Autoridades do Fed discutem acelerar conclusão de compras de ativos
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Por Ann Saphir e Lindsay Dunsmuir
19 Nov (Reuters) - Formuladores de política monetária do Federal Reserve têm considerado publicamente a possibilidade de retirar seu apoio à economia mais rapidamente do que haviam sinalizado semanas atrás, com uma autoridade do alto escalão demandando redução mais rápida das compras de títulos e outra sinalizando que gostaria de discutir esse tema na próxima reunião do Fed.
"Irei examinar atentamente os dados que teremos entre agora e a reunião de dezembro e pode muito bem ser apropriado ter nessa reunião uma discussão sobre como aumentar o ritmo pelo qual temos reduzido nosso balanço patrimonial", disse o vice-chair do Fed, Richard Clarida, na edição de 2021 da Conferência de Política Econômica sobre a Ásia do Fed de San Francisco
Neste mês, o banco central norte-americano começou a diminuir seus 120 bilhões de dólares em compras mensais de ativos a um ritmo em que concluiria inteiramente o processo em meados de 2022 e afirmou que, se as condições econômicas justificassem, estaria preparado para ajustar a velocidade.
"Isso será algo a se considerar na próxima reunião", disse Clarida ao frisar o risco de alta para uma inflação já elevada e que a economia está "em uma posição muito forte".
Mais cedo nesta sexta-feira, o diretor do Fed Christopher Waller já havia feito apelo para que o banco central acelerasse a redução nas compras de títulos para aumentar a margem para aumento das taxas de juros, que estão em nível próximo a zero, já no segundo trimestre do ano que vem, caso a inflação alta e a força da geração de empregos persistam.
"A rápida melhora no mercado de trabalho e os dados de inflação em deterioração têm me levado a ficar favorável a um ritmo mais veloz de redução gradual (de estímulos) e a uma remoção mais acelerada da acomodação (monetária) em 2022", disse Waller no Centro para Estabilidade Financeira em Nova York.
Ao responder perguntas depois do discurso, ele defendeu que o Fed dobrasse o ritmo da redução em janeiro para que a concluísse em abril.
Uma taxa de inflação na máxima de 30 anos e um ritmo acelerado de abertura de empregos levaram quase todas as autoridades do Fed a uma reflexão, com Waller e o presidente do Fed de Saint Louis, James Bullard, antes os mais vocais na pressão por um cronograma acelerado de corte de estímulo.
A sugestão de Clarida nesta sexta-feira de que tal plano poderia ser discutido na próxima reunião de política monetária do banco central aumenta a probabilidade de que ele possa ser colocado em prática.
A tensão surge enquanto o presidente norte-americano, Joe Biden, fica mais perto de anunciar uma decisão sobre manter Jerome Powell como chair do Fed por mais um mandato ou promover a diretora Lael Brainard ao cargo. Espera-se que a escolha seja feita até o Dia de Ação de Graças.a
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