Putin disse a Macron que não quer agravar crise na Ucrânia, diz autoridade francesa
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PARIS (Reuters) - O presidente russo, Vladimir Putin, disse ao presidente da França, Emmanuel Macron, que quer continuar o diálogo com o Ocidente e não quer o agravamento da situação na Ucrânia, afirmou uma autoridade presidencial francesa após a conversa entre os dois líderes nesta sexta-feira.
Moscou acumulou forças próximas à Ucrânia e tenta conseguir garantias de segurança do Ocidente, incluindo uma promessa de que a Otan não irá admitir o ex-vizinho soviético da Rússia na aliança militar liderada pelos Estados Unidos.
Putin conversou com Macron após os Estados Unidos e a Otan submeterem respostas às exigências de segurança da Rússia após semanas de silêncio público sobre a crise.
"O presidente Putin disse que quer continuar o diálogo e que precisa trabalhar pela implementação dos acordos de Minsk", disse a autoridade após uma teleconferência entre os dois governantes, se referindo às negociações entre França, Alemanha, Rússia e Ucrânia sobre o conflito no leste da Ucrânia iniciado em 2014. "Ele disse que não quer o agravamento."
O Kremlin afirmou que Putin disse a Macron que os Estados Unidos e a Otan não abordaram muitas das exigências de segurança no impasse em relação à Ucrânia, mas que Moscou está pronto para continuar negociando.
Durante seus cinco anos como presidente da França, Macron buscou o diálogo com Putin, algumas vezes irritando alguns de seus aliados da União Europeia. O mandatário francês, que disse que a conversa foi respeitosa e séria, disse que Putin reiterou que os EUA e a Otan precisam oferecer garantias de segurança à Rússia.
Macron deixou claro que a soberania de países vizinhos precisa ser respeitada, disse a autoridade.
(Reportagem de John Irish)
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