EUA consultarão aliados para processar Rússia por crimes de guerra
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WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, consultará aliados para garantir que a Rússia e o presidente Vladimir Putin paguem por crimes de guerra cometidos na Ucrânia, disse o assessor de segurança nacional Jake Sullivan nesta segunda-feira.
Em entrevista na Casa Branca, Sullivan afirmou que ainda não viu evidências de que as atrocidades russas chegaram ao nível de genocídio. Ele disse que as consultas podem ocorrer no Tribunal Penal Internacional ou em outro local.
A descoberta de uma vala comum e corpos baleados à queima-roupa em Bucha, cidade nos arredores de Kiev que as forças ucranianas recuperaram das tropas russas, pareceu estimular os EUA e a Europa a imporem sanções adicionais contra Moscou.
Sullivan disse que a participação permanente da Rússia no Conselho de Segurança das Nações Unidas significa que qualquer responsabilização por crimes de guerra pode ser bloqueada por Moscou.
Questionado se os assassinatos em Bucha poderiam ser por ordem de Putin ou por forças russas agindo isoladamente, Sullivan disse que, mesmo antes da invasão, Washington havia alertado que a Rússia pretendia "como questão de política nesta guerra matar dissidentes" e "impor um reino de terror nos territórios ocupados na Ucrânia".
"Então, não, não acreditamos que este seja um acidente aleatório, mas que isso fazia parte do plano."
Os EUA estão buscando informações de quatro fontes para construir um processo para crimes de guerra, disse ele: informações dos EUA e de aliados, inclusive dos serviços de inteligência; o que os próprios ucranianos observaram no terreno; organizações internacionais incluindo a ONU, e entrevistas de organizações de mídia independentes.
(Reportagem de Nandita Bose)
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