IPCA-15 inicia ano sob pressão de saúde e alimentos e acelera alta a 0,55% em janeiro
![]()
Por Camila Moreira
SÃO PAULO (Reuters) - O IPCA-15 iniciou o ano em leve aceleração da alta sob o impacto de saúde e alimentação, depois de a inflação ter estourado o teto da meta pelo segundo ano seguido em 2022, mantendo a pressão sobre o Banco Central.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) registrou alta em janeiro de 0,55%, depois de ter subido 0,52% em dezembro, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta terça-feira.
Assim, o índice considerado prévia da inflação oficial passou a acumular em 12 meses alta de 5,87%, de 5,90% em dezembro. A meta para a inflação este ano é de 3,25%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, medida pelo IPCA.
Os resultados ficaram acima das expectativas em pesquisa da Reuters de altas de 0,52% no mês e de 5,83% em 12 meses.
No ano passado, a inflação medida pelo IPCA fechou com alta acumulada de 5,79%, pressionada principalmente por alimentação.
Já 2023 começou sob o impacto das altas de 1,10% de Saúde e cuidados pessoais e de 0,55% e Alimentação e bebidas.
No primeiro caso, o resultado foi influenciado principalmente por higiene pessoal (1,88%), perfume (4,24%) e produtos para pele (3,85%).
Já no caso de alimentação, os aumentos dos preços da batata-inglesa (15,99%), do tomate (5,96%), do arroz (3,36%) e das frutas (1,74%) provocaram uma alta de 0,61% nos preços dos alimentos para consumo no domicílio.
Em janeiro, todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta, sendo que a maior variação foi registrada pelo grupo Comunicação, de 2,36%.
A intensa pressão inflacionária ao longo do ano passado levou o Banco Central a realizar forte aperto monetário que levou a Selic aos atuais 13,75%, patamar que deve ser mantido quando a autoridade monetária voltar a se reunir em 31 de janeiro e 1 de fevereiro.
As projeções do BC atualizadas em dezembro são de que a inflação seguirá em queda neste ano, terminando 2023 em 5%, nível inferior ao de 2022, mas ainda acima do teto da meta, de 4,75%.
De acordo com o presidente do BC, Roberto Campos Neto, os motivos para isso são principalmente a hipótese do retorno da tributação federal sobre combustíveis neste ano e os efeitos inerciais da inflação de 2022, embora esses efeitos sejam compensados pela política monetária contracionista.
Pesquisa Focus realizada pelo BC com uma centena de economistas mostra que a expectativa do mercado é de que a inflação encerre este ano a 5,48% e 2024 a 3,84%.
0 comentário
Orçamento de Trump propõe corte de 10% em gastos discricionários e aumento nos gastos com defesa
Líderes do Irã se juntam a manifestantes nas ruas de Teerã para projetar controle em tempos de guerra
Jovem Pan: Sob ameaça dos EUA, Irã volta a bombardear Israel
Trump promete mais ataques à infraestrutura iraniana enquanto nações buscam abrir Ormuz
Distribuidoras nacionais ficam de fora de 1ª fase do programa de subvenção ao diesel, mostra ANP
Ibovespa fecha quase estável com suporte de petrolíferas