Ibovespa tem nova mínima em 4 meses após rumores sobre Mercadante em estatais
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SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou em queda de 2% nesta segunda-feira, após notícias sobre possível indicação de Aloizio Mercadante para o comando de BNDES ou Petrobras no novo governo e sobre potenciais mudanças na Lei das Estatais.
Mercadante, coordenador técnico da transição de governo, afirmou desconhecer qualquer iniciativa do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de alterar a Lei das Estatais, mas não respondeu sobre as potenciais indicações de seu nome ao comando das estatais.
Vale e Petrobras foram as maiores pressões negativas ao índice, enquanto PRIO e Embraer ficaram do lado oposto.
O Ibovespa caiu 2,02%, a 105.343,33 pontos, menor fechamento desde 3 de agosto. Na mínima do dia, cedeu 3,4%, a 103.876,71 pontos, e na máxima ficou levemente no azul. O volume financeiro da sessão foi de 29,4 bilhões de reais.
Segundo participantes do mercado, a nomeação de Mercadante sinalizaria uma política econômica de mais gasto público para impulsionar o crescimento.
A potencial nomeação de Mercadante "causa apreensão porque reviva a memória da fase crítica da política econômica do governo Dilma", disse Simone Pasianotto, economista-chefe da Reag Investimentos, que também citou as notícias ligadas à Lei das Estatais.
De acordo com uma fonte da transição, Mercadante está cotado para assumir o comando do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mas o anúncio só aconteceria depois da indicação do Ministro de Indústria e Comércio.
O ex-ministro Nelson Barbosa, um dos coordenadores do núcleo de Economia da transição, também afirmou que seu grupo não discutiu a Lei das Estatais. As negativas, porém, tiveram pouco efeito no mercado, que reduziu as perdas só no fim da sessão com uma aceleração dos ganhos em Wall Street, em meio à expectativa por decisões de juros e dado de inflação nesta semana.
Ainda sobre a composição do novo governo, o nome da economista Esther Dweck, ex-secretária de Orçamento Federal, ganhou força nos últimos dias para comandar o Ministério do Planejamento, segundo quatro fontes com conhecimento das negociações. A pasta é vista de perto pelo mercado, após a nomeação de Fernando Haddad para a Fazenda. Procurada pela Reuters, Esther Dweck não respondeu de imediato.
Os agentes financeiros também seguiam atentos aos desenrolares da PEC da Transição no Congresso.
DESTAQUES
- PETROBRAS PN cedeu 3,24%, a 23,91 reais, em meio a notícias sobre cotados para comandar a petrolífera no governo Lula. O recuo ocorreu apesar do avanço de 2,5% do petróleo Brent no exterior, com potenciais restrições de oferta. A alta da commodity fez PRIO ON subir 2,94% e 3R PETROLEUM ON avançar 1,71%.
- VALE ON perdeu 2,99%, a 86,09 reais, após queda do preço do minério de ferro na Ásia. O minério de ferro mais negociado para maio em Dalian caiu 0,8%. CSN MINERAÇÃO ON reduziu 5,65%, a 3,84 reais.
- CIELO ON subiu 2,07%, a 4,44 reais, após o UBS-BB elevar recomendação da companhia de "neutra" para "compra", e aumentar o preço-alvo de 4,50 para 7 reais.
- BANCO DO BRASIL ON encolheu 3,4%, a 33,79 reais, destacando-se entre a performance negativa dos bancos, em meio a rumores de potenciais mudanças na Lei das Estatais
- GOL PN aumentou 4,67%, a 7,62 reais, após duas quedas seguidas. Ainda assim, acumula queda no mês de 8,3%. AZUL PN teve alta de 1,45%, a 10,50 reais. Ainda no setor aéreo, EMBRAER ON ganhou 1,75%, a 13,34 reais.
(Por André Romani)
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