País a país, cientistas vislumbram início do fim da pandemia de Covid-19
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Por Julie Steenhuysen
CHICAGO (Reuters) - À medida que a disparada da devastadora variante Delta enfraquece em muitas regiões do mundo, cientistas estão medindo quando e onde a Covid-19 se transformará em uma doença endêmica em 2022 e além, de acordo com entrevistas da Reuters com mais de uma dúzia de especialistas destacados em doenças.
Eles acreditam que os primeiros países a emergir da pandemia serão os que tiveram alguma combinação de índices altos de vacinação e imunidade natural entre pessoas que foram infectadas com o coronavírus, como os Estados Unidos, o Reino Unido, Portugal e Índia. Mas eles alertam que o SARS-CoV-2 continua sendo um vírus imprevisível que está sofrendo mutações enquanto se dissemina em populações não-vacinadas.
Nenhum deles descartou completamente o que alguns chamaram de "cenário apocalíptico", no qual o vírus sofre mutações a ponto de superar a imunidade duramente conquistada. Mesmo assim, eles expressaram uma confiança cada vez maior de que muitos países terão deixado o pior da pandemia para trás no próximo ano.
"Achamos que, entre agora e o final de 2022, este é o ponto em que assumimos o controle deste vírus... em que podemos diminuir consideravelmente as doenças graves e as mortes", disse Maria Van Kerkhove, epidemiologista que lidera a reação da Organização Mundial da Saúde (OMS) à Covid-19, à Reuters.
A visão da agência se baseia no trabalho com especialistas em doenças que estão mapeando o rumo provável da pandemia ao longo dos próximos 18 meses. A OMS almeja que 70% da população mundial esteja vacinada até o final de 2022.
"Se atingirmos esta meta, estaremos em uma situação muito, muito diferente epidemiologicamente", disse Van Kerkhove.
No meio tempo, ela se preocupa com países que descartam as precauções contra a Covid prematuramente. "É surpreendente para mim ver, sabe, as pessoas nas ruas como se tudo tivesse acabado."
Os casos e mortes de Covid-19 estão declinando em quase todas as regiões do mundo desde agosto, desde um relatório de 26 de outubro da OMS.
A Europa é uma exceção, já que a Delta faz estrago em países com baixa cobertura vacinal, como Rússia e Romênia, assim como em lugares que suspenderam as exigências de máscaras.
A variante também contribui para o aumento de infecções em países como Cingapura e China, que têm índices altos de vacinação, mas pouca imunidade natural devido a medidas de lockdown muito mais rígidas.
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