Wall Street fecha em baixa após relatório de emprego nos EUA

Publicado em 06/05/2022 17:19 e atualizado em 07/05/2022 10:44

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(Reuters) – Os principais índices de Wall Street estenderam perdas nesta sexta-feira, conforme investidores se preocuparam com o risco de o banco central dos Estados Unidos precisar ser mais agressivo que o esperado na elevação dos juros para combater a inflação.

O índice S&P 500 fechou em queda de 0,57%, a 4.123,34 pontos. O Dow Jones caiu 0,30%, a 32.899,37 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq Composite recuou 1,4%, a 12.144,66 pontos.

O índice de tecnologia Nasdaq marcou seu menor nível de fechamento desde 2020 e registrou a quinta perda semanal consecutiva, maior sequência de baixas desde o quarto trimestre de 2012. O índice S&P 500 também emendou sua quinta perda semanal seguida, mais longa série de declínios semanais desde o segundo trimestre de 2011.

O Departamento do Trabalho apresentou dados de empregos mais fortes do que o esperado, que mostraram aumento líquido de 428 mil vagas fora do setor agrícola em abril, ante expectativa de 391 mil, o que ressalta os fortes fundamentos da economia, apesar de uma contração no Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre.

A taxa de desemprego permaneceu inalterada em 3,6% no mês, enquanto o rendimento médio por hora avançou 0,3%, contra previsão de alta de 0,4%.

Nove dos 11 principais setores do S&P 500 cederam. O índice de energia ganhou 2,9%, com a alta dos preços do petróleo por causa de preocupações com oferta.

A maioria dos operadores espera um ajuste de 0,75 ponto percentual nos juros na reunião de junho do Federal Reserve, apesar de o chair do Fed, Jerome Powell, ter descartado esse movimento.

Dado dos EUA pressiona Ibovespa, mas Bradesco e Petrobras limitam perdas

SÃO PAULO (Reuters) – O principal índice da bolsa brasileira recuava na tarde desta sexta-feira, numa sessão que alternava altas e baixa, enquanto o mercado avaliava o impacto de dados robustos de emprego na política monetária dos Estados Unidos.

No Brasil, a pauta corporativa ganhava destaque, após balanços como de Petrobras e Bradesco. A estatal e o banco privado eram destaques de alta. Vale e B3 pressionavam o índice.

Às 15:58 (de Brasília), o Ibovespa caía 0,20%, a 105.095,62 pontos. Na semana, o índice caminhava para queda de 2,8%, a quinta baixa semanal seguida. O volume financeiro era de 21,6 bilhões de reais.

O foco do dia é a abertura de 428 mil postos de trabalho fora do setor agrícola em abril nos EUA, acima dos 391 mil esperados pelo mercado. Houve leve revisão para baixo no índice de março. A taxa de desemprego ficou estável.

Os dados, que mostram um mercado de trabalho norte-americano robusto, são chave na definição dos próximos passos da política monetária no país, em meio à elevação dos juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, para conter a inflação.

O indicador ganha ainda mais destaque por vir após a elevação do juro pelo Fed em 0,5 ponto percentual na quarta-feira, com seu presidente, Jerome Powell, descartando por ora uma alta de 0,75 ponto. Ainda assim, a curva de juros precifica chance majoritária de aumento de 0,75 ponto na próxima reunião.

“Hoje o dia é de montanha russa”, disse Simone Pasianotto, economista-chefe da Reag Investimentos. “De forma geral, os mercados globais ainda digerem o aumento dos juros e os riscos de deterioração do crescimento global, frente à inflação persistente e forte em todo o mundo.”

Em Wall Street, os principais índices de ações caíam entre 1,2% e 1,9%, também em sessão volátil.

No front corporativo, Petrobras PN subia 2,6%, com petróleo em alta e após o lucro líquido da estatal avançar a 44,56 bilhões de reais no primeiro trimestre, em meio a preços mais altos e acima da projeção de mercado. A petrolífera ainda aprovou a distribuição de dividendos.

Bradesco avançava 2,2%, após o banco registrar alta de 4,7% no lucro recorrente de janeiro a março, revisar várias projeções e anunciar um programa de recompra de ações.

Entre outros destaques, as ações de Petz desabavam 14,7%, em dia negativo para empresas de varejo e mesmo após a empresa de produtos para animais de estimação ver seu lucro líquido ajustado avançar 57,7%. Já Alpargatas disparava 7,2%, depois que sua marca Havaianas teve receita líquida recorde para um primeiro trimestre.

Ibovespa fecha em baixa e acumula maior série de quedas semanais desde 2020

SÃO PAULO (Reuters) – O principal índice da bolsa brasileira encerrou esta sexta-feira com recuo tímido, em pregão que alternou altas e baixas, e com o mercado avaliando o impacto de dados robustos de emprego na política monetária dos Estados Unidos.

Petrobras e Bradesco foram destaques de alta, após publicarem resultados na véspera. Vale e B3 pressionaram o índice.

O Ibovespa caiu 0,16%, a 105.134,73 pontos, o que representa queda de 2,5% na semana, a quinta baixa semanal seguida. A última vez que o índice havia tido uma sequência tão longa de recuos foi de setembro a outubro de 2020 e maior do que isso só entre maio e junho de 2018. O volume financeiro da sessão foi de 31,7 bilhões de reais.

O foco do dia foi a abertura de 428 mil postos de trabalho nos EUA fora do setor agrícola em abril, acima do esperado pelo mercado. Houve leve revisão para baixo no índice de março e a taxa de desemprego ficou estável.

Os dados, que mostram um mercado de trabalho norte-americano robusto, são chave na definição dos próximos passos da política monetária no país, em meio à elevação dos juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, para conter a inflação.

O indicador ganha ainda mais destaque por vir após a elevação do juro pelo Fed em 0,5 ponto percentual na quarta-feira, com seu presidente, Jerome Powell, descartando por ora uma alta de 0,75 ponto. Ainda assim, traders precificam na curva de juros chance majoritária de aumento de 0,75 ponto na próxima reunião.

“O Fed vai continuar falando o que o mercado quer ouvir, mas fazer o que precisa ser feito”, diz João Guilherme Penteado, estrategista-chefe da Apollo Investimentos.

Para ele, a queda das bolsas nesta sexta-feira está mais ligada a um contexto geral global, que inclui a aceleração na alta de juros nos EUA e saída de capital das bolsas, do que ao dado de emprego especificamente.

“Vão haver uma série de dados mais negativos e positivos, mas tudo balizado em um cenário desafiador”, afirma, observando que na semana passada dado indicou retração inesperada do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no primeiro trimestre.

Em Wall Street, os principais índices de ações caíram entre 0,3% e 1,4%, também em sessão volátil.

DESTAQUES

– PETROBRAS PN subiu 3,3%, com alta do petróleo e após o lucro líquido da estatal avançar a 44,56 bilhões de reais no primeiro trimestre. A petrolífera ainda aprovou a distribuição de dividendos e seu presidente disse que o principal vetor de ganhos é a área de exploração e produção.

– BRADESCO PN avançou 2,1%, após o banco divulgar alta de 4,7% no lucro recorrente de janeiro a março, revisar várias projeções e anunciar um programa de recompra de ações. A instituição financeira espera uma estabilização na inadimplência na segunda metade do ano. Ações de outros bancos também se valorizaram.

– PETZ ON desabou 12,7%, maior queda da ação desde que foi listada na bolsa, em dia negativo para empresas do setor varejista e após resultados da companhia de produtos e serviços para animais.

– ECORODOVIAS ON cedeu 6,1%, após o lucro da administradora de concessões de infraestrutura cair 81,2% de janeiro a março, diante de elevação de custos e queda na receita bruta por causa do fim de alguns contratos de concessão.

– ALPARGATAS PN disparou 7,4%, maior alta desde agosto, depois que sua marca Havaianas teve receita líquida recorde para um primeiro trimestre.

– LOJAS RENNER ON avançou 6%. A varejista teve lucro líquido de primeiro trimestre que reverteu prejuízo no mesmo período do ano passado e informou que as vendas em abril e maio estão acima das expectativas.

– VALE ON perdeu 0,7%, sexto recuo consecutivo, e siderúrgicas fecharam sem direção comum, na sequência de queda de mais de 5% do minério de ferro na Ásia com preocupação por situação de Covid-19 na China.

– NATURA ON estendeu desempenho negativo recente e teve queda de 4,6%, depois de anunciar prejuízo maior do que o esperado pelo mercado e adiar algumas projeções financeiras.

– CARREFOUR BRASIL ON teve baixa de 7%, depois do lucro líquido ajustado da dona do Atacadão ficar praticamente estável no primeiro trimestre. Executivos da companhia afirmaram que as vendas mesmas lojas do varejo alimentar tiveram forte alta em abril.

(publicado por Notícias Agrícolas  //  Fonte: Reuters)

Fonte:
Reuters

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