Ibovespa fecha quase estável à espera de desfecho sobre PEC dos Precatórios; Vale pesa
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O Ibovespa fechou quase estável nesta quarta-feira, enfraquecido pelo tombo de Vale, em sessão marcada por expectativa para a votação da PEC dos Precatórios e decisão do Fed, enquanto Lojas Americanas disparou após avanço na fusão com a Americanas.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa teve variação positiva de 0,06%, a 105.616,88 pontos, após tocar 104.204,66 pontos na mínima e 106.754,42 pontos na máxima do pregão. O volume financeiro somou 38,8 bilhões de reais.
Os negócios refletiram ajustes ao movimento dos recibos de ações brasileiras negociadas no mercado norte-americano (ADRs), com destaque para Vale, uma vez que Wall Street funcionou na véspera enquanto a B3 fechou em razão de feriado no Brasil.
Para André Querne, sócio da Rio Gestão de Recursos, o tom na bolsa paulista foi ditado pela possibilidade de votação da PEC dos Precatórios, com o mercado comprando a ideia de que esse deve ser o melhor cenário dentro dos possíveis.
"Passando a PEC dos Precatórios, a impressão é que dá um certo alívio de risco fiscal, pelo menos de curto prazo", afirmou. A aprovação da PEC no Congresso viabilizaria o Auxílio Brasil - programa que substituirá o Bolsa Família - com no mínimo de 400 reais mensais por família.
Também ocupou as atenções a ata da última reunião do Copom, mostrando que o Banco Central avaliou acelerar a alta da Selic para além de 1,5 ponto percentual que adotou.
No exterior, o Federal Reserve informou que começará a reduzir as compras mensais de títulos em novembro e tem planos de encerrá-las em 2022, mas manteve a opinião de que a inflação alta será "transitória" e provavelmente não exigirá um aumento rápido dos juros.
Para Querne, a sinalização do Fed não trouxe surpresas. Trata-se, segundo ele, de um processo natural de redução de compra de ativos ligado à melhora do ambiente econômico.
Em Wall Street, o S&P 500 fechou em alta de 0,65%.
DESTAQUES
- VALE ON desabou 7,59%, em meio a ajustes após tombo de 4,4% do ADR da mineradora na véspera. O UBS cortou o preço-alvo do ADR da companhia de 15 para 11 dólares, assim como o Morgan Stanley, que reduziu seu preço-alvo de 18 para 16 dólares.
- LOJAS AMERICANAS PN disparou 13,3% e AMERICANAS ON subiu 6,57%, após avanço no processo de fusão entre ambas, com manutenção do plano de listar ações nos EUA.
- ITAÚ UNIBANCO PN valorizou-se 0,95%, antes da divulgação do balanço do terceiro trimestre, previsto para após o fechamento do mercado. BRADESCO PN, que reporta os números na quinta-feira, contrabalançou e cedeu 0,85%.
- PETROBRAS PN caiu 4,11%, também em ajuste ao declínio de seus ADRs e na esteira do declínio dos preços do petróleo no exterior.
- GRUPO SOMA ON saltou 8,9%, tendo de pano de fundo reportagem citando que a Arezzo abordou a companhia para uma aquisição. AREZZO ON, que não está no Ibovespa, avançou 5,33%.
- TIM ON ganhou 8,38% e TELEFÔNICA BRASIL ON subiu 6,62%, após a superintendência do Cade recomendar aprovação da venda dos ativos móveis da Oi para TIM, Claro e Telefônica Brasil, embora com remédios que mitiguem riscos concorrenciais.
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