"Tarifem o carbono, a natureza não pode pagar", diz UE na COP26
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Por Kate Abnett e Mark John
GLASGOW (Reuters) - Os países precisam colocar um preço nas emissões de dióxido de carbono que causam a mudança climática, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021 (COP26), nesta segunda-feira.
Von der Leyen se uniu a líderes de mais de 100 países em Glasgow para a largada a COP26, que tentará finalizar as regras para implantar o Acordo de Paris de 2015.
"Precisamos combinar uma estrutura robusta de regras, por exemplo, para tornar os mercados globais de carbono uma realidade. Coloquem um preço no carbono, a natureza não pode mais pagar este preço", disse.
As conversas sobre a criação de um mercado para comercializar reduções de emissões de carbono nos termos do Acordo de Paris fizeram desandar a última cúpula climática da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2019, já que os países se desentenderam sobre como o sistema contaria para suas metas climáticas nacionais.
A União Europeia de 27 países promete cortar suas emissões ao menos em 55% até 2030 em relação aos níveis de 1990, e Von der Leyen pediu que mais países se comprometam com cortes de emissões maiores nesta década.
"Temos que assumir compromissos fortes para reduzir as emissões até 2030. Zerá-las até 2050 é bom, mas não basta".
A UE está negociando novas políticas verdes, o que a coloca à frente de muitas nações que estabelecem metas climáticas distantes e ainda não delinearam a legislação necessária para cumpri-las.
(Por Kate Abnett e Robin Emmott, em Bruxelas, e Mark John, em Glasgow)
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