas de aperto monetário nos Estados Unidos e a um cenário doméstico persistentemente arriscado.
Às 14:45, o dólar avançava 0,59%, a 5,5712 reais na venda, e, na máxima do dia, foi a 5,5743 reais, alta de 0,65%. A última vez que o dólar fechou um pregão acima dos 5,57 reais foi em 16 de abril deste ano (5,5856 reais).
Fernando Bergallo, diretor de operações da assessoria de câmbio FB Capital, disse à Reuters que esse movimento tem como pano de fundo crescentes expectativas de redução de compras de ativos pelo Federal Reserve já no mês que vem, com o mercado também antecipando apostas para altas de juros na maior economia do mundo, o que é amplamente visto como prejudicial para moedas de países emergentes.
Nesta quarta-feira, o mercado futuro dos EUA precificou um aperto monetário até setembro do ano que vem depois que dados mostraram avanço nos preços ao consumidor norte-americano no mês passado.
E "notícia ruim para justificar a alta do dólar é o que não falta", disse Bergallo, apontando que o ambiente doméstico de persistentes incertezas políticas e fiscais --com o mercado temendo desrespeito do teto de gastos pelo governo para o ano que vem-- também justifica os atuais patamares da moeda norte-americana. "O câmbio é um termômetro da confiança."
Ele ressaltou que espera "muita volatilidade intradiária (no mercado de câmbio) daqui até o final do ano" em meio a aumento de demanda por dólares comum no período.
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