Zona do euro deverá rever postura fiscal devido a guerra na Ucrânia
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Por Jan Strupczewski
PARIS (Reuters) - Os ministros das Finanças da zona do euro vão considerar nas próximas semanas as implicações da política fiscal decorrentes da invasão da Ucrânia pela Rússia para que possa apoiar a economia, se necessário, disse o presidente do Eurogrupo, Paschal Donohoe.
Donohoe disse, em coletiva de imprensa, que em dezembro passado os 19 países que compartilham o euro concordaram com uma postura fiscal moderadamente estimulativa para 2022.
"Dentro de três semanas, o Eurogrupo revisará novamente esta questão. Discutirá a coordenação de nossa política orçamentária e essa discussão virá na hora certa", disse Donohoe após reunião dos ministros.
"Entre agora e depois (isso) nos permitirá revisitar e rever nossa estratégia para garantir que possamos apoiar nossas economias e nossos cidadãos neste momento de maior desafio", disse.
A União Europeia (UE) também está revisando suas regras que limitam empréstimos, ou o Pacto de Estabilidade e Crescimento, suspenso desde 2020 para dar aos governos espaço para combater a pandemia de Covid-19.
As regras devem ser restabelecidas a partir do início de 2023 porque, após uma profunda recessão causada por bloqueios para conter a propagação do coronavírus, o crescimento econômico voltou aos níveis pré-pandemia e é forte.
Mas o vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, disse na coletiva que a Comissão está pronta para ser flexível.
"Estamos prontos para ajustar a política (econômica), se necessário", disse ele.
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