Fitch retira rating da Evergrande por falta de informações
![]()
Por Sumeet Chatterjee
HONG KONG (Reuters) - A Fitch anunciou nesta quinta-feira a decisão de retirar o rating da incorporadora China Evergrande e duas de suas subsidiárias, por escassez de informações para efetuar a classificação.
A agência de classificação de risco havia rebaixado em dezembro o rating da Evergrande e das subsidiárias Hengda Real Estate Group e Tianji Holding para "default restrito", dizendo que as empresas não cumpriram suas obrigações de títulos offshore.
A Fitch disse em comunicado nesta quinta-feira que não teria mais informações suficientes para manter as classificações da Evergrande, a incorporadora mais endividada do mundo, com mais de 300 bilhões de dólares em débitos, e duas de suas subsidiárias.
"Assim, a Fitch não fornecerá mais classificações ou cobertura analítica para Evergrande e suas subsidiárias", afirmou.
A Evergrande, que tem lutado para pagar fornecedores e concluir projetos habitacionais, tornou-se um símbolo da crise do setor imobiliário da China, ao postergar os prazos de pagamento de dívidas offshore.
A empresa considera reembolsar os credores de títulos públicos offshore em cerca de 19 bilhões de dólares com parcelas em dinheiro e ações em duas de suas unidades listadas em Hong Kong, informou a Reuters no mês passado, enquanto a incorporadora luta para se recuperar.
A dívida offshore de 22,7 bilhões de dólares, incluindo empréstimos e títulos privados, é considerada inadimplente, já que a companhia não cumpriu suas obrigações de pagamento no final do ano passado. A empresa afirmou em março que apresentará uma proposta preliminar de reestruturação da dívida até o final de julho.
No final do ano passado, agências de classificação de risco incluindo a S&P rebaixaram a Evergrande para "default seletivo" após o não pagamento da dívida offshore.
(Por Sumeet Chatterjee)
0 comentário
Alckmin diz que etanol foi único tema explícito em negociação com EUA
Ibovespa fecha quase estável com Petrobras atenuando pressão de bancos
Exterior conduz alta do dólar ante o real em dia de busca por segurança
Lula diz que só falará de tarifaço após manifestação de Trump e que ninguém vencerá o Brasil mentindo
Tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros amplia incertezas para exportadores e reforça necessidade de diversificação de mercados
Durigan diz que não cabe falar em retaliação aos EUA por tarifas, mas governo avalia reciprocidade