BCE desacelera ritmo de alta de juros mas promete continuar combate à inflação
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Por Francesco Canepa e Balazs Koranyi
FRANKFURT (Reuters) - O Banco Central Europeu aumentou as taxas de juros pela quarta vez consecutiva nesta quinta-feira, embora em magnitude menor do que em suas duas últimas reuniões, prometeu novos aumentos e apresentou planos para drenar dinheiro do sistema financeiro como parte de sua luta contra a inflação desenfreada.
O BCE vem aumentando os juros a um ritmo sem precedentes para controlar os preços que subiram desde que as economias reabriram após a pandemia de Covid-19, impulsionados por gargalos no fornecimento e depois pelo aumento dos custos de energia após a invasão russa da Ucrânia.
O banco central dos 19 países da zona do euro aumentou a taxa de juros que paga sobre os depósitos bancários de 1,5% para 2% nesta quinta-feira, afastando-se ainda mais de uma década de política monetária ultrafrouxa.
Mas a decisão marcou uma desaceleração no ritmo de aperto depois de altas de 0,75 ponto percentual em cada uma das duas reuniões anteriores do BCE, uma vez que a inflação mostra sinais de ter atingido o pico e com uma recessão se aproximando.
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