Israel e Emirados Árabes aumentam laços com pacto de livre comércio
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Por Alexander Cornwell
DUBAI (Reuters) - Israel assinou um acordo de livre comércio com os Emirados Árabes Unidos nesta terça-feira, o primeiro com um Estado árabe e que elimina a maioria das tarifas e visa elevar seu comércio bilateral anual para mais de 10 bilhões de dólares.
O acordo foi assinado em Dubai pela ministra da Economia e Indústria Orna Barbivai e seu homólogo, o ministro da Economia dos Emirados Árabes Unidos Abdulla bin Touq Al Marri, após meses de negociações.
As tarifas serão removidas ou reduzidas em 96% para mercadorias comercializadas entre as nações. Os Emirados Árabes Unidos preveem que o Acordo de Parceria Econômica Abrangente aumentará o comércio bilateral anual para mais de 10 bilhões de dólares em cinco anos.
O comércio entre Emirados e Israel ficou em 1,2 bilhão de dólares em 2021, mostraram dados oficiais israelenses.
As tarifas serão reduzidas em bens como alimentos, remédios, diamantes, joias, fertilizantes e outros produtos químicos.
A maioria das taxas deve ser eliminada imediatamente, enquanto outras serão removidas no prazo de três a cinco anos. Alguns produtos ainda estarão sujeitos a tarifas alfandegárias, mas a uma taxa mais baixa.
O ministro do Comércio dos Emirados, Thani Al Zeyoudi, disse que o acordo escreveu "um novo capítulo na história do Oriente Médio".
"Nosso acordo acelerará o crescimento, criará empregos e levará a uma nova era de paz, estabilidade e prosperidade em toda a região", afirmou ele no Twitter.
Barbivai disse em comunicado que o esperado fortalecimento no comércio, remoção de barreiras e promoção de novas oportunidades de negócios e parcerias formarão uma "base sólida" para o "caminho conjunto" compartilhado por Israel e Emirados Árabes Unidos.
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