Ativos brasileiros no exterior seguem sob pressão, mas em quedas menores
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Ativos financeiros brasileiros negociados em praças externas mantinham-se de forma geral sob pressão nesta sexta-feira, depois de tombos na véspera pela perspectiva de deterioração estrutural no arcabouço fiscal doméstico.
Mas o tom negativo parecia menos pronunciado nesta manhã, com as perdas no exterior desacelerando à medida que investidores reveem cenários depois do chacoalhão de quinta-feira.
As negociações pré-mercado em Nova York do iShares MSCI Brazil ETF, principal fundo de índice de ações brasileiras transacionado nos EUA, indicavam queda de 0,5%, após tombo de 4,8% na véspera.
Um ETF em Paris que acompanha o Ibovespa perdia 1,5% nesta manhã, e os bônus brasileiros em dólar cediam. Mas contratos de real na Bolsa Mercantil de Chicago (CME, na sigla em inglês) subiam 0,2%, para uma cotação de 5,6689 reais por dólar.
Os mercados aqui devem analisar a debandada de figuras importantes do Ministério da Economia, com as saídas anunciadas já com os negócios encerrados na quinta-feira. O ministro da Economia, Paulo Guedes, sob nível inédito de pressão e isolamento, pode falar em evento público ainda nesta sexta.
A aprovação em comissão da PEC dos Precatórios, com espaço fiscal de mais de 80 bilhões de reais; e falas do presidente Jair Bolsonaro e do presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), também estão no radar.
Na quinta, o dólar à vista disparou para uma nova máxima em seis meses, o Ibovespa despencou a uma mínima desde novembro, e os juros futuros saltaram.
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