EUA, UE e outros vão investir para acelerar transição da África do Sul para energia limpa
![]()
Por Jeff Mason e Andrea Shalal
GLASGOW (Reuters) - Os Estados Unidos se juntarão a Reino Unido, França, Alemanha e União Europeia em uma nova parceria para ajudar a África do Sul, maior emissora de carbono da África, a financiar uma transição mais rápida do carvão, afirmou o presidente dos EUA, Joe Biden, nesta terça-feira.
Biden anunciou a participação dos EUA no projeto em um evento conjunto na Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP26) com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que discutiu a iniciativa pela primeira vez na semana passada.
Biden disse que os Estados Unidos fornecerão financiamento para apoiar os esforços globais para alcançar emissões líquidas zero "fechando as usinas de carvão da África do Sul antes do prazo e investindo em alternativas limpas ... para o povo da África do Sul".
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, afirmou no evento que a iniciativa foi avaliada em 8,5 bilhões de dólares no total e ajudaria o mundo a cumprir suas metas climáticas, "sufocando o financiamento internacional para o carvão".
Biden não divulgou uma quantia específica da contribuição financeira de Washington, mas ressaltou o compromisso dos Estados Unidos de cumprir as promessas feitas pelo Grupo das Sete economias avançadas, em junho, para acelerar a transição do carvão nos países em desenvolvimento.
O carvão é o combustível fóssil mais poluente, e eliminá-lo rapidamente é visto como crucial se o mundo quiser cumprir a meta do Acordo de Paris de limitar o aquecimento global a 1,5 grau Celsius e evitar os impactos mais catastróficos das mudanças climáticas.
0 comentário
Alckmin diz que etanol foi único tema explícito em negociação com EUA
Ibovespa fecha quase estável com Petrobras atenuando pressão de bancos
Exterior conduz alta do dólar ante o real em dia de busca por segurança
Lula diz que só falará de tarifaço após manifestação de Trump e que ninguém vencerá o Brasil mentindo
Tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros amplia incertezas para exportadores e reforça necessidade de diversificação de mercados
Durigan diz que não cabe falar em retaliação aos EUA por tarifas, mas governo avalia reciprocidade